<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6299769</id><updated>2012-02-16T23:43:44.720-02:00</updated><category term='Segredos'/><category term='Ausência'/><category term='Bloody Moon'/><category term='Sem Dono'/><category term='Sentimentos Ocultos'/><category term='Doce Revanche'/><category term='Feliz Ano Novo... De Preto'/><category term='Knights'/><category term='My Way'/><category term='All I Want Is You'/><category term='Indisposição... Será?'/><category term='Desilusão'/><category term='Prova de Amor'/><title type='text'>Bloody Moon</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://kofyaoi.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6299769/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kofyaoi.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Kyn Yagami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12491010466585250935</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xHtpUwg0Xt0/TSaFKRvjp-I/AAAAAAAAAAM/QxuvCN6NdA4/S220/neck10.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6299769.post-5328334960857373820</id><published>2011-02-07T01:25:00.002-02:00</published><updated>2011-06-18T14:01:51.810-03:00</updated><title type='text'>Reborn</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Engraçado como a procura por minhas fics perdidas pela net me fez encontrar esse blog, que nunca cheguei a usar... E isso logo depois de eu desistir da idéia de postar as fics encontradas no Fanfiction.net. Não sei, não me senti bem entrando novamente no ninho de cobras que é o mundo das fics baseadas em games/animes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, ter encontrado esse blog criado em 2004 - sim, 2004, quando eu tinha acabado de criar a fic Bloody Moon e renomear o meu antigo site KOF Yaoi com ela - parece ter sido algum sinal... Talvez eu devesse deixar pelo menos aqui as fics que encontrei em meus pendrives antigos, para que qualquer um que sinta saudade de minhas histórias possam ler e relembrar os bons tempos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para aqueles que não lembram, eu sou Kyn Yagami, escritora de fics que criou um site yaoi sobre o game The King of Fighters. O site foi criado em janeiro de 2002 e se não me engano saiu do ar em 2008. Por acaso, estamos em janeiro também, será esse algum tipo de aviso?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6299769-5328334960857373820?l=kofyaoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kofyaoi.blogspot.com/feeds/5328334960857373820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6299769&amp;postID=5328334960857373820&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6299769/posts/default/5328334960857373820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6299769/posts/default/5328334960857373820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kofyaoi.blogspot.com/2011/01/reborn.html' title='Reborn'/><author><name>Kyn Yagami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12491010466585250935</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xHtpUwg0Xt0/TSaFKRvjp-I/AAAAAAAAAAM/QxuvCN6NdA4/S220/neck10.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6299769.post-8627370959993467877</id><published>2011-01-07T11:42:00.000-02:00</published><updated>2011-06-18T12:26:58.752-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='All I Want Is You'/><title type='text'>[FIC] - All I Want Is You</title><content type='html'>&lt;div class="MsoTitle"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazia uma noite fria em Osaka naquele fim de semana. O clima era ótimo para namorar e terminar o dia aquecido pelo calor de um abraço sob o mesmo lençol, mas para aqueles que infelizmente não tinham essa opção, uma boa pedida era uma reunião entre amigos. Alguns telefonemas, bebidas quentes e aperitivos servidos, um bom filme ou uma boa partida de jogo e voilà! A noite estava salva.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa foi a opção escolhida por um grupo de rapazes muito conhecidos dos fãs do torneio The King of Fighters. Shingo, Kyo e Goro seguiram para o apartamento onde Benimaru morava atualmente e lá foram recebidos com animação pelo loiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Servidos os aperitivos e a bebida, a regra agora era jogar até não agüentar mais. Estavam à, pelo menos, três horas em frente à TV na sala e nem tão cedo deixariam o jogo de lado. Pelo menos não o anfitrião, Shingo e Goro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partida de vídeo game estava realmente empolgante, especialmente para Shingo, que não perdia nem uma sequer. Mesmo se houvesse alguém em qualquer outro cômodo da casa poderia ouvir muita algazarra dos três, tamanha a empolgação, risadas e xingamentos entre os jogadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Ah que merda! Eu estava recarregando a arma!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Que desculpa mais escrota, Beni! Admita que você não sabe jogar logo! – zuava Shingo, animado — Está na hora de você passar o controle para outro!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Aff, vou mesmo, porque já cansei do seu jogo sujo! – o loiro reclamava depois de ter perdido todas as partidas para o amigo naquela noite — Toma que o filho é teu, Kyo! Dá uma surra nesse moleque folgado por moi?! Assim aproveita e também para de fumar na minha sala!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Não estou a fim de jogar... Deixe com Goro – levantou e seguiu até a janela, de onde poderia fumar sem intoxicar a todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Nah, me dá isso logo! – Goro pegou o controle da mão de Beni e sorriu confiante — Sei de uma tática para te pegar!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Vai sonhando! – riu Shingo e se preparou para o combate.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto os dois começavam uma disputa frenética de quem conseguia mais headshots, Benimaru levantou e seguiu até a janela, debruçando-se ao lado do amigo Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Achei que seria legal chamar a galera para se distrair um pouco, sabe? – o loiro puxou assunto e se virou para o amigo — Mas no seu caso nem era preciso... Você já está em outro planeta!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Foi mal, Beni... Não estou animado hoje. – tragou mais uma vez e virou o rosto para o outro lado, se livrando da fumaça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Você não está animado há um tempo, eu percebi, não sou cego... – diminuiu o tom de voz ao continuar — Pra falar a verdade, eu achei precipitado você dar um tempo com a Yuki. Se está assim agora, sentindo tanto a falta dela, ficar longe é burrice!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após o comentário do amigo, Kyo pareceu ainda mais introspectivo. Apagou o cigarro no cinzeiro e entregou-o a Benimaru.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Talvez você tenha razão... Vamos lá, vamos quebrar o Shingo que eu me animo. – falou com deboche ao mesmo tempo em que encerrava o assunto pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Só não vale ficar na faca o tempo todo! – reclamou Shingo enquanto Kyo se juntava a eles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Que vergonha... Com um AK-47 nas mãos e com medo da minha faca? Que noob...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noite de jogatina ficou mais animada com a participação de Kyo, pelo menos foi assim para Benimaru e Goro, que puderam rir bastante das caras e bocas que Shingo fazia cada vez que era esfaqueado pelas costas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também não conversaram mais sobre assuntos pessoais. Benimaru percebeu que Kyo não estava a fim de falar sobre seu relacionamento, logo, achou melhor não insistir. O tempo ajeitaria as coisas para Kusanagi... Ao menos ele estava mais animado ao sair do que estava quando chegara à casa de Beni.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era pouco depois de meia noite quando cada um seguiu seu rumo após as despedidas. Kyo não morava muito distante, por isso optou pela caminhada através das ruas desertas até prédio onde morava. No caminho, mais um cigarro foi devorado pelo lutador, que curtia o silêncio da noite para deixar seus pensamentos fluírem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não demorou a chegar em casa e jogar a chave sobre a mesinha de centro. Esticou-se, espreguiçando e olhou na direção do relógio. Não estava com sono, logo sabia que teria mais algumas horas de tédio antes de adormecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Talvez ler algum livro fosse uma boa opção para matar o tempo até o sono vir”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com esse pensamento Kyo seguiu para o quarto, tirando o celular do bolso no caminho. Ligou-o e suspirou ao se dar conta dos três recados na caixa postal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Fiz bem em desligar... – resmungou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixou o celular sobre a cômoda e despia-se voltado para a janela. A luz da lua entrava e iluminava o quarto e o belo corpo de Kusanagi, valorizando cada músculo sob aquele belo efeito de luz e sombra. Novamente o lutador se perdeu em seus pensamentos, deixando a camisa cair no chão. Abaixou a cabeça, fechou os olhos, deu um longo suspiro e olhou para trás. Estava com uma sensação ruim de que não estava sozinho no quarto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Quem está aí?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pergunta saiu em voz baixa ao mesmo tempo em que os olhos do lutador percorriam cada canto no ambiente tomado pela escuridão. Não fazia questão de iluminar o quarto normalmente, mas naquela hora se arrependia disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O silêncio era interrompido somente pelos ponteiros do relógio da sala. Kyo então se voltou para a janela novamente, conferindo se havia alguma movimentação na rua e continuou aquele gostoso strip sem platéia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou pelo menos pensava que não tinha até a sensação de estar sendo observado tomar conta do lutador de novo. Kyo tentou se virar para trás mais uma vez, mas tudo aconteceu muito rápido e o que sentiu foi alguém avançar em sua direção e lhe agarrar por trás, o prensando contra a janela com o próprio corpo... Pelo perfume, pela força, pelos músculos, pela respiração ao ouvido e pelo encaixe perfeito em seu corpo Kyo não tinha dúvidas de quem era. E o início de ereção do homem por trás dele só era mais uma gostosa confirmação:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Ah... Yagami... Como conseguiu entrar? – Kyo tentava espiar atrás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Eu faço as perguntas por aqui... – sussurrou o ruivo ao ouvido de Kyo, mordendo o lóbulo da orelha do outro de um jeito sacana. — Por que fugiu para a casa daquele veadinho? Raiva? Medo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Não fugi! E também não tenho que te dar satisfações, cara! – Kyo fechou os olhos e diante das carícias ousadas que recebia cedeu. — Deixa pra lá... Você não veio para conversar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yagami abria a calça de Kyo enquanto o ouvia. O ruivo mordeu com mais força o pescoço do outro ao mesmo tempo em que esfregava seu corpo ao dele, roçando sua ereção no fino tecido da cueca que separava seu corpo do amante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Vim para ter o que o é meu.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Abusado... – resmungou Kyo entre um gemido quase imperceptível e só o que conseguiu foi um sorriso pervertido de Iori. — Vem... Me come...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo não oferecia resistência enquanto Iori abria a própria calça, esfregando-se melhor no amante. Kusanagi gemeu baixo novamente logo que sentiu o membro do ruivo em contato direto com o seu corpo. Iori mordeu o pescoço de Kyo, empurrando-o contra a janela fechada, abafando dessa forma o gemido do outro ao penetrá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O corpo de Iori ia e vinha na direção de Kusanagi a cada estocada firme do ruivo, que se intensificava a cada investida. Kyo empinou o corpo para trás de forma a facilitar o encaixe entre eles e permitir a própria masturbação enquanto Yagami o invadia ferozmente, mantendo Kyo pressionado contra a parede.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O vidro da janela recebia as marcas da respiração ofegante de Kyo durante o ato e a pressão sobre a superfície espelhada foi aliviada somente quando foi possível ouvir os gemidos de ambos os lutadores ao chegarem ao orgasmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yagami beijava ainda o pescoço de Kusanagi enquanto seus corpos relaxavam ainda colados um ao outro. Passaram assim alguns minutos até que Yagami se afastasse, fechando a calça. Kyo virou-se então para o amante, puxando a cueca para cima e encostou seu corpo à janela, de costas para a vista da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Bem... – começou Kyo — Não sei o que dizer...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori sentou-se na cama e olhou na direção de Kyo, que terminava de ajeitar a roupa. Kusanagi aproximou-se e sentou ao lado do ruivo enquanto o ouvia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Fiz uma cópia de sua chave – olhou de lado para o outro e continuou — Antes que pergunte de novo como consegui entrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— É eu ia mesmo perguntar isso. &amp;nbsp;Invasivo demais isso, não acha?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ajeitou o cabelo atrás da orelha enquanto Iori deitava na cama após tirar os sapatos. Kusanagi olhou para o amante, que se acomodava em sua cama, tranqüilo, depois de tê-lo atacado como um animal selvagem. Iori fechou os olhos e apoiou a cabeça em um dos braços, pronto para dormir.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo chegou mais perto do ruivo e se inclinou sobre ele até que seus lábios tocassem os do outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Foi bom ter aparecido, ruivo... – sorriu Kyo ao sussurrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Notei como gostou... – virou de frente para Kyo e o agarrou, puxando-o para um beijo mais intenso dessa vez — E eu prometi vir, mas parece que além de não ter se convencido disso está preocupado – olhou de modo sério diretamente nos olhos de Kyo ao continuar — Qual o problema?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Cara... – suspirou e se ajeitou ao lado de Yagami na cama ao falar — Eu não acho que isso vá dar certo... Entende? – voltou-se para o ruivo — Sinto que está indo longe demais... Eu... Estou confuso... – desviou o olhar para o teto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori não pareceu gostar muito do rumo daquela conversa. Ainda encarava Kyo esperando alguma explicação que não veio. Também, não era preciso dizer mais nada. O jeito como Kusanagi andava se comportando e agora aquelas palavras deixavam explícito o que ele estava sentindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Então que tal nós dois deixarmos as coisas claras por aqui?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Não! – de imediato Kyo respondeu e sentou na cama. Esfregou o rosto e falou — Olha, não precisa falar mais nada, ok? Eu sei o que vai dizer...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yagami balançou a cabeça em desaprovação e levantou da cama. Calçou os sapatos e ajeitou a roupa durante o caminho até a porta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Iori? Espere, cara...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Não crie dificuldades, Kusanagi. Já tive o que queria... Te vejo qualquer dia desses...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acenou e deu as costas, deixando o quarto do amante. Kyo não o seguiu, embora no fundo quisesse. O rapaz se deitou na cama de novo e pôs um dos braços sobre os olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Só sexo... Eu sei! É o melhor para nós dois, mas... – falava sozinho — Que merda! – jogou o travesseiro longe, com raiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os sentimentos não podem ser controlados e esse era o grande problema de Kyo. Tudo começara há alguns meses e o que era antes apenas sexo delicioso entre os dois antigos rivais agora se tornara um sentimento intenso, ao menos por parte de Kyo. Isso poderia ser o fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma decisão precisaria ser tomada e logo. Então, Kusanagi resolveu agir enquanto aquele sentimento nascia. A missão não seria fácil, entretanto, era melhor remediar enquanto ainda era tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante as visitas seguintes não houve mais discussões provavelmente por Kyo estar um pouco mais conformado em não ter Yagami como queria. Enquanto para Kyo estava sendo complicado esconder o caso com Iori, especialmente por estar amando o ruivo, para Iori tudo estava como ele queria. Os dois não costumavam se falar entre um encontro e outro, além disso, os encontros eram todos repentinos e iniciados pelo ruivo. A questão era saber até quando seria interessante para Kyo ser apenas um brinquedo sexual do ruivo. A qualquer momento tudo poderia acabar se Iori encontrasse alguém sexualmente mais interessante... Mas era esse tipo de relacionamento que Kyo queria para si? Sua situação valia mesmo à pena?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A insegurança e a incerteza sobre o futuro daquele relacionamento voltavam a bater à porta de Kusanagi no dia em que avistou Iori acompanhado de um belo rapaz desconhecido em um bar. Pelas carícias intimas que trocavam, os dois estavam saindo há um tempo talvez e isso incomodava muito Kusanagi. O acontecido fora há três semanas, mas ainda sim Kyo não havia mencionado nada com o amante. Uma vez que entre eles não havia nada além de sexo, Kyo não tinha direito de reclamar, entretanto seu sangue fervia a cada dia que lembrava a cena vista...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para piorar sua situação, Kyo notava Iori um pouco estranho nos últimos dias. Ficava ainda menos tempo com ele e o assunto entre eles nunca chegava a um nível mais pessoal. Um clima incômodo se formara entre os dois, tornando a situação insustentável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Iori – beijou o peito nu do amante, abraçando-se melhor a ele na cama — Eu acho que devemos conversar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Fale... – o ruivo apenas afagava os cabelos de Kyo, de olhos fechados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Sobre nós dois... Acho melhor você não voltar a me ver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As palavras de Kyo fizeram Iori parar imediatamente as carícias ao abrir os olhos. O ruivo encarava o amante surpreso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Posso saber por quê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Porque eu não quero mais ser apenas mais um cara que você vem e come...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— “Mais um”? Está louco?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Não se faça de desentendido. Eu sei, ok? Mas não é sobre você ter outros caras por aí que estamos falando... – suspirou — Eu acho que é a hora de cada um tomar seu rumo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A expressão no rosto do ruivo era pesada, séria... Até mesmo incomodada com a conversa de Kyo, por mais que Kusanagi não imaginasse quais poderiam ser os motivos que levassem Iori a não concordar com a idéia. Sexo? Ele aparentemente já não o tinha com outras pessoas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Não vai me dizer nada? Desde o começo nunca houve nada que nos prendesse, não era isso que você sempre quis?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Não seja idiota! Eu nunca disse nada disso!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Como não? A idéia de eu fazer algo além de sentar no seu pau sempre te incomodou, Yagami...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori sentou na cama e puxou suavemente Kyo para perto dele. Tornou a abraçá-lo enquanto voltava a falar, com o mesmo semblante grave.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Olhe bem nos meus olhos e diga que você não me quer mais...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Ah, não... Não faça isso. Você sabe exatamente o que eu queria... E por isso mesmo é melhor por um fim nisso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Olhe nos meus olhos, Kyo!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ruivo pegou no rosto de Kusanagi de modo rude, forçando-o a olhar na direção dele. Os olhos de Kyo encontraram os de Iori e isso foi suficiente para ele sentir-se balançado em sua decisão. Iori sabia exatamente que essa seria a reação do amante, mas ainda sim, não demonstrava sua satisfação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori tomou os lábios de Kyo em um beijo lento e profundo, pegando na nuca dele ao trazê-lo para mais perto de si. Sua língua acariciava a de Kyo durante aquele beijo que terminou com uma leve mordida no lábio inferior de Kusanagi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Você é meu... Eu não vou deixá-lo partir, Kyo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— E o que vai fazer? Me aprisionar para que tenha para sempre seu amante? O que eu quero não conta? – balançou a cabeça — Isso chega a ser ridículo! Foi gostoso no começo e estava tudo ótimo, mas... Mas ninguém pode controlar os próprios sentimentos, cara! Eu tentei... Eu juro... Mas eu não consigo ficar ao seu lado desse jeito!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquele instante Kyo sentia como se um peso saísse de suas costas. Mesmo que ainda tivesse muito mais ali... Era preciso descarregar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Eu fiz de tudo... Eu tentei ignorar o fato de que te amo, Iori, mas não dá... – soltou-se dele e esfregou o rosto enquanto continuava o desabafo — Passamos por tanta coisa no passado... E hoje está tudo tão diferente... Me sinto usado com o que temos, só que não posso culpá-lo se eu também tenho culpa nisso, não? Mas uma coisa nunca mudou: com você me sinto completo... Com você me sinto forte, me sinto realizado! Com você meu sangue ferve como nunca aconteceu com ninguém antes, entende? – e voltou a olhar para o ruivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Você tinha razão afinal... Isso foi mesmo longe demais. Só que não significa que deve terminar aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— O que você quer de mim afinal, Yagami? Se era para me usar, pronto, tivemos meses e meses de sexo como você queria... Se a intenção era me humilhar, acho que também conseguiu depois de tudo que arrancou de mim agora! Não acha que já chega?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yagami voltou a pegar no rosto de Kyo e dessa vez o beijou antes de responder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— É tão difícil de perceber que eu quero você? Nada mais me interessa. Tudo o que eu quero é você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Sei... E o tal carinha? – perguntou com desagrado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Eu não sei do que está falando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Ah, claro que sabe! Mas é melhor começar a falar, principalmente depois do tudo o que acabou de me dizer... Eu quero respostas, quero verdades!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Eu não sei do que está falando, Kyo – disse o ruivo pausadamente dessa vez — Me explique você o que está havendo! – estava sério, incomodado em ser questionado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Eu vi você com outro cara! Estava quase trepando com o veado no meio do Black Rose!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Nunca estive lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Não me venha com essa! Podia ao menos arranjar outra desculpa!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Acredite no que quiser então.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E Kyo estava mesmo com raiva, principalmente pela serenidade de Iori ao dizer aquelas palavras e afirmar sua inocência. Mesmo com Kusanagi um pouco arisco depois da conversa sobre o amante, Iori o trouxe para perto de si e dormiram abraçados naquela noite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A conversa parecia ter surtido um efeito positivo sobre os dois. Kyo sentia-se mais leve, embora ainda não acreditasse realmente que Iori quisesse ir além do sexo entre eles. Yagami passou a freqüentar a casa do amante mais vezes, não só à noite. De certa forma isso surpreendeu Kyo, mas era uma surpresa agradável. As coisas pareciam estar aos poucos se ajeitando... Exceto pela imagem na cabeça de Kyo em que Iori tinha outro amante nos braços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquele fim de semana os dois tinham combinado de sair juntos. Seria a primeira vez, só teriam de tomar certos cuidados para não chamarem muito a atenção. O destino fora escolhido por Kyo e, como uma provocação, iriam para o bar Black Rose.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Posso saber por que escolheu esse bar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Você diz que nunca esteve lá... Eu sim estive e vi coisas incríveis, achei que deveria ir... – disse Kyo em ironia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Quanta besteira...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ruivo não parecia preocupado com a escolha, mas sim incomodado com a insistência de Kyo sobre o assunto do amante, mesmo que o ruivo não tivesse mais agido de modo estranho esses dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O bar não ficava muito longe dali e logo que entraram Iori seguiu para uma mesa e pediu a bebida de sempre para os dois. Yagami discretamente olhava em volta, reparando o lugar, enquanto Kyo fazia o mesmo, mas seu objetivo era apenas procurar o tal rapaz que tinha visto da outra vez com Iori.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A bebida chegou e isso serviu para acalmar Kusanagi, especialmente por conversarem sobre outros assuntos e também por não encontrar seu rival por ali. Somente por volta de meia noite Kyo voltou a perder o humor quando viu de longe o rapaz loiro entrar no bar. De imediato se virou para Iori, com um olhar de quem estava pronto para dizer “eu não disse?”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Então foi isso que viu? – perguntou o ruivo ao apontar quando o rapaz se afastou da entrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E Kyo já ia responder quando viu a direção que o rapaz tomava. O loiro foi direto até o namorado ou amante ruivo, que de costas era realmente idêntico a Iori. Kyo ficou sem palavras e Iori apenas deu um sorrisinho vitorioso, terminando sua bebida e tranquilamente ouvindo a banda cover de U2 terminar sua bela apresentação naquela noite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;“You say you want diamonds on a ring of gold&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Your story to remain untold&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Your love not to grow cold.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;All the promises we break, from the cradle to the grave&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;When all I want is you.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6299769-8627370959993467877?l=kofyaoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kofyaoi.blogspot.com/feeds/8627370959993467877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6299769&amp;postID=8627370959993467877&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6299769/posts/default/8627370959993467877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6299769/posts/default/8627370959993467877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kofyaoi.blogspot.com/2011/01/fic-all-i-want-is-you.html' title='[FIC] - All I Want Is You'/><author><name>Kyn Yagami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12491010466585250935</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xHtpUwg0Xt0/TSaFKRvjp-I/AAAAAAAAAAM/QxuvCN6NdA4/S220/neck10.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6299769.post-6870936570098549977</id><published>2011-01-07T11:39:00.000-02:00</published><updated>2011-06-18T12:26:58.753-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bloody Moon'/><title type='text'>[FIC] - Bloody Moon</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xHtpUwg0Xt0/TScXbkB0xLI/AAAAAAAAABc/W2zPu9Wo0D8/s1600/Capa-BloodyMoon.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_xHtpUwg0Xt0/TScXbkB0xLI/AAAAAAAAABc/W2zPu9Wo0D8/s1600/Capa-BloodyMoon.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era início de madrugada de sexta-feira, começo do mês. As ruas estavam cheias, todos a procura de diversão depois de uma semana cheia de trabalho e stress. E o melhor, com grana no bolso! Risos; gargalhadas; curtição, beijo na boca; pegação; agito; sexo, muito sexo! Essa era a ordem dentro dos bares e boates de cidade, e todos obedeciam veementemente. Bem, quase todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia um homem entre eles que parecia não se situar com aquele ambiente de farra e diversão. Sentado em frente ao balcão onde bebia, fazia questão de esconder seus olhos. Seu olhar estava completamente perdido e cheio de profunda tristeza. Definitivamente ele não tinha motivos para comemorar. Nem ao menos aquela maldita bebida o fazia esquecer! Por mais que bebesse não era o suficiente para apagar o passado de sua mente. Não sabia mais o que fazer, seu futuro, seu objetivo de vida agora era uma imensa interrogação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levantou lentamente a cabeça deixando seus cabelos ruivos descobrirem parcialmente seu rosto e olhou a sua volta, com seus olhos já levemente vermelhos, perguntando a si mesmo o que ele fazia naquele lugar, o que ainda fazia vivo. Pra que continuar vivo? Mas nunca obtinha resposta alguma, exceto o constante peso de sua culpa. Apenas voltou a abaixar a cabeça e encher a cara novamente... Tinha esperança de mais tarde encontrar o homem que lhe vendia drogas a um preço razoável, e, quem sabe o efeito da cocaína em seu sangue, consumindo seu corpo, seu cérebro e sua saúde não poderia fazê-lo se sentir melhor?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outubro de 2002. Um ano e cinco meses atrás... Em uma mesma sexta-feira, início de noite. &amp;nbsp;Aproximadamente 20:00h. Hall principal de uma filial de uma das mais bem sucedidas empresas na cidade, a americana MKN Corporation, líder absoluta no mercado de peças e acessórios para telefones celulares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ah! Nossa! Pensei que não ia conseguir terminar os relatórios hoje!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era uma mulher jovem e bonita. Aparência de mulher moderna, cabelos curtos e bem lisinhos, castanho médio, com um leve tom avermelhado. Usava um terninho preto, com uma blusa branca por baixo do blazer, fazendo um certo contraste. Discreta, porém elegante. Olhar determinado, apesar da estafa de um dia inteiro de trabalho, típico de uma mulher que sabe muito bem como subir na vida. E, pelo jeito como os colegas de trabalho a cumprimentavam com respeito, era nítido que era bem querida ali. Tinha com certeza um futuro brilhante, e uma ótima oportunidade de crescimento na empresa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mas enfim conseguimos, Yuki. Aliás...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era Yuki Kushinada, acompanhada de uma amiga, que trabalhava na sala ao lado dela, para o mesmo acionista da empresa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;“Aliás” o que hein? – sorriu Yuki.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ah, jura que não sabe? – disse a amiga enquanto ambas iam até a entrada principal do prédio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não sei mesmo, Naomi... – desconversou Yuki.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sorriu discretamente e parou de frente a porta, que se abrira, quando a outra a encarou um tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Estou falando do Sr. Kennedy! Ele gosta muito do seu trabalho, mas me parece que não é só isso não, é tão gentil...- riu baixinho&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Pode até ser que ele esteja interessado, mas eu tenho namorado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Huh... Ainda o Kyo? – perguntou com desagrado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ambas olharam de lado para fora, pela porta. Em frente ao prédio podia ser visto um homem largado em cima de sua moto, como se esperasse por alguém, completamente entediado. Olhava para o movimento na rua, para aquelas pessoas todas bem arrumadas e com um ar de superioridade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ainda o Kyo, Naomi. – Yuki respondeu sem olhar para a amiga, mirando seus olhos no namorado do lado de fora a esperando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Posso ser sincera, Yuki? Você merece coisa melhor!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yuki olhou-a séria, porém não respondeu. Afastou-se da amiga, segurando com mais firmeza a pasta preta que carregava e ajeitou a bolsa. Saiu do prédio sem mencionar mais palavra alguma, indo na direção de Kusanagi. Sentindo a aproximação de Yuki, o lutador olhou naquela direção e ajeitou a jaqueta de couro preta que usava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Sobe aí, te levo em casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Kyo...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yuki parou de frente ao lutador um instante. O lutador olhou nos olhos da moça, esperando que ela prosseguisse. Sem desviar o olhar, tornou sua expressão um pouco mais séria ao perceber que de longe, a amiga reprovava Yuki estar ali com ele, afinal, era uma mulher tão elegante, não combinava com um bad boy como Kyo. E isso podia até mesmo atrapalha-la. Suspirou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Está há muito tempo me esperando?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Claro que não! Tinha outras coisas importantes para fazer...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Como procurar um emprego certo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo a olhou de lado, como se sentisse uma certa aversão aquele assunto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não começa, Yuki.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;“Não começa”? – levantou a voz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Vem comigo ou não? – disse já dando a partida na moto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Kyo! Mas... Como? – suspirou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhou para os lados. Era realmente uma situação complicada... Não disse mais nada. Subiu na moto, desajeitada por carregar a pasta e a bolsa, mas abraçou-se como pôde a Kyo, na altura da cintura do lutador, para manter-se firme. Olhou para a amiga que ainda estava na porta da empresa, um pouco envergonhada. Kyo olhou para trás arrancando com a moto em seguida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Viu só? Não é tão difícil!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaai, Kyo, vai devagar!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yuki agarrou-se ainda mais em Kyo, já que ele fazia questão de correr por aquelas ruas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Relaxa, não vou deixar você cair, não confia em mim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Confio, mas... Mas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo passava com facilidade por entre os carros. O trânsito como sempre naquele horário estava congestionado, já que todos estavam saindo dos seus trabalhos para casa. O lutador como tinha muita prática, sabia exatamente onde ou não podia passar tão rápido como fazia, mas Yuki não...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Cuidado, Kyo!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moça fechou os olhos e se encolheu como pôde quando Kyo foi com tudo em uma passagem estreita por entre dois caminhões. Kyo ria do medo que Yuki demonstrava ali com ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Era mais corajosa nos tempos do colégio, lembra?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não! Você que ficou mais louco! – disse abrindo os olhos lentamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ah, que isso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Kyo, vai mais devagar, por favor! Quero chegar viva em casa!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Heh... Ok&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de dizer aquilo, o lutador ainda andava sem prudência alguma, quase virando a moto ao fazer uma curva. Mas, como já se aproximavam do destino, resolveu pegar leve e ir mais devagar, afinal, Yuki parecia muito irritada com aquilo. A moça olhou para os lados, reconhecendo aquelas ruas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Kyo, por acaso está me levando para o seu apartamento?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo parou no mesmo instante que ouviu Yuki dizer aquelas palavras, sentindo um certo desagrado no tom de voz da moça. Olhou para ela por cima dos ombros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;E isso te incomoda?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não é isso, mas você nem ao menos perguntou se eu podia... – saiu da moto ajeitando a roupa e as coisas que carregava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Como assim? – disse Kyo olhando bem para ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Eu estou esgotada, Kyo; tive um dia cheio na empresa, e tudo o que eu mais quero é descansar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mais um motivo para vir comigo. – cruzou os braços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não posso, amanhã preciso estar lá bem cedo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Sábado?! – interrompeu Kyo na mesma hora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;É, sábado. Como eu disse, estamos passando por um período de muito trabalho... – encarava-o séria. — E isso requer um certo sacrifício. Sabe, as pessoas costumam sacrificar diversão, algumas vezes, para tornarem-se bem sucedidas!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ih... – desviou o olhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mas acho que você não sabe disso, afinal, passou o dia todo sem fazer nada de útil, como tem sido todos os outros dias!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Yuki, dá um tempo... – suspirou entediado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Acorda, Kyo! Você já está com 25 anos! Até quando pensa em viver às custas dos pais? Morar sozinho não significa nada se você não é independente!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Kyo já se irritava com a bronca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Agora que finalmente parou com torneios, precisa se esforçar, arranjar um emprego e não jogar pela janela as oportunidades porque não se dá bem com seus colegas de trabalho! Você não é mais criança, Kyo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo estava com um olhar sério e irritado, falou com Yuki enquanto dava a partida na moto novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não enche, Yuki! Se não está a fim de vir comigo, beleza! Boa noite!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não deu tempo para a moça responder; logo o lutador saiu cantando pneu com sua moto em alta velocidade tomando o caminho de casa. Yuki, irritada com aquilo, chutou uma pequena pedrinha ali no chão, olhando na direção que ele tinha tomado. E gritou com todas as forças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Kyo, seu idiota!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas pessoas que passavam pela rua olharam para Yuki depois daquele escândalo, mas ela parecia não se importar. Abaixou a cabeça e abraçou aquela pasta com alguns papéis que carregava. Respirou bem fundo e olhou na direção da casa em que ela morava com os pais. Por sorte não era longe. Tinha sido sacanagem de Kyo deixa-la ali a pé, mas como não tinha jeito... Caminhava pensativa e séria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já fazia quase seis anos que os dois mantinham um relacionamento. Desde a época do colégio estavam juntos, mas como todo namoro, parecia desgastado com o tempo. Talvez o ritmo de vida de Kyo, como um lutador, tenha contribuído muito para isso, o torneio KOF e, conseqüentemente, os inimigos que Kyo adquiria, era algo ruim entre eles. Após se formar no colegial, Yuki conseguiu ingressar em uma ótima universidade. Empenhou-se nos estudos e conseguiu uma vaga, a princípio como estagiária na MKN, mas não demorou muito para efetivarem a moça, que era muito inteligente e competente. Só que isso aumentava a diferença entre ela e Kyo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kusanagi formou-se no colegial, com dificuldade, pois odiava estudos, mas não levou adiante a faculdade. Trancou o curso de Educação Física ainda no primeiro período, não tinha o menor interesse em continuar, e não tinha paciência para estudar. A vocação de Kyo estava mesmo para as lutas, para os torneios... E assim continuou. Entretanto, como o tempo ia passando, sentiu necessidade de ter sua própria vida, já era um homem, e viver com os pais não dava mais. Mudou-se para um apartamento pequeno, na mesma cidade, bem no centro. Procurava emprego quando bem entendia. Vez ou outra tinha a sorte de conseguir algum trabalho, porém Kyo sempre acabava dando um jeito de ser despedido ou ele mesmo pedir demissão. Era impressionante como Kyo não conseguia ficar em emprego algum!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logicamente ainda não tinha responsabilidade para se virar como deveria ter. Era amparado pelos pais nas despesas da casa, então, não se desesperava com sua situação. Kyo basicamente vivia à toa, pelas ruas da cidade, e quando Yuki tinha uma folga, saía com a namorada... Iam levando o relacionamento como podiam, mas estava na cara que não ia bem. Parece que a diferença entre os dois agora era gritante. Isso podia ser confirmado justamente quando o lutador se propunha a buscar a namorada no trabalho, nas raras vezes que fazia isso. Todos olhavam para os dois. O visual despojado e bad boy de Kyo contrastava demais com a “moça certinha e bem sucedida” Yuki Kushinada. A certa “vergonha” que Yuki sentia dele, incomodava muito Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Saco!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esbravejou Kyo ao estacionar a moto em cima de uma calçada em uma rua próxima de onde morava, mas sem descer dali. O lutador apoiou os dois braços no guidão da moto um tempo deitando a cabeça ali, de olhos fechados, e uma expressão séria. Ultimamente era difícil conseguir ficar com Yuki, e as poucas vezes que conseguiam, os dois brigavam, como agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passou um tempo naquela posição. A rua já estava escura, e por ali nunca havia muito movimento. Pensou por uns instantes em algo para fazer, não queria acabar de perder sua noite por causa de mais uma briga com a namorada. Ah não! Respirou bem fundo e recompôs-se para em seguida arrancar com a moto com um destino já traçado em mente: os bares da cidade vizinha! Não havia lugar melhor para ficar quando se estava naquela situação como ele, sem companhia e puto com a vida. O que mais tinha por lá era opções para diversão noturna e ainda tinha a vantagem de ver rostos novos. Como era sexta-feira, as pessoas se reuniam para começar o agito do fim de semana, e foi pensando nisso que Kyo partiu, cruzando velozmente ruas e avenidas, sentindo o gostinho bom do vento em seu rosto, sem se preocupar com nada. Nem ao menos tinha parado em casa para se trocar, do jeito que tinha ido buscar Yuki no trabalho estava indo curtir a noite mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já passava das 22 hs. Aos poucos o lutador foi reduzindo a velocidade conforme o movimento de pessoas e veículos nas ruas aumentavam. Era uma avenida conhecida, ali se concentravam os melhores points da cidade, pessoas de todos os tipos e tribos estavam por ali, ao longo da avenida, desde mauricinhos e patricinhas, até punks, góticos e metaleiros. Kyo não se encaixava em nenhum dos grupos, mas não estava preocupado com isso. A única coisa que queria era entrar em algum bar qualquer, beber um pouco, e ver no que dava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parou em frente a um bar que ainda não conhecia; normalmente freqüentados por metaleiros e góticos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...”Children of Bodom Special Night”...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era o que dizia o letreiro do local. Havia várias motos ali do lado de fora, e algumas pessoas entrando no estabelecimento, sempre em bando e reparando em Kyo. O clima ali era bem pesado, tanto os homens quanto às mulheres faziam questão de impor uma imagem agressiva. Mas isso não intimidava Kyo nem um pouco, muito pelo contrário, nem era com ele. Ajeitou a jaqueta de couro preta que usava. Kyo até que não estava tão deslocado assim. Usava uma blusa preta por baixo da jaqueta, e uma calça jeans com alguns rasgos no joelho, a inseparável corrente metálica na calça e as luvas de couro. Mesmo assim todos que o olhava não deixavam de ter uma imagem de “mauricinho filho da puta” a respeito de Kyo, talvez pela falta de piercings, tatoos e outros acessórios. Colocou as mãos nos bolsos e caminhou em direção a entrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ambiente ali combinava exatamente com a música que tocava em som alto, ensurdecedor: “You're Better Off Dead!”. É, agora Kyo se sentia deslocado. Não era o tipo de música que ele curtia. Não que não gostasse de rock, pelo contrário, adorava! Mas não tão pesado; mal podia ouvir o que finlandês Alexi “Wildchild” Laiho cantava, a única coisa que ouvia eram berros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mas que porra de música!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não conseguia ouvir a própria voz. Foi se enfiando por ali, no meio daquele monte de cabeludos, para ver se encontrava algum lugar que pudesse ficar, pedir algo para beber. Apesar de a primeira impressão não ter sido muito boa, com o passar do tempo, até que iam ficando interessante, diferente. O mais curioso era que ali naquele lugar, apesar de todos o conhecer mesmo como Kyo Kusanagi, vencedor do torneio KOF por inúmeras vezes, ainda sim não tinham medo, o encaravam feio mesmo, como um intruso ali na área deles. Entretanto, como Kyo não se mostrou interessado em caçar briga, mas pelo contrário, só queria se divertir; o deixaram em paz, na dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo sorriu quando enfim avistou, mais adiante, um bar. Tratou de encostar-se ali, com os cotovelos apoiados no balcão, olhando o movimento e dirigindo-se ao barman: um homem gordo de aparentemente de mais de trinta anos, longos cabelos desleixados que chegavam até a cintura, barba e uma enorme tatuagem em todo o braço esquerdo, que estava mais visível, uma enorme serpente. Porém depois pôde ver melhor... Ele era todo tatuado!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ei, me traga uma cerveja!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Cerveja?! – perguntou o homem com sua voz rouca e um sorrisinho debochado. — Não prefere algo mais pesado não maluco?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Cara, traga o que eu pedi e não enche! – Kyo olhou-o irritado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Beleza...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homem afastou-se balançando a cabeça, ainda com o mesmo sorrisinho nos lábios, o que deixou Kyo meio puto, ainda mais quando o viu comentar algo com um outro homem que enchia a cara a uma certa distância, ao levar mais bebida para o homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Tá aí cara! Whisky, bebida de macho! – bateu um pouco a garrafa no balcão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kusanagi olhou feio para o barman ao ouvir aquilo. O seguiu com o olhar e assim que ele parou diante de Kyo para enfim servir-lhe a cerveja, o lutador o pegou pela gola da camisa com as duas mãos, o puxando para mais perto, derrubando alguns copos que se espatifaram no chão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Com quem você pensa que está brincando seu idiota?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Relaxa aí porra! Vai, me solta cara! – falava o homem mantendo a calma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Eu sou KYO KUSANAGI, caso não se lembre, imbecil!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Empurrou o homem longe. Não usou praticamente força nenhuma, mas foi capaz de fazer o homem cair sobre um armário com várias bebidas e por muito pouco não quebra aquelas garrafas de bebidas. O desentendimento entre eles chamou a atenção de alguns que estavam ali perto, mas não foi o suficiente para causar um alvoroço. Ao que parece, estavam acostumados a ter brigas feias ali dentro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo olhou de lado para o homem que se recompunha e pegou a garrafa de cerveja, bebendo do próprio gargalo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Tsc, um cara indefeso como você nem vale a pena!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afastou-se bebendo, aos poucos entrando no ritmo da música que envolvia todo o ambiente. Era difícil ouvir outra coisa que não fosse o som da guitarra, bateria e o Wildchild berrando. Passou por algumas pessoas ali. Kyo chamava a atenção, não só por ser um lutador de KOF entre eles, mas sim por ser um estranho, um cara de um ambiente diferente. O que deixava algumas mulheres curiosas. Uma delas se aproximou de Kyo. Estava toda de preto e tinha vários piercings pelo corpo, incluindo um ao lado da sobrancelha, no lábio inferior, e pelo modo com que falava, um na língua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Perdido, cara?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não, por quê? Pareço perdido?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sorriu de um modo sexy, afinal, a moça era bonita, apesar de querer esconder sua beleza nas roupas largas e nos acessórios agressivos. Tinha os cabelos bem compridos na altura da cintura. Eram pretinhos e lisos. Olhos claros, pele bem branca. Estando atrás de toda aquela maquiagem preta, inclusive nos lábios, a moça parecia uma verdadeira vampira gótica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Na boa, mas parece sim! Você não é daqui pelo visto! – falava alto para que Kyo pudesse ouvi-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Acertou, vim da cidade vizinha. – sorriu. Bebeu a cerveja e continuou. — Mas e aí, tá a fim de beber comigo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moça não teve tempo de responder. Coincidentemente ao som de “Hate Me!”, Kyo tornou-se sério, sentindo a aproximação de alguém familiar. Antes de virar-se para ter certeza de quem era, sentiu esbarrarem em seu ombro direito com força. Imediatamente virou seu olhar para o tal indivíduo, o acompanhando com o olhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Yagami...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ei cara, o que houve? – a moça perguntava a Kyo sem entender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori parou no caminho e olhou para trás, na direção de Kyo, mas logo em seguida colocou ambas as mãos no balcão daquele bar apoiando-se de cabeça baixa. Nitidamente Iori não estava nada bem, parecia muito alcoolizado. Kusanagi observou o ruivo por um tempo com o mesmo olhar sério de antes, sem prestar atenção naquela moça. Quando parou para finalmente responder o que ela havia perguntado, se deu conta que não estava mais ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ei, espere! – gritou Kyo para que ela pudesse ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moça afastava-se, mas nem se deu ao trabalho de olhar pra ele. A única coisa que fez foi erguer a mão direita mostrando o dedo do meio com vontade para Kyo. Kusanagi deu um passo para trás ao ver aquele gesto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Wow! ...Nossa... Que garota...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Definitivamente não estava acostumado com aquele ambiente. Novamente mirou seu olhar para Iori que estranhamente ainda não o tinha desafiado, mesmo estando bêbado, como sempre fazia questão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Melhor assim...” – pensou Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tinha saído para brigar aquela noite e sim para passar o tempo. O ruivo ainda bebia um pouco, com uma das mãos sobre o rosto, de olhos fechados. Assim como Kyo, o ruivo não estava vestido como os outros metaleiros e góticos ali. Estava todo de preto, nisso não era tão contrastante, mas sua roupa era levemente justa no corpo, deixando seu físico aparente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era estranho. Kyo tinha a oportunidade de simplesmente seguir seu caminho e curtir a noite, sem a interferência de Iori, como deveria ser. Mas algo o chamava para perto do ruivo. Não sabia ao certo. Talvez todos esses anos lutando entre si fazia com que um sentisse a necessidade de enfrentar o outro. Estarem no mesmo lugar, sem que se desafiassem era incomum demais. Sempre foram rivais, porém após a derrota de Orochi, no ano de 1997, Iori aparentemente tinha passado por uma mudança. Sempre enfrentava Kyo com o objetivo cego de mata-lo, e nunca desistia de desafia-lo, entretanto, com o tempo, com tudo o que passaram, dava a leve impressão de Iori não tinha mais a mesma obsessão. Lutavam sim, mas parecia que ambos faziam mais pelo prazer de lutar de igual para igual do que pelo ódio mortal entre os clãs Kusanagi e Yagami.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo então, resolveu aproximar-se, até encostar ao lado de Iori no balcão. Sorriu debochado para o rival, quase debruçado no balcão ao lado de Kusanagi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Que deprimente isso, Yagami... – balançou a cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Hn... Suma daqui! – esbravejou Yagami, com voz de bêbado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Eu não; tô bem por aqui. – sorriu e bebeu mais um gole de cerveja colocando a garrafa sobre o balcão. — Cara, que lugarzinho mais imundo que você freqüenta hein... – riu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ruivo aos poucos foi erguendo o corpo enquanto ouvia Kyo falar, extremamente irritado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mauricinho! ...Olha bem em volta! Esse lugar é perfeito, Kusanagi! – puxou Kyo pela jaqueta com força o encarando, fazendo-o sentir o cheiro de álcool.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo riu um pouco. Iori não falava coisa com coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;É, pelo visto sim; nem está se agüentando em pé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Heh... Mesmo bêbado ainda tenho forças para acabar com você! – riu maldoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo tirou a mão do ruivo que o segurava pela jaqueta, fazendo Iori perder um pouco o equilíbrio, por muito pouco não caindo. Riu ainda mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Tá bom cara, foi a melhor piada que já contou!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori não disse nada, sentia-se muito tonto e pôs uma das mãos no rosto enquanto com a outra buscava apoio. Tentou afastar-se de Kyo como podia, era óbvio que não tinha condições de encarar uma luta, por mais que Iori fosse forte. Lentamente o sorriso de Kyo foi sumindo do rosto, conforme Iori afastava-se, derrubando alguns copos por onde se apoiava. Kusanagi ficou estático por longos minutos, com uma expressão séria. Iori não conseguia distanciar-se muito. Dava alguns passos e logo se apoiava novamente em algo. Kyo respirou bem fundo e caminhou até Iori, o apoiando. Imediatamente o ruivo olhou para Kyo, surpreso com aquele gesto. O encarou sério e tentou se soltar, empurrando Kusanagi com uma das mãos, com força.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Já disse para dar o fora daqui Kusanagi!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ah, cala essa boca, cara, nem sabe o que está falando!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo, sério, insistiu. Passou um dos braços de Iori por cima do próprio ombro segurando-o, enquanto com a mão direita sobre a cintura do ruivo o puxava para mais perto de si, apoiando-o melhor, o ruivo não tinha condições mesmo de se virar sozinho, era evidente!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori não resmungou mais. Abaixou a cabeça, contrariado e deixou-se levar por Kyo sabe-se lá para onde. Estava tão mal, que não tinha pensamentos em nada. Tudo girava ao redor dele; sua visão era confusa, os vultos das pessoas misturavam-se dando a impressão que eram muito mais do que na realidade. Até o simples andar era uma das tarefas mais complicadas que tinha. Faltava-lhe equilíbrio para isso e se não fosse por Kyo ali o ajudando... Estava tão bêbado que não fazia diferença se era Kyo ou uma outra pessoa qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fechou os olhos. Apenas sentia Kyo o carregando. O tempo parecia meio distorcido para o ruivo, já que ele mal se dava conta do que acontecia a sua volta. Tudo o que ouvia era o som do death metal bem alto, pessoas gritando, curtindo. Uma ou outra esbarrando nele no caminho. Mas aos poucos todo aquele barulho foi diminuindo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... Sumindo gradativamente, até Iori não conseguir ouvir mais nada, som algum, apenas um profundo silêncio. Um silêncio seguido de uma dor de cabeça que o incomodava extremamente! Pôs uma das mãos no rosto e foi despertando aos poucos, para, só então, tomar consciência de que estava em cima de uma cama. Imediatamente sentou-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Mas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltou a levar a mão à cabeça, com uma expressão de dor. Já não fazia a mínima idéia de como tinha ido parar em um dos quartos que tinha naquele bar, ou quanto tempo tinha permanecido “apagado”. Olhou para os lados. Os quartos que tinham ali geralmente eram usados por casais a fim de transar sem ter que pagar motel, que era bem mais caro que a entrada no bar em si.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim como todo o ambiente ali, o quarto também tinha uma decoração sombria, dark e completamente agressiva. Alguns pôsteres de bandas famosas no mundo do Heavy e Death Metal, acessórios metálicos, que provavelmente os tarados que freqüentavam ali usavam para fins sexuais. As algemas pareciam os mais interessantes, havia dois pares pendurados na parede.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquele ambiente dark e sádico fazia o ruivo sentir-se em casa. Voltou a deitar-se na cama, de barriga para cima. Deixou com que um sorriso maldoso tomasse conta de seu rosto ao mirar seus olhos para o teto e ver um imenso desenho da típica morte personificada, carregando sua foice e ao fundo, havia a lua, em seu quarto crescente que parecia ter sido banhada em sangue. Muito bem feito, mas era levemente escuro, e, por ser justamente no teto, uns distraídos provavelmente deixavam passar despercebido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...” The reaper comes... Under the bloody moon.” (do inglês: “A morte chega… Sob a lua sangrenta.”)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era o que estava escrito com tinta vermelha, no teto, logo abaixo do tal desenho. Yagami pronunciou aquelas palavras, olhando fixamente para as letras vermelhas, na cor de sangue. Por um instante parecia fora de si.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo pôs um braço por cima dos olhos, esquecendo-se por completo de que, provavelmente fosse Kusanagi, seu rival que o tivesse trazido até aquele quarto. A dor não deixava ele pensar direito, ainda por cima, o álcool ainda fazia efeito sobre o ruivo, tanto que não sentiu a aproximação de alguém. Não tirou o braço de cima dos olhos nem ao menos quando sentiu que se sentavam na cama.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Tsc, tsc, tsc...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori ainda permanecia da mesma forma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Acorda Yagami! – disse Kyo dando um tapa no rosto do ruivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Hum...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo o olhou um tempo. Esfregou o rosto desviando o olhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;O que eu estou fazendo aqui? – balançou a cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Eu não te mandei embora... Kusanagi? – disse o ruivo sem se mexer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;É, e eu devia ter te deixado caído lá embaixo mesmo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Por que não deixou?! ...Não preciso de sua ajuda!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kusanagi o encarou, enquanto buscava alguma resposta para si mesmo. Não era de “fazer caridade”, por que ajudaria justamente Iori Yagami, o cara que sempre estava pronto para mata-lo? Talvez por respeita-lo como adversário. Iori, por sua vez, tirou o braço de cima dos olhos fixando seu olhar em Kyo. Virou-se na cama, ficando um pouco mais próximo de Kyo, até se sentar, com dificuldade, mas novamente Kyo o ajudou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com aquele gesto, ambos se encararam, dessa vez mais de perto. Olhavam um no olho do outro, porém, diferente das outras vezes que se olhavam com raiva e puro ódio. Iori sentia uma puta dor de cabeça e Kyo olhava para o ruivo com certo desprezo por causa daquela situação deprimente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Precisa de ajuda sim, mas eu já fiz até demais por você cara, agora se vira!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yagami deu um sorrisinho malicioso que Kyo não entendeu. Riu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Ei, tá rindo do que cara? – Kyo olhou-o de lado. — Bêbado é foda viu! – tornou-se sério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem dizer nada e aproximando-se mais, o ruivo levou a mão direita até a coxa de Kyo o acariciando. Imediatamente Kyo olhou naquela direção e afastou-se de Iori.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ei, que é isso cara?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não respondeu minha pergunta Kusanagi, mas não precisa; eu já sei. – riu baixo novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Só podia estar bêbado mesmo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo olhou-o sério, mas sem deixar de esconder a surpresa após aquele toque malicioso de Iori. Afinal, seu eterno rival Iori Yagami era gay?! Mas como? Bom, podia ser a bebida, afinal, o ruivo tinha mesmo exagerado na bebida. Foi pensando dessa forma que Kyo apenas quis se afastar e não partir para a briga, enfim, não ia brigar com um bêbado, era o cúmulo. Tirou a mão de Iori de sua coxa, com certa força, chegando mais para trás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Está mal mesmo cara! Eu hein!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori não respondeu. Apesar de bêbado, ainda tinha bons reflexos e movimentos rápidos. E utilizando-se disso, o ruivo agarrou Kyo tomando-lhe os lábios de modo selvagem, em um beijo de língua, intenso, de tirar completamente o fôlego.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hummmm... Hummmmmmmm...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo debatia-se enquanto era segurado com força por Iori, que o mantinha em seus braços. Era impressionante como mesmo bêbado Iori tinha a mesma força, e sabia usá-la. Kusanagi empurrava Yagami com tudo para livrar-se daquele beijo completamente insano e absurdo que lhe foi roubado. Apesar da resistência de Kusanagi, Iori não parava, agarrando-o ainda mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lentamente, inconscientemente Kusanagi foi cedendo... Já não o empurrava com tanta força, o beijo, a língua de Iori invadindo sua boca sem sua permissão já não era mais tão repugnante... Nunca tinha passado por uma situação como aquela. Não um beijo... Já tinha sido vítima dos olhares maliciosos e do assédio de Benimaru, mas nada tão ousado! Era muito estranho, e mais estranho ainda era aquela sensação diferente tomar conta de seu corpo, o envolver, fazendo Kyo sentir um arrepio que percorria todo seu corpo, de cima a baixo. Juntou todas suas forças e empurrou Iori com tudo assim que sentiu seu membro começar a responder aquele beijo ardente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Me solta porra!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gritou Kyo completamente desnorteado com aquela situação. Estaria ele gostando? Gostando de ser beijado por um homem? Esfregou o rosto ao levantar-se da cama, indo para longe, a salvo do assédio de seu rival. Iori acabou caindo deitado na cama depois de ter sido empurrado por Kusanagi daquela forma. Riu maldoso. Riu muito, sem parar e largou-se na cama, sem pronunciar palavra alguma depois daquilo. Irritado, Kyo caminhou até a porta controlando-se ao máximo para não acabar caindo na porrada com Iori ali mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Prepare-se Iori, porque da próxima vez que nos encontrarmos, eu quebro a sua cara!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yagami nem deu atenção, voltando a fechar os olhos ainda rindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Isso; agora suma da minha frente, Kusanagi!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo não disse nada, saiu do quarto e bateu a porta com violência. Do lado de fora, encostou-se na porta, ainda ouvindo a risada de Yagami. Colocou ambas as mãos no rosto, tentando se acalmar depois de ter enfrentado aquela situação, talvez a mais estranha de sua vida até agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Gay?! Porra!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No quarto, após o acesso de riso, Iori aproveitou que Kyo o deixou sozinho para finalmente descansar, recuperar-se daquele maldito excesso de bebida. Melhor acomodado na cama, o ruivo não teve problemas em pegar no sono rapidamente, profundamente. O cansaço e as dores de cabeça eram proporcionais à intensidade de whisky ingerido... Só não passou o vexame de vomitar tudo em público.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um mês depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Deixem-me em paz!!!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gritou histericamente uma jovem estudante colegial. Um grupo de três rapazes, aparentemente também estudantes daquela região, a cercava, de modo ameaçador, em um beco de umas das ruas mais desertas que tinha na cidade. Por ali havia casas vazias, lojas falidas e raramente tinha algum sinal de algum ser vivo. Poucos tinham a coragem de passar por ali sozinhos, era raro ver alguém circulando pela área, ainda mais naquela hora. Era inicio de noite, e, ao que parecia, a moça provavelmente tinha se atrasado; perdido a hora com os amigos e agora passava por aquela situação difícil.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Pode gritar, ninguém vai te ouvir! – riu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Tá vendo alguém passar por aqui gracinha? – o outro se aproximava apalpando seus seios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Tira a mão de mim!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Quietinha piranha!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O terceiro, parecia menos paciente com a moça e logo tratou de agarra-la por trás, possibilitando que os outros dois pudessem acaricia-la melhor. A moça se debatia, gritava e chorava desesperada ao ter a blusa rasgada por um deles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não!!! Por favor!!! – chorava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hummm... Olha só que peitos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rapidamente um deles arrancou o sutiã da moça tomando um de seus seios com voracidade, lambendo e chupando enquanto o outro subia a mão pela parte interior das coxas dela até passar a mão com vontade sobre o sexo. Ela nada podia fazer a não ser debater-se, tentando se livrar do homem que a segurava com força por trás e, há essa hora, tampava-lhe a boca com força.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Assim é melhor! Sem gritos histéricos! Aaah...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Puxava os longos cabelos loiros e lisos da moça para trás, para lamber-lhe o pescoço melhor. Aproveitava a situação e esfregava o membro nas nádegas da moça, que fechava os olhos para não ver mais o rosto daqueles nojentos, deixando as lágrimas fluírem pelo rosto. Era horrível, repugnante! A moça queria morrer, preferia morrer a ser tocada por aqueles três rapazes, porém, não podia fazer nada... Nem ao menos gritar por socorro ela podia agora, tendo sua boca calada por mãos imundas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Vocês dois aí andem com isso, eu também quero me divertir! – riu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaah... Cara tira logo a calcinha dela!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;O que acha que estou fazendo?! Hummm... Que bocetinha linda!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afundou a cabeça entre as pernas da moça lambendo-lhe o sexo, passando a língua de um modo bem pervertido e safado, segurando com força e mantendo afastadas as pernas da moça. Os três divertiam-se distraídos com o corpo daquela garota, até o momento, pura e indefesa. Tanto que não perceberam a aproximação de um homem, naquele beco entre dois prédios velhos e caindo aos pedaços, imundo e úmido onde escolheram para abusar daquela pobre moça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apertou bem os olhos sem querer ver nada, com a impressão de que assim seu sofrimento diminuiria, quando sentiu o homem que a segurava a soltar repentinamente. Uma surpresa tomou conta de si naquele instante, porém, como ainda os dois rapazes a segurava, não ousou abrir seus olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os outros dois pararam o que faziam sem entender o que estava havendo, e como o amigo deles, aparentemente o líder do grupinho marginal, tinha ido parar do outro lado, com a cabeça na parede, como se tivesse sido arremessado longe do nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ei cara, o que houve?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um deles perguntou, sem entender. A moça tomou coragem e abriu seus belos olhos lentamente; aflita e tão assustada que a única reação que teve foi implorar por socorro aquele homem alto e ruivo que pôde ver logo atrás dos dois marginais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ajude-me, por favor!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homem aproximava-se sorrateiramente; os cabelos escondendo sua face, seu olhar maligno; seus braços levemente abertos ao lado de seu corpo; suas mãos como duas garras, como um animal preparando-se para o ataque à sua presa. Antes que ambos olhassem para trás, o homem ruivo correu, colocando-se entre eles, e com uma força incrível os empurrou, afastando-os da moça, que se encolhia envergonhada e com medo, tentando cobrir-se como podia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Vermes! – disse o ruivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Peguem esse filho da puta!!! – gritou o que tinha sido nocauteado primeiro, levantando-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Então, não têm medo da morte...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disse o tal homem ruivo sem nem se dar ao trabalho de olhar para aqueles três. De costas para os três, eles podiam ver claramente na jaqueta preta que o homem usava o desenho da lua crescente. O ruivo sorriu, com um olhar demoníaco, e olhou por cima dos ombros sentindo a aproximação dos três, furiosos. Virou-se de frente para eles e abriu seus braços como garras, pronto para ataca-los. A única coisa que os rapazes viram foi uma claridade repentina, originada das chamas de cor roxa que saíam das mãos do ruivo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;SHINE!!! (do japonês: “Morra!”).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada mais... Yagami, em movimentos rápidos, atacou-os usando suas mãos como armas mortais, rasgando o ar e os corpos dos três com extrema facilidade, em seu golpe conhecido como Maiden Masher. Era muito rápido em seus movimentos, além do mais, aqueles rapazes eram muito jovens, entre dezessete e dezoito anos. Os esforços para tentar atingir o ruivo eram totalmente inúteis. O reflexo daquele homem era incrível! Era extremamente ágil; num piscar de olhos seus dedos rasgavam-lhe a roupa e a pele como garras de um animal em fúria. Poças de sangue formavam-se a cada golpe, sempre certeiro, e perigosamente mortal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moça fechou bem seus olhos para não ver aquela cena. Um cheiro e uma sensação horrível de morte tomava conta daquele lugar, proveniente daquelas chamas de cor fria... Como a morte... Encolheu-se mais abraçando as pernas, puxando a saia para baixo e escondendo seu rosto ao encosta-lo nos joelhos, ouvindo os gritos daqueles três rapazes a cada golpe desferido por Iori, ao ter sua pele rasgada como se fosse apenas um tecido frágil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundos depois e um silêncio profundo tomou conta e ela lentamente levantou a cabeça, mas tinha certo receio de olhar a sua volta. Até que ela sentiu um toque em suas costas, fazendo com que a moça imediatamente tentasse escapar amedrontada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não me faça mal, por favor! – chorava ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Tenho coisas mais importantes que isso a fazer moça!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ruivo tirava a jaqueta enquanto falava, com um ar sério. Não era do costume dele ajudar as pessoas assim, mas como estava mesmo passando por ali. Estava totalmente ileso, sem um arranhão ou ferimento sequer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Tome, vista isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A garota nada disse. Olhava ainda assustada para aquele homem lindo que a tinha salvado de um estupro. Somente confirmou com a cabeça e fez o que o ruivo havia lhe dito vestindo aquela jaqueta para esconder a nudez de seus seios. Levantou-se com a ajuda de Iori e logo se afastou dele, com a mão na boca, ao ver o estado em que aqueles três homens tinha ficado. A expressão no seu rosto era de total espanto e medo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Meu deus!! Você os matou!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não. Eles ainda vão viver e sofrer muito nessa vida miserável. – disse o ruivo afastando-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia bastante sangue ali, os três pareciam estar mortos, mas como o ruivo havia dito que não, ao menos estavam muito mal. Percebendo melhor, a moça podia ver sangue nas mãos do ruivo. Estava completamente assustada; apavorada. E o pior é que não tinha a quem recorrer a não ser aquele homem violento que a tinha salvado. Isso a deixava ainda mais aflita, tinha medo de fazer ou dizer alguma coisa que pudesse irrita-lo e sabe-se lá qual reação ele teria... Se aquele homem ruivo conseguia, tinha capacidade para ferir tão gravemente três homens sem a ajuda de ninguém, o que o impediria de feri-la? Aproximou-se bem devagar dele, olhando para os lados, vendo aqueles três malditos bem ferrados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Vo... Você... É Iori Yagami não é? ... O lutador...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Digo, pelo símbolo da lua... – aproximou-se mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori nem olhava para a moça. Abaixou perto de um dos rapazes terminando de rasgar-lhe a roupa e usou aquele pequeno pedaço de tecido para limpar suas mãos, livrar-se do sangue impregnado ali. Fazia com tal frieza que lembrava um médico limpando suas mãos ensangüentadas após uma cirurgia. A moça observava tudo atenta e calada esperando uma resposta do ruivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yagami caminhou em direção a saída daquele beco. Parou ali dando uma olhada para o céu estrelado de inicio de noite. Já tinha escurecido naquele meio tempo. Logo a moça parou ao lado dele, abraçando a si mesmo de cabeça baixa, voltando a falar com o ruivo, mesmo sem obter resposta alguma antes. Iori olhou-a de lado; podia ver seus olhos cheios de lágrimas, provocadas pelo sofrimento e pelo pavor que procurava conter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Eu sou Camile... Obrigada por ter me ajudado...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mais cuidado da próxima vez, mocinha! Nem sempre vai ter alguém disposto a perder tempo com o problema dos outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moça fez sinal com a cabeça como quem tinha entendido o recado. Sem conseguir olhar para ele, ainda de cabeça baixa, sentiu seus olhos encherem-se ainda mais de lágrimas novamente até escorrerem pelo seu belo rosto. Aqueles homens passando a mão pelo corpo dela de um modo tão depravado tinha sido terrível e repugnante. Yagami observou-a um tempo. Respirou bem fundo e meio contrariado a puxou para perto de si. A moça imediatamente o abraçou escondendo o rosto em seu peito, chorando ainda mais, grata, porém muito envergonhada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori continuava sério. Não disse a ela nenhuma palavra reconfortante, não era do feitio do ruivo. Ao invés disso, foi caminhando com ela devagar pela calçada, afastando-se daquele local esquisito e há essa hora, bem escuro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Fale o caminho de sua casa. Levo você até lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moça ficou um pouco mais tranqüila ao ouvir aquilo, estava apavorada demais para ir sozinha. A companhia de um homem forte, apesar de extremamente violento, a acalmava, mas a única coisa em que pensava e queria era chegar em casa e poder se trancar no quarto, esquecer aquele dia terrível. Foi indicando o caminho ao ruivo que a conduzia sem puxar assunto, unicamente a levando até em casa, onde, obviamente, morava com os pais. Estava profundamente assustada, com medo. Freqüentemente fechava os olhos e voltava a chorar. Com certeza tinha sido o pior momento passado em toda sua vida. Iori não a consolava em momento algum, o tempo todo se mantendo sério e distante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais alguns quarteirões e a jovem estava em sua casa, finalmente. O ruivo foi muito bem recebido pelos pais da garota, que estavam muito preocupados com a filha. Gratos pelo ruivo ter salvado-a, convidaram-no para entrar, mas Iori não fez questão alguma. Apenas esperou do lado de fora que lhe trouxessem de volta sua jaqueta, uma peça muito importante de seu vestuário que não poderia perder, e, assim que conseguiu o que queria, tratou de dar o fora dali. Deu as costas, sem dar a mínima para eles, e meio sério por ter perdido tanto tempo naquela noite apenas por ter ajudado uma moça que nem tinha ainda completado seus dezoito anos de idade ainda... É, o ruivo seguiu, sem recompensa alguma...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No decorrer daquele mês, Kyo restringiu-se a ficar mais em seu apartamento ao invés de ficar vadiando pelas ruas e bares. Isolou-se um pouco, e sempre acabava se perdendo em seus pensamentos. Como poderia Iori Yagami ter feito aquilo? Tê-lo acariciado de um jeito tão malicioso e lhe roubado aquele beijo? Está certo que Yagami estava bêbado, mas só esse fato não convencia Kyo, afinal, não é só porque se está bêbado que um homem vai sair se assanhando para cima de outros... Tinha um fundo de verdade ali e isso incomodava Kusanagi. Ele sabia exatamente o efeito que aquele gesto audaz do ruivo havia provocado nele. A reação que seu próprio corpo teve, não conseguia explicar para si mesmo o porquê... Ou ao menos tentava se enganar. Não sabia se sentia raiva extrema de Iori ou se tentava entender a si mesmo, admitir para si que aquele beijo tinha sido diferente e, por mais que ele tentasse negar, agradável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Como beijar um outro homem podia ser tão bom?”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era o pensamento que lhe vinha à mente vez ou outra, mas que Kyo tentava arrancar de sua cabeça a qualquer custo! As poucas vezes em que saiu, de forma alguma conseguiu encontrar Iori. Queria, precisava esclarecer aquela situação, encara-lo, e mais do que nunca desafia-lo para uma luta, porém era como se o ruivo tivesse evaporado de uma hora para outra! Não havia nenhum sinal dele, até mesmo naquele Death Metal bar em que o tinha encontrado dias atrás, e que tinha sido cenário de um dos episódios mais estranhos de toda sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca em sua vida tinha parado para procurar por Iori. Em toda sua trajetória, de lutas e mais lutas entre ambos, era sempre Iori Yagami que estava à procura de Kyo, pronto para desafia-lo e mata-lo, conforme seu objetivo de vida, o objetivo destinado ao clã Yagami. Nessa rixa entre as duas famílias, Kyo sempre foi desafiado, mas nunca desafiou. No fundo, Kyo sempre respeitou Yagami como um ótimo lutador. Esteve todo esse tempo defendendo-se quando necessário, e nas chances que teve de acabar de uma vez com o ruivo, apenas o deixou ir. Não era seu desejo mata-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por várias vezes a obsessão de Iori o incomodou, mas algo sempre ficava no ar... Como às vezes em que Iori o ajudava, quando se uniam contra um inimigo comum; utilizando o eterno argumento: “Só eu posso matar Kyo Kusanagi”. Era confuso, não entendia muito bem, mas agora... Depois daquela noite naquele tal bar, as coisas começavam a tomar um aspecto totalmente diferente em sua mente; começavam a esclarecerem-se. Ou a confundirem-se? Será que na verdade a obsessão de Iori tratava-se de outra coisa? Estaria o ruivo todo esse tempo na cola de Kyo só para mata-lo ou queria algo mais com ele? Era na resposta pra essas perguntas que Kusanagi pensava todo o seu tempo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo espreguiçou lentamente e olhou para o relógio despertador que ficava ao lado da cama do lutador. Abriu apenas um dos olhos, preguiçoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hum... O que?! Meio-dia?!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Despertou no exato momento em que viu que horas eram. Tinha perdido completamente a noção do tempo em meio a todo aquele ócio em que estivera. Bocejou e sentou-se na cama esfregando seus olhos sonolentos. Passou a mão pelo criado mudo ao lado da cama pegando o celular. Suspirou com uma expressão de desânimo em seu rosto ao dar uma olhada no visor. Não havia nenhuma chamada não atendida; nenhuma mensagem de texto não lida ou mensagem na caixa postal... Não havia nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;É... Ela ficou mesmo chateada comigo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jogou o aparelho na cama e levantou-se, nu como estava. Está certo que ele não tinha se preocupado, ou procurado Yuki nesses dias, mas imaginava que ela fosse ligar ao menos para dar bronca pelo sumiço dele durante aquela última semana, mas nem isso...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E isso deixava Kyo intrigado. Em meio a tantas dúvidas em sua mente depois daquela noite em que tinha encontrado Iori, agora mais uma: será que Yuki não se importava mais tanto com ele como era antes? Da mesma maneira de quando eram namorados na época do colegial? Yuki sempre dava uns puxões de orelha em Kyo quando o lutador agia como um irresponsável. E isso era algo comum, diga-se de passagem. Entretanto, o número do telefone celular, ou até mesmo o residencial da moça não estava ali, registrado entre as últimas chamadas recebidas. Poderia Yuki estar cansando daquela relação?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caminhou até o banheiro, ligou o chuveiro e entrou ali debaixo. Deixou a água escorrer pelo seu corpo e rosto, fazendo-o despertar de uma vez, perder completamente aquele sono que tinha tomado conta de seu corpo por tanto tempo. A sensação de ser tocado pela água era extremamente deliciosa. Jogou um pouco os cabelos para trás, de olhos fechados. Passava a mão pelo corpo, lentamente, espalhando melhor a água enquanto ensaboava-se, deslizando a mão pelo peito forte descendo, ao mesmo tempo em que vinha a sua mente lembranças de quando tudo ia bem com Yuki...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazia tempo que os dois não passavam uma noite juntos. Ela sempre tinha uma boa desculpa, sempre a porcaria do emprego, o que deixava Kyo ainda mais revoltado com aquela situação, aquela cobrança dela. Tinha saudades da época em que tudo corria sem problemas para os dois, inevitavelmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Yuki...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disse ao encostar sua testa na parede, abaixando a cabeça de leve deixando a água lhe cair pela nuca. Fechou bem os olhos e deixou sua mão escorregar até seu membro, em início de ereção, aquela sensação boa, aqueles pensamentos do lutador estavam o excitando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Humm...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gemeu bem baixinho ao acariciar o pênis passando os dedos de leve no começo, até segura-lo melhor, envolvendo-o com os dedos e começar um movimento ritmado de vai-e-vem, que lhe proporcionava prazer. Yuki estava em sua mente, como na última noite em que tinham passado juntos, naquela mesma cama em que tinha acabado de levantar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moça, em sua mente, estava em sua mente completamente nua, o provocando, o excitando cada vez mais. Sentiu o pênis ficar totalmente rígido entre os dedos e aumentou o ritmo daquela masturbação debaixo do chuveiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaah... Aaaahh Yuki...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O lutador gemia chamando o nome da namorada, perdendo-se totalmente naquele prazer de bater uma punheta ali daquele jeito, naquele instante, com a água percorrendo todo seu corpo. Cada vez mais o prazer aumentava, a cada momento lembrado por Kyo, ou a cada fantasia que ele criava com sua bela Yuki naquele instante. Os movimentos de sua mão tornaram-se mais intensos, e Kusanagi sentia que logo se aliviaria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaahhh...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi nesse instante, no momento que seu prazer chegava ao auge que, inconscientemente, Kyo lembrou-se do beijo que Iori tinha roubado-lhe, causando um arrepio por sua espinha, seguindo o tentador caminho que a água fazia até suas nádegas. Gemeu alto, ainda mais excitado e apertou os dedos entre seu membro, liberando seu sêmen contra a parede do box.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaaaaaaahhh!! ...Aaaaaaaaaaaaahhh... Hummm...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ofegante, Kyo apenas apoiou as duas mãos contra a parede, recuperando-se por algum tempo. Respirou bem fundo abrindo os olhos e jogou água com raiva onde tinha espirrado sêmen na parede, voltando a si.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Merda! O que eu estou fazendo?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Realmente tinha ficado mais confuso e irritado em ter pensado justo em Iori Yagami enquanto se masturbava. Aquilo o incomodava demais, depois de vários dias pensando sobre aquele maldito beijo, agora o ruivo estava em sua mente até ali, naquela hora, naquele momento tão íntimo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saiu dali às pressas enrolando-se em uma toalha pela cintura, voltando ao quarto para arrumar-se quando ouviu a campainha da porta tocar. Olhou naquela direção com as duas mãos na toalha, a segurando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Será ela? – deu um sorriso discreto, falando alto em seguida. — Já estou indo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caminhou até a porta e a abriu, deparando-se com Benimaru do lado de fora, com uma das mãos apoiadas no batente da porta e um sorrisinho safado e sexy como sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Gostei de como fui recebido... – olhou para Kyo de cima a baixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ah, é você Beni...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Como assim “é você”? Não está contente em rever seu amigo depois de séculos cara?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não é isso, claro que estou contente, só que...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Certo, cheguei em péssima hora pelo visto hein... – sorriu safado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo olhou um instante para o loiro e só depois se tocou do que o loiro estava pensando, olhando para o próprio corpo, pela forma como estava vestido. Ou como não estava vestido...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não, nada a ver! Não é o que está pensando. – sorriu. — Eu estou sozinho, só saí do banho, mas entra aí...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Benimaru não pensou duas vezes e entrou no apartamento de Kyo, caminhando por ali, inevitavelmente notando a bagunça que estava o lugar. E tinha como não reparar? Kyo não costumava ser organizado, muito menos ao passar por um mês atribulado, ao menos mentalmente. Kusanagi fechou a porta e dirigiu-se até o quarto, falando com o amigo em seguida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Você sumiu faz tempo. Mas diz aí, tomou jeito na vida e arranjou uma garota?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Benimaru riu da pergunta, seguindo o amigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;O dia que eu encontrar uma mais bela que eu, te apresento!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;É um viado mesmo! – riu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Humm... E pelo visto você conseguiu ficar ainda mais gostoso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passou por Kyo enchendo a mão ao acariciar a bunda dele, como costumava fazer. Benimaru sempre fazia esse tipo de brincadeira com Kyo, apesar do lutador se sentir incomodado e normalmente ficar puto com o assédio. Não foi diferente dessa vez, o lutador olhou sério para Benimaru tirando a mão dele com certa força.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Tira essa mão da minha bunda!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Por quê? É tão bom apertar... – Benimaru insistiu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Como “por quê”? Porque eu sou homem oras!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Eu também, mas isso não muda o fato que a sua bunda é gostosa... – piscou um olho para Kusanagi. — Gatinho...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo olhou de lado para Benimaru ainda incomodado e afastou-se, sentando na cama com os braços apoiados nas coxas. Pensativo, por alguns instantes Kyo ficou calado, sem olhar para o amigo que acabara de chegar. Suspirou e, olhando par ao chão, tomou coragem para perguntar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ei Beni... Isso que você faz. – o encarou. — É sério cara? Gosta mesmo de homens ou faz só pra me ver irritado?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Benimaru olhou surpreso com a pergunta. Começou a rir, sem se controlar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Porra! Eu estou fazendo uma pergunta séria!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;E eu não estou acreditando nessa pergunta! Somos amigos há anos e ainda não percebeu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Kyo apenas o seguia com o olhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;As duas coisas Kyo. – sentou-se ao lado do amigo. — Juro que pensei que sabia!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mas... Mas então... Você é mesmo gay?! – disse realmente surpreso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Óbvio! – acariciou o rosto de Kyo. — Algum problema com isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ah sei lá cara... Que coisa mais estranha!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo virou o rosto sério, olhando para o chão meio pensativo com aquela história... Claro que, assim como todos; desconfiava que Benimaru fosse mesmo homossexual, mas por ser amigo dele, e Beni jamais ter confirmado ou tocado nesse assunto, ainda tinha uma certa confiança de que ele não passava de um narcisista. O loiro reparou bem no corpo do amigo, com olhos maliciosos e ajeitou os longos cabelos loiros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Estranho por quê? Hum, se não estivesse com a Yuki, eu recomendaria que você tentasse viu...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Eu hein! Que perseguição!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Perseguição por quê? Tem algum atrevido de olho no que é meu é? – riu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Seu? – Kyo o olhou de lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Meu sim... Se você tiver que se envolver com um homem, vai ser comigo não é? – passou a mão pelo peito de Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Acontece que eu não vou me envolver com homens Beni!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Certo, não está mais aqui quem falou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sorriu de um jeito meio irritante. Apesar de Kyo ter dito aquilo, nem tinha reclamado daquelas carícias que fazia no peito dele, de uma forma tão gostosa. Logo Kyo desviou o olhar e permaneceu um tempo calado. Como ele não reclamava, Benimaru aproveitou para descer as carícias pelo abdômen definido e gostoso que Kyo tinha. Kusanagi deu uma rápida olhada na direção da mão de Benimaru notando aquelas carícias ficando cada vez mais ousadas e tirou a mão do loiro dali. Empurrou-o em seguida, tornando-se sério.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Pára de ficar me alisando!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Calma Kyo... – riu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Calma nada! Não quero que venha cheio de boiolice pra cima de mim! – levantou-se na cama e continuou. — Não acho normal, apesar disso respeito sua opinião, então respeite a minha também e vá se esfregar com homem bem longe de mim!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ih... – suspirou. — Tudo bem, eu paro gatinho. – ajeitou os cabelos e levantou-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saiu do quarto e caminhou até o sofá, sentando-se ali, sob os olhares de Kyo, ainda sério, observando o amigo. Lentamente Kyo esfregou o rosto e foi vestir-se enquanto Benimaru o aguardava na sala. A reação e a bronca de Kyo não surtiam efeito algum no loiro. Benimaru não se abatia com a rejeição do amigo. Inquieto como sempre, passados três exatos minutos que estava ali, aguardando que Kyo voltasse, o lutador loiro levantou-se do sofá e caminhou até a janela. Encostou-se ali, de onde tinha uma visão ampla do bairro. Debruçou-se na janela observando as pessoas que lá embaixo caminhavam, tranqüilas naquela tarde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre passava pela calçada um ou outro grupo de estudantes. Ah, como as estudantes eram assanhadas! Sorriam e deixavam passar a mais pura malícia em seus sorrisos, podia ser visto de longe! As saias, mais curtas há essa hora, por já ter terminado o horário escolar, eram um chamativo a mais. Poucos homens tinham o autocontrole para não olhá-las, e cair em tentação.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Benimaru sorriu sexy. Interesse em uma das garotas? Não. Mas a beleza lhe agradava, sempre agradou. E ser homossexual não tirava o direito do loiro apreciar o que era belo. Distraído em sua contemplação, o loiro debruçou-se mais e não percebeu o amigo voltar a sala, já vestido com seu jeans e camisa folgados, como costumava e gostava de vestir, sentindo-se à vontade. A primeira cena que Kusanagi viu ao entrar na sala foi o loiro debruçado na janela. Porém, com olhos diferentes... Involuntariamente, mirou seu olhar naquelas nádegas perfeitas e durinhas que Benimaru tinha, valorizadas pela calça de couro preto. Reparou na curva e no volume que elas possuíam, no movimento bem leve quase imperceptível que fez quando o loiro debruçou-se, empinando-as. Não pôde controlar o imediato pensamento que veio à sua mente, aquela atração repentina e inexplicável àquela tentação que era Benimaru debruçado à janela, indefeso, pronto para receber um ataque de um macho louco por sexo! Era um tesão!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Muito safadinhas... Heh... – a voz do loiro tirou Kyo de seu devaneio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Hum?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ah, estava aí é cara? – Benimaru virou-se de frente para Kyo, de costas para a janela. Encostou-se ali e cruzou os braços reparando no amigo. — Preferia como você estava antes viu... – sorriu sexy.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Acabei de voltar e você estava aí, quase se jogando da janela. – sentou-se no sofá. Kusanagi estava sério, pois não compreendia o porque daqueles pensamentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Vendo umas belezinhas passando na rua. O que têm de bonitinhas têm de safadas! – riu. Sentou-se no sofá ao lado do amigo. — Mas diz aí, por que essa cara séria hein? Preocupado com o que eu contei? Não vou te agarrar seu bobo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Você não seria louco pra isso... – o olhou de lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Seria sim! Mas não vou fazer...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – suspirou. — Você sabe que se encostar em mim eu te arrebento! Mas não é por isso que estou incomodado, aliás, melhor não falar sobre isso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;E por que não? Seria bom pra você se abrir comigo sabia?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Que coisa mais gay... – debochou Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ei Kyo eu quero ajudar, mas se você não quer tudo bem, problema é seu!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Já vai me ajudar muito se não ficar de viadagem ok?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Benimaru tornou-se sério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O loiro nunca ficava sério, mas dessa vez... Não que ele se incomodasse em ouvir que ele era o “gay”, o “viado” e as infinitas variações do termo, não era essa a questão. O ruim era perceber claramente a mudança de comportamento de seu melhor amigo depois de saber o óbvio. Benimaru estava acostumado a sofrer preconceito dos demais lutadores e da sociedade em si, mas sofrer preconceito de um amigo? Do seu melhor amigo? Isso sim era revoltante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquela tarde Kyo foi o mais breve possível em sua conversa com o amigo homossexual Benimaru. O lutador tinha pressa em despachá-lo o quanto antes após ouvir aquela confissão do loiro, aquela declaração de que era mesmo gay. Algo um tanto óbvio não? Benimaru nunca tinha afirmado sua masculinidade para quem quer que seja. Isso era fato. Algum lutador, em algum momento pôde presenciar o belo loiro narcisista na companhia de alguma moça? De certo, ele as cortejava, sim, quem nunca ouviu as cantadas e gracinhas de Benimaru para as belas lutadoras do torneio? Entretanto, seu jeito era estranho e de fato não havia nada provasse que ele era um homem “normal”. Talvez Kusanagi estivesse cego para essa verdade, gostaria de ser um cego, não quisesse realmente acreditar que seu melhor amigo sentia prazer na companhia de alguém do mesmo sexo. Seria medo? Insegurança quanto à sua própria condição nata de heterossexual ou simplesmente o mesquinho e podre preconceito que a grande maioria das pessoas carrega consigo? Só o tempo falaria aos seus ouvidos ou tiraria a venda que cobria seus olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que parecia claro era que Kyo tinha um pé atrás, um receio, embora todo esse tempo tivesse se mantido firme em sua amizade. Agora já não atribuía a culpa à bebida por um ou outro deslize cometido pelo lutador loiro em certas ocasiões que presenciou, como em uma de suas saídas à noite, há algum tempo atrás quando completava vinte e seis anos de idade naquele seis de junho de 2001.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como era de costume, os amigos reuniram-se para comemorar a data tão importante para o loiro e tão especial para todos eles. O loiro, apesar de toda sua adoração pessoal, sempre lembrada e exaltada por ele, ainda sim conseguia de maneira realmente impressionante obter grande carisma. Sem dúvida alguma ele era muito querido. Sempre foi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tinha facilidade em fazer amizades. Era espontâneo; dizia sempre o que lhe vinha à mente, muitas vezes até arrancando risadas de seus próximos. Homossexuais como Benimaru sempre se destacaram entre as pessoas. E quando se está em destaque, automaticamente vem junto à vulnerabilidade. Muitas vezes teve a sensação de estar passando por ridículo, entretanto Benimaru Nikaido fortaleceu-se com o tempo; tornou-se um rapaz que nunca se abatia com coisa alguma, fato ou palavra alguma que tivesse a intenção de ofender. Seguro de si. Isso definia Benimaru.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A boate escolhida pelo próprio loiro ficava bem no centro da cidade, e naquela noite estava bastante movimentada. Muita gente bonita estava ali, todos para divertirem-se até se acabar, seguindo à risca uma única ordem: diversão! A grande maioria dos jovens era de classe média alta, havia muitos filhinhos de papai e patricinhas. Um ambiente em que Benimaru se sentia à vontade... Ao menos ele. Lindo e maravilhoso, e querendo aparecer como sempre, vestia uma calça preta justíssima, deixando bem aparente o que tinha de melhor: um membro gostoso e uma bundinha durinha e perfeita! A blusa colada ao corpo como uma segunda pele, sem a alça em um dos braços, valorizava seus músculos definidos. A cor branca contrastava com o preto, deixando seu visual ainda mais atraente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reunidos naquele local estavam Goro Daimon, o "paizão", completamente perdido, o próprio peixe-fora-d’água. Isso era visível em sua forma de se vestir: calça social branca com um terno preto por cima. Athena Asamiya, também esteve por lá, sempre doce, alegre e bela, naquela noite um pouco discreta; Sie Kensou, companheiro inseparável de Athena (por ele seria namorado); Yuki Kushinada, na época bem com seu namorado; mais alguns amigos e amigas fora do universo das lutas e, é claro, seu melhor amigo, Kyo Kusanagi. Bebiam; dançavam; brincavam; conversavam; zoavam. Como sempre acontece quando um grupo de amigos resolve se reunir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daimon era o mais calado. Na verdade, mesmo com o passar do tempo, o judoca não conseguia adaptar-se ao ambiente. Observava os companheiros e, em seu canto, bebia moderadamente. Com algumas doses de álcool no cérebro, Kensou investia na tentativa de conseguir algo mais com Athena, afinal, haveria lugar mais próprio? Não. E provavelmente ele não teria uma outra boa chance como essa tão cedo. A moça tentava desvencilhar-se dele como podia, só não sabia por quanto tempo mais iria agüentar... Ou ter paciência com ele. Entretanto, não demorou muito para que ambos sumissem de vista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo fazia companhia a Daimon na bebida, naquela mesa afastada e escura enquanto via sua namorada e Benimaru na pista de dança, logo adiante. Yuki estava linda. Naquela noite, a moça tinha ousado um pouco na produção, apesar de Kusanagi ter feito umas caras feias. A saia curta valorizava suas coxas, o que chamava a atenção de alguns marmanjos, porém, como a presença do “KOF” Kyo Kusanagi no recinto intimidava, nenhum homem ousou vir com gracinha pra cima da moça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A música que tocava naquele momento era alta, techno como em toda boa boate. Havia luzes de várias cores para todos os lados, refletindo em seus corpos e tanto Benimaru quanto Yuki divertiam-se muito, às vezes em uma dança até um pouco ousada, com seus corpos roçando um no outro... Mesmo assim Kyo não tinha ciúmes. Benimaru era lindo, desejado por muitas mulheres, mas isso não fazia Kyo acreditar que aquele entrosamento todo entre Yuki e Benimaru na pista de dança fosse passar disso. Kyo era um homem desconfiado, sim, mas sem que ele próprio pudesse explicar, não passava pela sua cabeça que fosse possível um envolvimento entre sua namorada e seu amigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bebeu em um único gole o restante do sakê em seu copo, ao tempo em que Daimon cessava de vez de com a bebida, antes que não tivesse mais total controle sobre si.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;É um bom dançarino. – disse o judoca, observando o loiro na pista, completamente empolgado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Heh... Dança melhor do que luta. Ah, o que a bebida não faz? ...Olha só... – riu Kyo, debochado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Veja pelo lado positivo Kyo: dançando tão bem assim ele faz ainda mais sucesso entre as garotas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Fazer o que? Tem gente que não tem luz própria, então, faz de tudo pra aparecer... Eu não preciso disso. Não preciso dessas viadagens para as mulheres me adorarem...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mesmo porque você está com a Yuki. – deu uma pausa ao ver a moça abraçada ao loiro ao som de uma música que pedia dança corpo-a-corpo. Olhou para Kusanagi e continuou. — Não tem ciúme?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo pensou por longos segundos até concluir, seguro do que dizia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não. – sorriu e levantou-se. — Cara, eu vou ao banheiro e já volto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Tudo bem. – assentiu Daimon.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levantou-se e, espremendo-se entre as diversas pessoas ali, procurou o caminho que levava ao banheiro daquele estabelecimento. Olhou rapidamente em volta e agradeceu por não te ninguém ali. Não era difícil encontrar um ou outro casal se esfregando nos banheiros ou um homossexual tarado em locais públicos, ainda mais em boates.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo sentia de leve os efeitos da bebida, mas nada que pudesse comprometê-lo... Diferente de Benimaru, que estava mesmo disposto a beber todas naquela noite. Era festa, queria mais era se acabar de tanto se divertir! Kyo sorriu levemente ao lembrar do amigo empolgado ao mesmo tempo em que balançava a cabeça reprovando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Se já é louco sóbrio; bêbado então... Putz...” – pensou o lutador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jogava água em seu rosto, esfregando-o bem devagar até a porta do banheiro abrir-se. E dela entrou Benimaru. Kyo parou de sorrir no mesmo instante em que seu amigo loiro entrou no banheiro. Olhou-o por cima do ombro, deixando seu corpo encostar-se a pia. Ficou calado observando-o. O loiro, assim que viu seu amigo, tratou de fechar a porta trancando-a vagarosamente. O som da tranca parecia, naquele momento, mais alto que a música que tocava na pista. Um sorriso malicioso tomou conta dos lábios do loiro, ainda levemente úmidos de sakê.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hummm... Não vem me dar os parabéns, gatinho? – riu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Parabéns Beni! Muitos “ânus” na sua vida... – não conteve a gracinha e riu. Benimaru aproximou-se de Kyo, também rindo, até ficar ao lado do amigo lutador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Valeu gatinho... Fico muito feliz que tenha vindo se divertir comigo essa noite... – o olhava malicioso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Que isso cara... Você é meu amigo. E também, se eu não viesse ia ficar me enchendo o saco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Sem dúvida alguma! – riu novamente chegando mais perto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo cruzou os braços. Olhava para o loiro de lado, incomodado por estar trancado com ele naquele banheiro masculino de boate. Observava Beni que chegava muito perto dele... Aquela proximidade toda incomodava Kyo. O loiro aproximou seus lábios até o ouvido de Kyo e sussurrou, de um modo provocante e bastante ousado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hummm... Eu quero transar Kyo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Um banheiro masculino é o último lugar que você vai conseguir alguém pra transar cara, a não ser que queira dar o rabo. Mas pode parar de olhar pra mim! – afastou-se do amigo que ria muito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O loiro apoiou-se melhor na pia antes que acabasse caindo ali. Tinha sido engraçada a expressão que Kyo tinha feito ao ouvir aquilo. Kusanagi olhou na direção da porta e continuou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Vai pegar mal nós dois trancados aqui e você falando merda de tão bêbado! Vem, vamos sair desse lugar, te ensino como pegar umas gatinhas... – sorriu sexy. — Pelo jeito vai ter que aprender umas lições com o mestre aqui! – afastou-se em direção a porta para poderem sair. Nem queria pensar na mínima possibilidade de Benimaru ter dito aquilo com intenção de transar com ele. — Bebida é foda viu!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Você me ensinar a pegar mulher? – aproximou-se de Kyo. — Não me faça rir... Olhe pra mim, sou lindo, perfeito, impossível uma mulher não olhar pra mim... – ria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Olhar é fácil loiro, o que você não sabe é como fazer elas abrirem as pernas pra você! – ria debochado abrindo a porta. — Mas vou te ensinar uns segredos valeu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Benimaru não respondia. Seguia logo atrás de Kusanagi, ouvindo o que seu belo e tentador amigo falava, porém, sem dar a mínima para aquele assunto de pegar mulher; transar com mulher... Kyo não percebia, mas o loiro o comia com os olhos; era com Kyo que Benimaru queria transar, sem a menor dúvida, só mesmo Kusanagi não percebia. Ou achava até melhor fazer-se de desentendido para não sair na mão com o loiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixaram o banheiro e seguiram novamente até as mesas, onde Daimon aguardava Kyo. Com a intenção de realmente fazer o amigo loiro arranjar uma mulher, Kyo afastou-se com ele e passaram um bom tempo à procura de uma que agradasse o exigente Benimaru. Yuki não tinha gostado nada daquela idéia, já que receava que o namorado acabasse saindo da linha. Então, sem perder tempo, a moça aproximou-se dos dois amigos e, com a desculpa de que também queria ajudar Benimaru, ficou ao lado de Kusanagi a noite toda, a madrugada toda, até todos resolverem ir embora já quase pela manhã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa tinha sido uma entre as várias situações em que Benimaru tinha deixado claro suas intenções com o amigo campeão do torneiro King of Fighters. Realmente era ingenuidade de Kusanagi acreditar que ainda sim o loiro pudesse ser heterossexual. Mas o tempo se passou e Kyo continuava a se enganar com relação ao amigo... Era necessário dizer com todas as letras de fato, como Benimaru tinha dito há instantes atrás naquele apartamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As horas avançaram lentas já que era grande a ansiedade de Kyo em livrar-se da companhia de Benimaru. Mais ou menos cinco da tarde e nada; Benimaru ainda permanecia jogando conversa fora. E, para desespero de Kyo, naquele dia o amigo loiro só deixou sua casa já à noite, provando que realmente quanto mais desejado algo é, menor a probabilidade de conseguir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dezembro de 2002, primeira quinzena do mês. Nada muito significativo havia ocorrido nesse tempo. Kyo continuava inconstante em seu namoro com Yuki. Quando podia vê-la era ótimo, porém quando o trabalho impedia ambos discutiam e brigavam. Ao menos o incidente com Iori já não tinha mais tanta importância assim para Kusanagi. Nunca mais tinha visto o seu rival ruivo, e muito menos teve interesse em voltar ao procurá-lo. Era o melhor a se fazer. Para que arranjar mais problemas e preocupações a si mesmo quando sentia que seu namoro estava por um fio? Não fazia sentido algum. Com isso, deixou de lado também as questões sobre preconceito e homossexualismo, levantadas de imediato pelo seu subconsciente com o beijo roubado por Iori e a confissão de Benimaru.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquela quinta-feira, dia 12, Kyo Kusanagi completava seus vinte e seis anos. Nem o próprio lembrava, já que não fazia questão alguma de envelhecer. O aniversário era uma data como outra qualquer para Kyo, às vezes até mesmo a odiava... Exceto pelos presentes que sempre os amigos ofereciam. Isso sim era capaz de fazer Kusanagi reconsiderar e quem sabe até dar um sorriso? Afinal, tinha que tirar proveito de alguma coisa. Como não lembrava o próprio aniversário, naquela noite ficou em casa. Mais uma vez o clima entre ele e a namorada não estava muito bom, e Kusanagi não tinha se dado ao trabalho de ir buscar a “tão importante mulher de negócios” no trabalho. Era muito mais interessante para o lutador assistir ao campeonato de hóquei no gelo pela tv. Kyo estava completamente à vontade. Usava uma calça larga de malha, sem cueca por baixo que lhe apertasse, e sem camisa. Fazia calor naquele dia, quanto menos roupa melhor. Quase deitado no sofá, o lutador tinha em sua mão direita uma latinha de cerveja e na esquerda um hambúrguer pela metade, comendo e bebendo enquanto assistia a tv.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;É isso aí, mete a porrada mesmo! – exclamou quando um dos jogadores de seu time tinha arranjado briga, algo comum nesse tipo de esporte. Riu. — Ah, se eu estivesse lá! ...Anda! Quebra a cara dele!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo divertia-se com aquilo. Era seu esporte favorito, mas a parte que mais gostava é quando rolava esse tipo de confusão. Apoiava mesmo a violência lá dentro, pois acreditava que tudo não passava de uma jogada de marketing dos americanos, os que têm mais tradição no esporte. Como os jogadores podiam ser tão estourados por besteira? Certa vez tinha ido assistir a uma partida do campeonato quando esteve nos Estados Unidos. Levou Yuki, e a diversão do lutador foi ainda maior vendo a preocupação da namorada com “tanta violência” praticada ali. Kyo riu em dobro naquela época. Chegava a ser tosco aqueles jogadores brigarem daquele jeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante o intervalo, olhou na direção do relógio vendo que passavam das oito da noite. Voltou a beber tranqüilamente aguardando que o jogo recomeçasse. Com um sorrisinho nos lábios, balançou a cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Esses caras são uma comédia... – mordeu o hambúrguer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim que terminou de comer, levantou indo em direção a cozinha. Pelo caminho, passava a mão pela calça tirando alguns vestígios do pão que tinha caído enquanto comia. Virou a lata bebendo o resto da cerveja e a jogou vazia no lixo, satisfeito. Lavou as mãos, sem pressa alguma. Estava com uma tremenda preguiça por ter treinado naquele dia durante a tarde toda. Não participava dos torneios, mas também não perdia certos hábitos, lutando tão bem ou até melhor do que naquela época. Após secar as mãos no pano de prato, aproximou-se da geladeira abrindo-a, para beliscar alguma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A casa estava uma bagunça. Yuki quando ia até lá até que colocava ordem, mas era notável que fazia tempo que a moça não aparecia. Louça na pia; uma ou outra roupa espalhada pelo chão; desorganização nos armários da cozinha e no guarda-roupa; chão do banheiro molhado; garrafa de água vazia na geladeira; cama bagunçada e etc... Ali tinha tudo de que uma mulher sempre reclama, todos os indícios de que naquela casa vivia um homem sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo fechou a geladeira meio inconformado já que, o que tinha pronto para comer ele já havia comido. Agora ou ele cozinhava, ou ficava com fome. O jeito, sem dúvida, era pedir uma pizza. O hambúrguer não tinha sido suficiente para matar a fome do lutador. Caminhou de volta a sala e abaixou o volume da tv para poder ligar. Pegou o telefone e, sentando-se novamente no sofá, começou a discar o número da pizzaria preferida. Tão logo pressionou o segundo número na tecla e a campainha tocou. Kusanagi riu baixinho e falou sozinho brincando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mas já?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixou o aparelho no sofá e levantou-se para atender a porta. A campainha tocou mais duas vezes, impaciente, e o lutador abriu de uma vez a porta já reclamando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Dá pra esperar porra?! Mas que coi... Yuki? – olhou surpreso pra namorada, percorrendo seu olhar de cima a baixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era a namorada que estava ali parada a porta, com um olhar sério, mas mesmo assim ainda atraente. Yuki usava um vestido vinho justo em seu corpo, que realçava e valorizava suas formas. O tecido imitava couro, o que a deixava com um ar levemente rebelde, contrastando com as peças de seu vestuário comum do dia-a-dia como uma secretária executiva. Longe do trabalho e perto do namorado rebelde ela deveria ser livre, e o fazia bem, até parecia mais jovem. As meias pretas e o decote a deixavam bem sensual, como já há um tempo ela não fazia questão de mostrar-se a Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Obrigada pela ótima recepção. – disse irônica e séria com a grosseria do namorado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ei, relaxa, eu não sabia que era você. – pegou na mão de Yuki, puxando-a de leve. — Vem, entra...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mesmo se não fosse. Você não perde essa mania de ser grosso com as pessoas de graça. Pra que Kyo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yuki entrou no apartamento do namorado, inevitavelmente olhando para os lados e reparando a bagunça. Kyo fechou a porta. Aquele perfume que Yuki usava era delicioso, mas Kyo olhou atravessado para ela, pois além de não esperá-la e apesar de estar incrivelmente atraente, Yuki já chegava dando bronca. Não fazia muito tempo que tinham brigado e um não queria ver a cara do outro, por isso a surpresa de Kusanagi. Não respondeu àquela pergunta, a atitude que teve foi afastar-se lentamente em direção ao sofá. Yuki suspirou e impediu o namorado no caminho, colocando-se na frente dele. O encarou por alguns segundos fazendo com que Kyo quebrasse aquele silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Até quando vai continuar assim? Achando sempre um motivo idiota pra discutir comigo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Kyo... – desviou o olhar e aproximou-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Cara, isso cansa! Eu já estou de saco cheio Yuki! Acho melhor começar a pensar duas vezes antes de me encher ou senão...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Senão o que? Vai terminar comigo? – Yuki interrompeu Kusanagi e ambos entreolharam-se por um bom tempo. Antes que Kyo respondesse, a moça o abraçou, deitando a cabeça em seu peito. — Eu não vim aqui para brigar Kyo... Hoje não... – fechou os olhos e suspirou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Beleza então. Também não estou a fim de ficar discutindo... Mesmo porque tenho coisa mais importante a fazer. – deu uma certa ignorada a ela se soltando. Odiava que uma mulher ficasse se metendo em tudo que fazia e em como deveria agir, como Yuki sempre tinha feito. Caminhou até o sofá e sentou-se para voltar a ver tv.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Kyo? – Yuki voltou a ficar séria. — Vai me deixar aqui sozinha pra ficar vendo porcaria de jogo? – olhou pra tv, vendo que o jogo de hóquei já tinha recomeçado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Senta aqui, vem assistir comigo, aí não fica sozinha. – disse sem tirar os olhos da tv.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moça ficou emburrada com a atitude do namorado. Está certo que tinham brigado, mas ela tinha saído de casa para vê-lo no dia do aniversário dele com a melhor das intenções, para uma reconciliação e era assim que era tratada. Era revoltante! Além da grosseira de como foi recebida, ainda tinha que aturar Kyo largá-la para ver um bando de homem no gelo caindo na porrada. Por um instante Yuki se imaginou casada com um cara tosco que, no dia de domingo, deixa a mulher falando sozinha pra ver futebol na tv e beber uma cerveja gelada, torcendo pelo time favorito junto com os amigos. O sangue lhe ferveu naquele momento. Aproximou-se do sofá e pegou a primeira coisa que viu, uma almofada, e jogou em cima de Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Você é um idiota Kyo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ei! – Kyo assustou-se um pouco com a reação da namorada. — Pega leve aí!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O lutador deixou a almofada que fora jogada de lado, e, com um olhar sério encarou Yuki. A moça afastou-se de Kyo, não queria ficar ali discutindo enquanto ele só tinha olhos para a porcaria do jogo que passava na tv naquele instante. Caminhou até o quarto do namorado e bateu a porta ao entrar. Kusanagi seguiu cada movimento de Yuki, tranqüilamente, achando exagero da parte dela aquela “frescura” toda só por causa de um jogo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Tinha que ser mulher...” – pensou o lutador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como qualquer homem, ele não entendia as mulheres perfeitamente; afinal, o que tinha demais em ficar na dele assistindo a tv como estava antes dela chegar já que os dois estavam brigados? Pra que ficar perto e mostrar-se atencioso com uma mulher que mal chegava e já discutia? Esfregou lentamente seu rosto e desligou o aparelho de televisão; tudo para que não ficasse um clima ainda pior entre os dois. Olhou na direção do quarto pensativo, não podia negar que se sentia muito atraído por ela, apesar de estarem sempre brigando e um se enchendo do outro. Levantou-se e seguiu até o quarto, onde Yuki estava, sentada na cama bagunçada. A moça franziu o rosto ao vê-lo, mostrando-se brava... Yuki não era nada fácil. Era uma mulher que tinha opinião própria, quando cismava com algo batia o pé e teimava mesmo. Não aceitava ser menos valorizada só pelo fato de ser mulher; era um absurdo! Talvez, por ela ter um temperamento parecido com o de Kyo, esse fosse o motivo dos dois brigarem tanto. Calado, o lutador aproximou-se e sentou ao seu lado. Yuki apenas observava-o. Ainda sem olhar para a namorada, apoiou ambos os braços nas suas coxas fortes cobertas pelo tecido fino da calça, que lhe deixava o contorno aparente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Vai ficar com essa cara aí agora?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Vou!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Qual o seu problema hein? – olhou-a de lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Jura que nem imagina? Como você recebe sua namorada assim?! – deu um tapa no braço de Kyo. — Eu vim aqui para a gente se acertar seu ingrato machista!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Porra... Você discute e briga por qualquer merda e agora a culpa é minha?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Você poderia ser um pouquinho mais educado comigo? – disse bem séria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Heh... Não estou dizendo? – sorriu debochado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não sei qual a graça!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Yuki... – começava a perder a paciência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Será que não pode “se dar ao trabalho” de me entender nem quando eu venho pra ficar com você no seu aniversário Kyo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Meu o que? – disse meio surpreso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Imbecil... – virou o rosto brava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo olhou na direção da mesinha ao lado da cama. Pegou o celular que estava ali carregando a bateria e no visor do aparelho pôde ver que realmente era 12 de dezembro. Incrível como tinha esquecido do próprio aniversário! Olhou de canto de olho para Yuki, reparando melhor nela, pensativo sobre como tinha a tratado desde que a tinha visto. Seus olhos percorreram cada centímetro do corpo de Yuki, que, com o rosto virado para o outro lado não percebia. A moça estava com as pernas cruzadas, deixando um pouco da coxa aparente. A mão esquerda estava apoiada na cama e seu corpo inclinado levemente naquela direção. Seus belos olhos fitavam o chão, o desenho que havia no tapete próximo a cama de Kyo. Kusanagi deixou o celular de volta em cima daquela mesinha, onde tinha também um relógio de ponteiro e um abajur. Aproximou seu corpo, sentando-se mais perto da moça. Ao sentir aquela leve movimentação do namorado, Yuki voltou seu olhar para ele, ainda séria. Kyo suspirou a beijou na bochecha, tocando seus lábios suavemente ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Desculpe-me... – disse bem baixinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yuki não respondeu. Ainda como estava; sentiu Kyo aproximar-se mais, sentando-se na cama por trás dela, deixando-a entre as coxas dele de modo que encostava o membro ao seu corpo. O lutador passou os braços em torno do corpo de Yuki na altura da cintura, trazendo-a para mais perto de si. Beijava-lhe levemente a nuca o pescoço, podendo sentir ainda melhor o aroma daquele perfume sensual que a namorada usava. Yuki arrepiou-se com o contato do corpo de Kyo ao seu, porém, continuava como antes, ainda mostrando-se brava, apesar dos beijos de Kyo serem deliciosos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hummm... Veio me dar um presente é? – sussurrou safado ao ouvido dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Kyo... – fechou os olhos. Tentava resistir a ele, mas era muito difícil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Não fale nada... – voltou a beijá-la. — Hummm... Está tão linda... Sexy... – sorriu safado. — Pode sentir o quanto me agradou?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Você é um safado... Excita-se com uma facilidade...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Sou homem oras... – lambeu-lhe a orelha. — Hummm...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yuki podia sentir o membro de Kyo tornando-se ereto à medida que ele a beijava, lambia e fazia carícias em seu corpo. Não podia negar que aquilo a excitava também, o que a deixava com certa raiva, já que nunca conseguia resistir a Kyo, por mais que estivessem brigados. Ele tinha uma sensualidade, um jeito de tocá-la tão gostoso que não tinha como não ceder aos seus desejos. Resolveu ficar quieta, sentindo-o bem pertinho, fazendo-lhe carinhos. A cada instante o pênis de Kyo ficava mais duro, o que fazia com que Yuki também se excitasse. Kyo, lentamente, subiu suas mãos da cintura até os seios de Yuki acariciando-os. A moça gemeu baixinho com o toque do namorado apalpando-lhe os seios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaahh Kyo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Gostosa... – sorriu safado ao sussurrar-lhe ao ouvido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yuki levou uma das mãos para trás, aos cabelos de Kyo, e deslizou seus dedos delicados por eles, afagando-os como uma prova de que a resistência tinha mesmo terminado. Se é que tinha existido em algum momento... Permaneceu com seus olhos fechados deixando com que Kyo a acariciasse, esquentasse seu sangue e a deixasse bem molhadinha. Kyo colou ainda mais o quadril ao corpo de Yuki, fazendo-a sentir em suas costas e nádegas o membro em completa ereção, apenas coberto por aquela calça fina que usava. Sorriu malicioso e, deslizando suas mãos maliciosas por todo o corpo da namorada, procurou o fecho daquele vestido para despi-la. Entretanto, por momento algum Kyo parava os beijos no pescoço e nuca de Yuki, exatamente como ela adorava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaii Kyo... Espera... – sorriu maliciosa e afastou-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ah não, Yuki! Volta aqui! – protestou Kyo contrariado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moça levantou-se da cama e virou-se de frente para Kyo. Seu olhar era malicioso e safado, levando as duas mãos para trás, a fim de abrir o vestido que usava. Kyo observava, largado naquela cama com sua mão direita sobre o pênis ereto, acariciando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Apressado... Calma, eu tenho uma surpresinha pra você...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ah é? – sorriu pervertido e ajoelhou-se na cama ainda com a mão sobre o pênis. — Pois eu também...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Riu. Sem enrolar mais abaixou a calça, a única peça de roupa que usava, e a tirou, chutando-a para fora da cama. Completamente nu, era visível agora o membro gostoso que Kyo tinha. Estava bem duro e levemente molhado de excitação, deixando Yuki louca com aquilo. A moça se controlou para não cair de boca no pau delicioso que Kyo tinha, mas na mesma hora sentiu sua calcinha ficar toda molhada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hummm Kyo!!! – abriu o vestido apressada para se livrar logo daquela roupa, mas ainda sem deixá-lo cair.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Gostou né? Aaaah... Olha só pra ele... – de pé na cama o lutador balançou o pênis para cima e para baixo segurando-o perto dos testículos. — Quem está com vontade de brincar de se esconder hoje levanta a mão! – balançou o pênis pra cima rindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Isso é covardia comigo! – olhou safada pro pênis de Kyo se aproximando da cama na mesma hora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yuki deixou o vestido deslizar pelo seu corpo no caminho caindo no chão. A moça usava apenas uma calcinha preta bem pequena e meias finas, também na mesma cor, que iam até metade das coxas. Kyo sentia-se extremamente atraído pelo corpo perfeito de Yuki, cada curva, cada volume o deixava excitado. Sorriu pervertido e, para provocá-la, começou uma masturbação lenta e gostosa, mirando o pênis ereto na direção dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Vem cá vem...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela sorriu bem safada e ajoelhou-se na cama de frente ao namorado, sentindo-o esfregar aquele pau tão gostoso pelo rosto dela. Yuki fechou os olhos e levou as duas mãos aos seios, acariciando-se. Sua língua procurava pelo pênis de Kyo aflita para provar novamente o sabor do namorado, para lambê-lo e chupá-lo. Kyo olhava aquilo todo pervertido, passando o membro pelos lábios de Yuki ao tempo em que sentia ela lambê-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Isso, assim que gosto de ver...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hummm... Eu que devia excitá-lo hoje... Aaaii... Está me provocando tanto! – chupou-lhe a glande.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaah... Só quero que me dê prazer...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yuki não respondeu. Sorriu fazendo uma cara de puta que Kyo amava e abocanhou-lhe o pênis com tamanha intensidade que o lutador fechou os olhos e jogou a cabeça pra trás, com uma expressão de mais puro prazer. Era excitante demais ter o pênis assim inteiro dentro da boca de Yuki, quase lhe tocando a garganta, de uma hora para a outra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaah!!! – acariciou os cabelos da namorada. — Aaaaaahhh... Assim você me mata Yuki!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hummmm... – olhava-o extremamente excitada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yuki começou a mover sua cabeça chupando, sugando o pênis de Kyo com uma vontade incrível que fazia com que Kyo delirasse de tanto prazer. Ela sabia muito bem como lhe agradar. Pressionava seus lábios em volta do membro deixando bem apertadinho enquanto sua língua habilidosa fazia-lhe uma massagem bem gostosa dentro da boca quentinha que ela tinha. Acariciava os testículos de Kyo estimulando-os, massageando-os enquanto a outra mão ela levava por dentro da calcinha. Fechou os olhos ao tocar os dedos em seu sexo, masturbando-se, sentindo como a vagina estava molhada e quentinha de tanta excitação. Kyo empurrou seu quadril ao encontro da boca de Yuki, penetrando-a. Seguia os movimentos em sincronia; sempre que Yuki engolia o pênis dele o lutador empurrava o quadril para frente de modo que o membro entrasse fundo na boca dela.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaaahh Yuki!!! ...Aaaahh... Chupa mais!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por pouco Yuki não engasgou, já que o pênis de Kyo era um pouco maior que a média dos homens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaah... Calma Kyo... Humm... Assim engasgo seu safado... – acariciou-lhe o pênis enquanto dava uma pausa recuperando o fôlego.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hehe... Vamos fazer algo mais interessante...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sorriu malicioso e puxando-a consigo, deitou na cama. Rolou de modo que ficasse com o corpo todo por cima de Yuki. Apoiou as duas mãos na cama e começou a esfregar-se nela, mover o quadril como se estivesse a penetrando. Yuki, cada vez mais alucinada, gemeu alto de prazer quando Kyo tomou-lhe os seios os lambendo e chupando avidamente, como um louco por sexo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hummmm... Hummmm...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaiii Kyo!!! Eu preciso de você dentro de mim... Aaaaahh... Faz amor comigo! – puxava a calcinha para baixo, tentando livrar-se dela o quanto antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaahh... Já vai sentir ele todinho dentro de você... Vou te fazer gemer bem gostoso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ajoelhou-se na cama, ao lado de Yuki, e puxou a calcinha da namorada para baixo até tirá-la. Yuki ajudou e sorriu safada ao ficar nua. Mordeu os lábios e passou a mão por todo seu corpo, deslizando pelos seios e descendo até chegar em seu sexo de um modo lento e provocador. Afastou as pernas e acariciou a vagina enfiando um dos dedos ali para deixar Kyo ainda mais louco de vontade de penetrá-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaii amor... Vem ver como estou molhadinha vem...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo não respondeu. Pôs-se entre as pernas de Yuki, ainda ajoelhado ali e levou as duas mãos até a cintura dela a puxando para mais perto até o pênis tocar-lhe a vagina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Um “papai-e-mamãe” que vai me dar de presente é? – inclinou-se lambendo os seios dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaii... – gemeu ao sentir a cabeça do pênis de Kyo lhe tocar. Sorriu sexy. — Eu dou como você quiser... Hoje você escolhe... – acariciou-lhe o peito forte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ótimo ouvir isso... – subiu os beijos pelo pescoço dela e sussurrou ali. — ...De quatro... Quero assim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yuki sorriu. Assim que o namorado ergueu seu corpo, a moça virou-se na cama e colocou-se de quatro como Kusanagi havia pedido. Lançou um olhar malicioso para ele ao virar o rosto para vê-lo e rebolou de leve, na intenção de provocá-lo. O rostinho safado de Yuki escondia uma preocupação que a perseguia por um tempo: a insistência de Kyo em fazer sexo anal, que ela não aceitava. Estava cedendo à vontade dele ficando naquela posição, porém, esperava de verdade que ele não insistisse com aquela idéia, já que não queria voltar a brigar. Kyo apertou o pênis entre os dedos e gemeu bem excitado com a cena que via. Sua tão atraente namorada de quatro para ele naquela cama e o melhor, sem reclamar! Agarrou-a por trás esfregando o membro rijo em seu sexo e passou os braços ao redor da cintura delicada de Yuki. Kyo não agüentava mais esperar e tão logo encostou o pênis na vagina dela, o lutador empurrou o quadril para frente penetrando-a por completo, até tocá-la bem fundo, emitindo um gemido completamente extasiado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaahhh gostosa!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaiiii Kyooooo... Aaaaiii...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yuki fechou os olhos e mordendo os lábios de prazer, ela segurou com força no lençol, que já estava fora do lugar naquela cama. Com a intenção de provocá-lo mais, a moça rebolava a cada estocada que Kyo dava, investindo o membro bem duro todo dentro dela. Kusanagi segurou com firmeza na cintura de Yuki e movendo seu corpo seguidas vezes para frente e para trás, sentia o prazer intensificar-se. Aumentar a cada instante. Jogou a cabeça para trás e aumentou o ritmo das estocadas, tornando a penetração mais rápida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaahhh... Aaaaaahhh... Geme Yuki... Aaaaaahhh... – mal conseguia falar de tão excitado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaiii... Não pára! Aaaaaii... – gemeu ainda mais alto ao sentir um tranco de Kyo, fazendo a cama balançar. — Aaaaaiii!!! Que delícia! Aaaahh...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaahh!!! – Kyo apoiou uma das mãos na cabeceira da cama e, segurando-se ali, começou a meter com mais força na namorada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaiii que pau gostoso!!! Aaaaaaiii...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kusanagi continuou naquele mesmo ritmo por alguns instantes, metendo sem parar, já que Yuki não reclamava. Apesar de ser um pouco dolorida a forma como Kyo a penetrava, a excitação que ela sentia falava mais alto, tanto que a moça não demorou para chegar ao mais alto grau de excitação, culminando com o orgasmo enlouquecedor, fazendo com que os gemidos se tornassem ainda mais excitantes e altos naquele instante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaaaaaaiii!! Aaaaaaaaaaaaiiiii não para Kyo!!! Aaaaaaaii...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo penetrou-a firme por mais duas vezes e retirou o pênis de dentro dela de uma vez. Yuki olhou para trás contrariada, ainda sob o efeito do orgasmo, mas queria que ele gozasse dentro dela, já que não havia perigo de gravidez por ela tomar regularmente pílulas anticoncepcionais... Adorava sentir o sêmen quentinho de Kyo a deixar ainda mais molhada por dentro!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Kyo? Por que parou?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O lutador não respondeu. Estava excitado demais para isso e já agia por puro instinto masculino. Encostou o pênis quente e latejante no ânus de Yuki, que se tornou séria e apreensiva, vendo o estado de êxtase do namorado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Kyo, por favor...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Shh!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Novamente não respondeu, apenas com aquele gesto mandou que ficasse calada e, segurando firmemente em sua cintura para apoiar-se e impedi-la de fugir, Kyo empurrou o quadril para frente forçando a glande naquele orifício tão apertadinho e até agora intocado. Yuki tentou sair, ainda mais apreensiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Eu disse que não quero Kyo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo segurou-a com mais firmeza e empurrando-se mais para dentro dela, penetrou a cabeça do pênis. Uma expressão de prazer ainda mais intensa formou-se no rosto de Kyo que, continuamente, escorregava o membro para dentro do ânus de Yuki, mesmo contra a vontade da namorada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaaaahhh... – forçou mais até estar com metade do pênis dentro dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaaaiii... Isso dói Kyo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moça apertou os olhos e inclinou-se mais para frente de modo que ficava com a bunda mais empinada. Era incômodo e dolorido ser penetrada naquela região, mas não tinha mais volta. Não podia ir contra um homem tão forte e ainda por cima excitado como estava... O único jeito agora era torcer para que Kyo fosse mais cuidadoso e que terminasse logo, apesar da raiva que sentia de ser forçada, de certa forma. Kusanagi forçava o pênis dentro do ânus dela lenta e continuamente, sem parar até ter todo o membro ali dentro. Gemeu mais alto. Era ainda mais gostoso! Quentinho, e muito mais apertado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaahh Yuki que rabo!! ...Hummm...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaiii... Devagar Kyo... Aaaaii... – gemia de dor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Estou indo devagar... Hummmm...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sorriu safado e deslizou as mãos até os seios dela apalpando-os sem mover-se mais. Apenas dava um tempinho até o corpo dela se acostumar com o “intruso”. Inclinou-se colando seu peito nas costas da namorada. Beijava-lhe a nuca e o pescoço, pertinho do ouvido de Yuki, sussurrando-lhe palavras obscenas ao acariciar seus seios. A moça aos poucos foi relaxando. Já que não tinha volta, ao menos ia tentar aproveitar... Além do mais, já que tantas mulheres faziam, e gostavam, não poderia ser tão ruim assim... Kusanagi sorriu vendo a namorada ir relaxando e empinando mais a bunda para ele, deixando o ânus ainda mais exposto. Lambeu-lhe a orelha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hummm... Vai gostar... Assim como eu... – desceu uma das mãos até o sexo dela, acariciando-o com os dedos e continuou. — Aaahh... Estou adorando o presente...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaii... Seu puto! ...Vai me pagar ainda, vai ver só... – olhou para trás. — Ao menos seja cuidadoso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Vou ser... Vai ver... Aaaaaaahh...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo foi com o quadril para trás, voltando a se mover, e em seguida empurrou-se para frente penetrando-a. A sensação era maravilhosa e Kyo se segurava como nunca para não gozar de imediato. Queria aproveitar aquela chance única que estava tendo de fazer sexo anal com Yuki. Movia-se com cuidado para não machuca-la, embora a vontade fosse meter para valer. Entretanto, era até melhor assim, era uma garantia de que não iria gozar de imediato. Seus dedos hábeis acariciavam Yuki na vagina e no clitóris, fazendo a moça relaxar... E começar a sentir prazer novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaii... Hummm Kyo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo sorriu com aquele gemido de prazer e continuou a acariciá-la enquanto em seguidas vezes movimentava-se dentro do ânus de Yuki. À medida que a moça relaxava e acostumava-se com o pênis inteiro de Kyo dentro dela, Kyo intensificava as estocadas até chegar em um entra-e-sai delirante para ambos. Yuki segurava na cabeceira da cama com as duas mãos, mantendo a bunda bem empinada para Kyo, que aumentava o ritmo das estocadas, porém, sempre com a preocupação de não machucá-la. A moça mordeu os lábios com força e segurou na cama do mesmo modo até sentir que gozava novamente... Kyo a masturbava de um jeito delicioso!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqueles gemidos de extremo prazer de Yuki foram suficientes para que Kusanagi não resistisse mais. Penetrou-a com ainda mais força, sem se conter, até que seu pênis expulsasse o sêmen em jatos fortes, lambuzando-a por dentro. Kyo segurou na cintura de Yuki com tanta força que estavam ali a marca de seus dedos na pele alva de sua namorada. O lutador não parou de penetrá-la até que a última gota de sêmen deixasse seu membro. Encostou a testa na nuca de Yuki gemendo extremamente excitado deixando-a arrepiada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaaaaaahhh!!! Aaaaaaaaahh... Aaaaaahhh Yuki... Hummm...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaii... – olhou para trás sentindo Kyo bem por cima dela. — ...Tira amor...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo nada respondeu. Sua respiração estava acelerada e seus olhos ainda fechados. Sorriu satisfeito em finalmente conseguir o que queria dela. Não poderia ter tido melhor presente naquele dia. Beijou-lhe a nuca e, como Yuki havia pedido, moveu o quadril para trás até retirar o pênis de dentro dela. Yuki sentiu o sêmen de Kyo escorrer por entre as nádegas e descer pelas coxas, mas estava aliviada. Também calada, a moça acariciou o braço do namorado. Não tinha sido tão terrível quanto ela imaginava, tinha que admitir para si mesma, porém, era algo que ela não queria, e o mínimo que Kyo poderia fazer era respeitar essa vontade. Kusanagi a soltou e deitou na cama de barriga para cima ao lado de Yuki, largado, cansado, ofegante... Nunca tinha se controlado tanto para não gozar logo. Levou uma das mãos ao pênis acariciando-o com um sorrisinho no rosto, molhando a mão com um pouco do sêmen. Yuki soltou-se da cama e se sentou ao lado de Kyo. Mas seu rosto expressava a dor que sentia de leve. Olhou de lado para o namorado e deitou-se ao lado dele, abraçando-o. Beijou o pescoço de Kyo devagar, acariciando-lhe o peito ao mesmo tempo em que o sentia afagar seus cabelos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Não tinha o direito de fazer isso Kyo... – suspirou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não reclama... Não foi tão ruim assim... – falava baixo, sem nem abrir os olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Fala isso porque não era o seu rabo! – séria com aquele jeito de Kyo, Yuki o empurrou e virou-se de costas para ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Claro! Mesmo porque eu nunca vou passar por isso! – riu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Yuki permaneceu séria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ah Yuki... – suspirou e aproximou-se dela, abraçando-a por trás. — Deixa disso vai... – beijou-lhe o pescoço carinhoso. — Eu estava excitado demais... Desculpe...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – ainda séria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Kyo dava-lhe beijos e acariciava seu corpo de um modo carinhoso. Sussurrou-lhe ao ouvido. — ...Eu te amo... Não queria te ver assim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Se me ama devia me respeitar... – disse baixo, manhosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Já pedi desculpas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – suspirou. Olhou para trás sentindo aquelas carícias de Kyo e, acariciando de leve o braço do lutador, voltou a falar. — ...Está bem... Mas promete que não faz mais?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mas é tão gostoso Yuki... Não pode me privar disso vai... – voltou a beijá-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mas eu não quero Kyo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – suspirou e disse contrariado. — ...Está certo... Eu prometo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Promete mesmo? – acariciou o rosto do lutador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo confirmou com um gesto e voltou a beijá-la e acariciá-la. Yuki não voltou a falar, pensativa sobre aquilo, mas já que Kyo tinha pedido desculpas, não ia voltar a brigar... Ao menos por enquanto. Puxou um lençol fino cobrindo os dois e virou-se de frente para o namorado, deitando a cabeça em seu peito forte. Kyo ajeitou-a em seus braços sentindo todo seu corpo relaxar de um jeito bem gostoso, trazendo com isso o sono. Yuki ainda o acariciava quando Kusanagi pegou no sono profundamente como sempre acontecia. Ele dormia, e ela continuava acordava fazendo-lhe carinhos. Observou o namorado dormindo e sorriu. Kyo ficava ainda mais lindo dormindo tranqüilamente depois de gozar tão gostoso... Aquela sensação de estar ali com ele daquele jeito era tão boa; era uma paz tão maravilhosa... E que ultimamente era tão raro, já que ambos mais brigavam do que ficavam bem entre si.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yuki aproximou os lábios com os de Kyo e beijou para em seguida soltar-se do lutador. Sem fazer muito movimento para não acordá-lo, a moça levantou e saiu da cama. Caminhou em direção ao banheiro. Lá ela tirou aquelas meias que usava e entrou debaixo do chuveiro, tomando um banho bem demorado, tirando aquele sêmen de Kyo do corpo e relaxando. Deixava a água escorrer pelo corpo de olhos fechados, sem pressa alguma, apenas curtindo a água que estava numa temperatura bem agradável, nem gelada e nem morna. Alguns longos minutos depois a moça voltou ao quarto, secando-se com uma toalha. Enrolou-a na cabeça e procurou a roupa. Vestiu a calcinha e, no guarda-roupa, catou uma blusa de Kyo vestindo-a, já que era mais confortável do que aquele vestido apertado em que tinha vindo. Juntou a roupa colocando-a em cima do sofá e balançou a cabeça reprovando o estado em que estava aquele quarto, todo bagunçado. Era de noite, não era hora para arrumar nada, mas aquela bagunça toda estava incomodando Yuki profundamente! A moça fez o que pôde. Enquanto Kyo permanecia dormindo, Yuki tinha arrumado sala, cozinha, quarto, banheiro, apenas o básico, para ao menos ficar uma casa “habitável” e não a zona em que estava. Preparou um jantar, simples, porém delicioso já que sabia cozinhar muito bem. Quando Kyo acordou, surpreso e satisfeito em ver a casa arrumada, ambos saborearam a refeição juntos, partindo para uma nova transa madrugada adentro sem mais brigas e discussões. Ao menos naquela noite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dias e semanas se passaram. O relacionamento entre Kyo e Yuki parecia renovado de alguma forma. A moça tinha dado uma trégua; as brigas por besteira, antes freqüentes, agora eram mais amenas e evitadas ao máximo. Kusanagi também resolveu fazer sua parte. Não custava agradar sua namorada um pouco não é mesmo? Pensando dessa forma o lutador voltou a sair em busca de um emprego, como Yuki tanto queria. Aos olhos dela, aquilo tinha muito valor, embora para Kyo não passasse de uma tremenda chatice que fazia só para manter seu namoro com Yuki. Entretanto Kusanagi não conseguiu manter a farsa por muito tempo... Havia se empenhado em procurar emprego sim, mas não em ser admitido. Kyo estava só enrolando esse tempo todo, e Yuki, com o passar do tempo foi percebendo e perdendo a paciência com o namorado. Como ele poderia ser tão preguiçoso e se recusar tanto a fazer algo de que todos os seres humanos normais necessitam? Kyo não era um rapaz rico, nem pobre, mas também não podia passar a vida toda dependendo dos pais, sendo amparado por eles... Era o cúmulo! A paz que havia entre o casal tinha durado pouco mais de dois meses. Após isso, nos outros dois meses seguintes, as brigas voltaram e com tudo! Yuki tinha motivos de sobra para ficar no pé de Kyo; a moça não aceitava desculpa alguma para o fato dele não conseguir de vez um emprego, era impossível um homem jovem e esperto não conseguir absolutamente nada!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como a decepção e a indignação aumentavam com o passar lento dos dias, e com Yuki sempre vendo como Kyo conseguia ser cínico e descansado quando queria, não era de se estranhar que o clima entre os dois namorados fossem piorando com o passar do tempo até se tornar uma situação insustentável para ambos. Um já não conseguia ficar muito tempo perto do outro sem que brigassem feio, era uma pena... Mas é o que ocorre com muitos relacionamentos, eles desgastam-se com o tempo, infelizmente. E Kyo e Yuki passavam por isso agora: um mal tinha paciência com o outro. Yuki prosseguia sua vida, trabalhando e dedicando-se a isso, buscando deixar de lado Kyo. Por várias vezes tinha ouvido um ou outro conselho das amigas para que terminasse de uma vez com aquele romance, porém não era nada fácil para ela desligar-se de Kyo. E o mesmo achava Kusanagi. Amava Yuki... Ou ainda achava que amava... Era complicado; a moça tinha uma facilidade incrível para fazê-lo enjoar de sua companhia. Além do mais; existe coisa pior para um homem do que uma mulher querendo controlar sua vida? Ditar regras; dizer se está certo ou errado e passar o pouco tempo que têm para ficar juntos o corrigindo? Revoltante para Yuki; igualmente revoltante para Kyo. Será que era certo prosseguir com esse relacionamento que vinha se arrastando por tanto tempo? Kyo tinha suas dúvidas, assim como a própria Yuki. As tentativas de conversarem entre si foram inúteis. Apenas serviram para discutirem, alimentando aquela briga sem fim... Como agora...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passava das nove horas da noite. Saindo de seu apartamento após uma discussão feia com a namorada, mais uma entre tantas ultimamente, Kyo vagava pelas ruas da cidade. A noite estava feia. O céu estava ainda mais escuro que o normal, escondido por nuvens densas. No chão, uma ou outra poça de água, resultado da chuva fina que havia caído durante toda a manhã e tarde, apenas cessando pouco tempo atrás. Com um olhar sério, Kyo caminhava por um lado mais deserto da cidade. A intenção era ir direto a um bar e beber um pouco, mas estava sem sua moto, logo, cortava caminho. O lutador tinha saído de casa tão puto que nem ao menos havia preocupado-se em pegá-la na garagem. Só queria sair e ficar bem longe de Yuki! Naquela noite Kyo tinha se arrumado para sair com a namorada, mas ao invés disso brigaram e feio! O lutador não pensou duas vezes em sair de perto dela, mas ao menos estava bem vestido. Usava uma blusa branca básica, por dentro da calça, e por cima vestia uma jaqueta de couro preto, como todo bom motoqueiro. Como sempre, com o jeans para finalizar. Dessa vez a calça jeans em um tom de verde bem escuro, aproximando-se do preto. Durante a noite parecia mesmo preta. Apesar de estar usando luvas de couro, pôs suas mãos nos bolsos da calça jeans, protegendo-as do friozinho que tomava contada das ruas úmidas. Poucas pessoas transitavam por ali, principalmente por ser uma noite de segunda-feira. Só mesmo os vagabundos de sempre estavam nos bares e Kyo seria mais um em poucos instantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parou de frente a um bar ralé qualquer parando para pensar a que ponto tinha chegado. Balançou a cabeça. Era deprimente aquela situação, mas enfim... O que importava era a bebida! Passando as mãos pelos bolsos como quem procurava algo, Kyo encostou-se à parede, do lado de fora daquele bar, próximo à entrada. Finalmente sossegou quando achou o que queria retirando de um de seus bolsos um cigarro. Sem olhar para os lados, com a cabeça levemente abaixada, colocou o cigarro na boca e agora sua busca era pelo isqueiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Droga, cadê essa porcaria? – falava sozinho, com dificuldade por causa do cigarro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo estava distraído à procura daquele maldito isqueiro que não encontrava em lugar algum. Passava as mãos por cada bolso e nada... E com isso, não pôde perceber a aproximação de alguém que não via há muito tempo. Sorrateiramente o homem aproximou-se, e, antes que Kyo pudesse levantar a cabeça, sentiu aquele cigarro ser arrancado de sua boca em um movimento tão rápido que não pôde compreender como poderia ser possível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mas que porr... – levantou a cabeça, encarando-o surpreso e sério. — Yagami?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não sabe que fumar faz mal à saúde, Kusanagi?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquele instante Kyo parou para observar seu eterno rival diante dele, exatamente como costumava apresentar-se. A mesma calça vermelha com a famosa tira que ligava um joelho ao outro, só mesmo Iori Yagami usava uma calça estranha como aquela e só ele sabia como caminhar e lutar sem que aquela tira o atrapalhasse; a camisa branca e comprida para fora da calça, deixando sempre parte de seu peito forte à mostra, e a jaqueta de seu clã Yagami, com o símbolo da lua crescente em suas costas. O olhar do ruivo era cheio de maldade, e de um certo cinismo, encarando Kusanagi como nos velhos tempos. Para Kyo, naquele momento, a primeira coisa que veio à sua mente era aquela maldita lembrança do beijo roubado por aquele ruivo que o encarava, esquecendo-se até mesmo de sua rivalidade. O beijo intrigava-o muito mais... Será que Iori se lembrava? Talvez não... Ou sim... Quem sabe? Só mesmo se um dos dois tomasse a iniciativa e tocasse no assunto novamente, e, exatamente para isso Kyo havia o procurado algumas vezes... E nada! Mais uma vez era claro que Iori Yagami não um homem fácil de se encontrar e sim de ser encontrado por ele.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afastou-se, desencostando daquela parede. De qualquer forma, não poderia ficar acuado ali. Pela primeira vez Kusanagi não sabia como agir diante do ruivo. Iori riu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Que surpresa toda é essa Kusanagi? Onde deixou toda aquela revolta que tinha de mim na última vez que nos vimos? – vagarosamente aproximou-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Cara, por que não segue sua vida e me deixa em paz?! – apertou a mão fechando-a.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Só com a sua morte!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yagami afastou suas mãos de seu corpo. Era claro o que ele queria: luta! E para isso pra isso se preparava, não dando outra escolha a Kyo a não ser lutar também. Em sua mão direita tinha o brilho da morte, personificado pelas chamas de cor fria que começam a surgir em meio sua fúria. Kusanagi não tinha outra escolha. Iori estava mesmo determinado a travar mais uma luta entre os clãs rivais... Mais uma vez Kyo teria que se defender daquele louco. Pôs-se em posição de defesa e fez com que o ar em volta de seu corpo esquentasse. Era o sinal de que as chamas de Kusanagi estavam por vir. Entretanto, não intimidou Yagami, nunca intimidava, apenas fazia o ruivo sentir ainda mais vontade de lutar com seu rival. Iori deixou um sorriso insano sair de seus lábios e em um estouro as chamas intensificaram-se, sendo jogadas no chão, correndo rápidas e aflitas em direção a Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Do shita!!! (do japonês: “O que há de errado?”)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo sentiu que as chamas de seu inimigo estavam mais fortes, mais rápidas e não teria tempo para combatê-las. Apoiou a mão direita no chão e rolou para o lado sentindo o calor passar por perto, porém sem feri-lo. Contudo não tinha notado que Yagami vinha em sua direção correndo logo após desferir aquele golpe. Atingindo-o em cheio na altura no estômago com um chute com a perna direita. Virou-se rapidamente mudando seu apoio de perna e acertou-lhe dessa vez no rosto, com a perna esquerda. Os golpes de Iori estavam mais rápidos. Era certeza que o ruivo treinava como nunca para derrotar seu eterno rival, mesmo não participando mais dos torneios de artes marciais... Kyo perdia o tempo de desviar-se com muita facilidade. A impressão que tinha era que Yagami desferia seus golpes segundos mais rápido que antes. Kusanagi virou o rosto sentindo um pouco de sangue escorrer pelo canto da boca. Irado, explodiu suas chamas, fazendo com que Yagami se afastasse. Iori riu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;É tudo o que pode fazer? Você não tem chance Kusanagi!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Heh... Não me faça rir! – fechou a mão esquerda apagando as chamas que brotaram dali no acesso de fúria. — Tsc... Nunca vai deixar de ser um perdedor... Mas vou te ensinar como se luta, falou?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kusanagi correu para cima de Iori pronto para atingi-lo. Iori esquivou-se como Kyo havia previsto. Um sorrisinho tomou conta do rosto de Kusanagi. Trocando de mão o lutador acertou-lhe dois socos fortes e seguidos, deixando Yagami um pouco atordoado com aquele golpe. Kyo não era qualquer adversário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Usero! Kono Blow!!! (do japonês: “Desista! Tome isto!”)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaargh! – Yagami recuou, mas não o suficiente para distanciarem-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ruivo não parou ao receber em cheio aquele golpe, pelo contrário. A fúria dentro de si, a necessidade em acabar com Kyo de uma vez falava ainda mais alto no mais fundo de se seu ser. Usando suas mãos como garras Iori correu em direção ao adversário na intenção de acuá-lo e, seguidas vezes acertou Kusanagi. Kyo tinha mesmo uma certa dificuldade de conter os golpes de Iori, isso já estava claro. Defendia-se da melhor maneira que podia: atacando! A disputa entre os dois era muito acirrada, ambos sempre tiveram técnicas e poderes equivalentes. Era belo de se ver uma luta entre os dois lendários rivais Kyo Kusanagi e Iori Yagami... Belo e extremamente perigoso! Eles não eram lutadores comuns, isso estava bem claro, afinal de contas, não é qualquer lutador que consegue fazer nascerem chamas ardentes de suas mãos com sua simples vontade. Por isso, era inevitável que chamasse atenção, já que ambos lutavam no meio da rua, em frente ao tal bar ralé em que Kyo pretendia entrar de início. Muitas pessoas tinham saído do estabelecimento para assistir ao belo espetáculo do lado de fora... A sensação era que o torneio KOF estava de volta! Dois dos maiores lutadores de todos os tempos enfrentando-se ali, perante aquele aglomerado de gente, que mantinham apenas a distância suficiente para manterem-se seguros. O clima esquentava, literalmente. Tanto Yagami quanto Kusanagi estavam feridos, mas o ruivo não desistia, fazendo com que Kyo não pudesse desistir também, afinal, ele tinha que defender sua própria vida. A luta de Yagami era para a destruição do maldito clã inimigo Kusanagi, porém, a luta de Kyo era apenas para não acabar morrendo nas mãos insanas de Yagami.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um ou outro expectador curioso e “sem noção” mantinha uma distância menor dos dois lutadores, o que preocupava Kyo. Notando que a atenção de seu rival desviava-se vez ou outra, Iori passou a “errar” de propósito um ou outro ataque por muito pouco mesmo não atingindo pessoas inocentes. Kyo correu e empurrou um homem que estava exatamente na mira das chamas do ruivo para livrá-lo e, com muita dificuldade, ainda conseguiu esquivar-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Deixe-os em paz, essa luta é só nossa!!! – gritou Kyo revoltado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Fodam-se esses bêbados miseráveis que entraram em meu caminho! Contanto que eu o mate, Kusanagi, não importa quem tenha que se sacrificar por isso!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Você é louco Iori!!! Você é fraco demais pra me matar! Desista!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Jamais!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contra a vontade de Kyo, Yagami continuou a lutar, cada vez mais empenhado. Incrível como o ruivo ainda continuava inteiro depois de tanto tempo lutando um com o outro. Kyo passou uma das mãos pela boca limpando um filete de sangue que escorria. Iori também estava ferido, mas sua fúria o deixava tão cego que não parecia sentir os cortes que tinha pelo rosto. Sorriu. Yagami era muito resistente sim, mas Kusanagi não ficava para trás. Não mesmo! Para raiva de Iori, Kyo ainda defendia e atacava como nunca! Não deixaria que Iori tivesse o gostinho de vencê-lo, de modo algum! A luta caminhava para um indiscutível empate, mas Iori não queria e nem podia pensar nisso! Não! ...Como poderia mais uma vez lutar com seu rival sem nenhum resultado significativo ao final? Não era para isso que estava treinando. Sua meta de vida era matar Kusanagi a qualquer custo, e assim o faria! Reuniu forças do nada para continuar e por alguns instantes o ruivo manteve-se sobre vantagem com relação a Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como era de se esperar, ambos estavam tão concentrados naquela verdadeira batalha que não percebiam mais nada a seu redor. Algumas pessoas, assustadas, principalmente por causa do ruivo Yagami, haviam afastado-se. A beleza da luta dos dois não valia o risco que corriam. Além do mais, o proprietário do bar já havia chamado a polícia há alguns minutos atrás. Não poderia deixar com que aqueles dois homens continuassem com a confusão em frente a seu bar, roubando-lhe seus poucos e miseráveis clientes. Em poucos minutos o som da sirene da viatura de polícia podia ser ouvido. Aquele som estridente e irritante por alguns segundos teve um efeito paralisador em Iori e Kyo. Ambos imediatamente pararam a luta e entreolharam-se com a mesma coisa em mente: dar o fora dali o quanto antes! Sem pensar em mais nada, ambos correram dali, pegando o mesmo caminho escuro, virando na primeira esquina da rua. Correram... Correram muito e como nunca! O som da sirene estava cada vez mais próximo e Yagami cortava caminho por aquelas ruas escuras e úmidas que ele conhecia com a palma de sua mão. Kyo mal sabia por onde ir, então, logo seguiu o ruivo por onde ele ia, correndo ao lado de seu rival. Antes rivais, agora comparsas, companheiros de fuga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Uma pergunta, cara: por acaso sabe para onde podemos ir?! – perguntou Kyo ofegante; correndo e seguindo Yagami.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Só me siga! – cortou o ruivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E Kyo tinha outra escolha? Não poderia ser pego pelos policiais. Tanto ele quanto Iori eram ótimos lutadores, com poderes incríveis, mas não eram super-homens! Um tiro os mataria; uma algema os manteria presos; de uma cela seria impossível fugir! Suas chamas eram indiscutivelmente impressionantes e estupendas, algo sobrenatural, mas não eram mais rápidas ou poderiam impedir o disparo de uma pistola. A única solução era correr e fugir... E foi o que fizeram!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até parecia que Yagami estava acostumado àquele tipo de coisa. Em poucos minutos pareciam que tinham sido despistados por completo. Kyo finalmente pôde parar e descansar. Encostou-se à parede, apoiou as duas mãos nos joelhos e inclinou-se de leve, muito ofegante por causa da luta e da corrida à que foi submetido. Olhou à sua volta reparando no lugar onde estavam. Tinham entrado por muitas ruas estranhas, escuras, desertas e úmidas. Agora estavam em uma espécie de loja abandonada que tinham entrado através de um beco. Tudo por ali estava escuro, mas pelo pouco que podia ser visto, dava para notar que há muito tempo ninguém colocava os pés sobre aquela propriedade. Olhou de lado para Yagami que estava próximo à porta em que tinham entrado... Se é que aquilo podia ser chamado de porta. Estava a metade de cima selada e a metade de baixo havia um buraco por onde tinham passado e por onde passavam os mais diversos bichos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Foi por muito pouco... – deu uma pausa respirando melhor e esfregou o rosto, irritado. — Puta que pariu Iori! Isso foi culpa sua! Sou um procurado agora por sua culpa!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Cale a boca! – Yagami nem se deu ao trabalho de olhar para Kyo. — Se não fosse por mim aqueles policiais idiotas teriam acabado com você!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Kusanagi riu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Iori olhou bem sério para o rival e continuou. — Ou acha que eles deixariam uma “aberração-lança-chamas” como você por aí à solta para causar problemas?! Eu livrei você de um belo tiro Kusanagi!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Cara... Não tem como te entender! – balançou a cabeça e encostou-se melhor na parede, de pé. — Há pouco tempo queria me matar e agora vem com esse papo idiota de que me salvou? E por quê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – o ruivo não respondeu, apenas abaixou-se para sair por aquela porta, já que tudo estava calmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ei, eu estou falando com você Yagami! – tornou-se sério. Aproximou-se de Iori e pegou com força no braço esquerdo dele puxando-o, impedindo-o de sair. — Não dê as costas para mim!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;É inteligente o suficiente para saber porque fiz isso Kusanagi!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yagami olhou para o braço que Kyo havia puxado e depois o encarou. O ruivo já não tinha mais tanto ódio em seu olhar, o que fez com que Kusanagi ficasse confuso. Estavam um de frente para o outro, bem próximo, encarando um ao outro. Ambos estavam com seus belos rostos machucados, mas a atenção de cada um estava no olhar do outro. Kyo soltou o braço do ruivo bem devagar. Por um instante Kyo lembrou-se de alguns meses atrás, naquela situação inusitada que tinha passado... E cada vez as idéias em sua mente embaralhavam-se mais! Naquela vez o ruivo havia o beijado de um modo tão gostoso... Agora quando se reencontravam eles quase se matavam e logo em seguida Iori abrandava novamente com ele. O que Iori realmente queria? Por que estava agindo daquele jeito? Se queria tanto matá-lo, por quê não continuava aquela luta naquele momento já que não tinha mais policiais por perto? Kyo não acreditava que Iori estivesse tão cansado a ponto de não ter forças para continuar uma luta. Era muito difícil entender o que se passava na mente de Iori Yagami...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo franziu a testa sério e, ainda o encarando, perguntou de uma vez o que tanto lhe remoia por dentro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Por que não me mata de uma vez já que quer tanto isso Yagami?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – o ruivo demorou para responder, mas o fez. — Não aqui. Não agora. Sua morte tem um significado especial para mim Kusanagi... – sorriu maldoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – aquela resposta não convenceu Kyo. Na verdade, já duvidava que Iori quisesse mesmo matá-lo, a cada dia tinha mais certeza disso. — Tenho minhas dúvidas do que você realmente quer Yagami. – olhou-o desconfiado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Pense o que lhe for mais conveniente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo não disse nada. E como despedida do ruivo para si, sentiu de um modo bem ousado a mão de Yagami vir ao seu rosto e tocá-lo com a ponta dos dedos, limpando um pouco do sangue em seu rosto, seguindo o contorno do belo rosto de Kyo em uma carícia lenta, suave e gostosa... Muito gostosa... Aquilo era uma demonstração de carinho vinda de Iori Yagami! Como era possível? Eram rivais! ...De novo a mesma sensação que teve com o beijo veio à tona e percorreu-lhe o corpo sem que Kusanagi pudesse evitar. Kyo deu um tapa forte na mão de Iori afastando-a de seu rosto, nitidamente confuso e sério com aquilo. Iori riu baixo e afastou-se ouvindo a revolta de Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Porra, por que fez isso, seu puto?! Encoste de novo em mim e deixo o cansaço de lado pra quebrar sua cara! – ameaçou partir pra cima de Iori.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Você é ingênuo Kusanagi... – deu as costas o ignorando, o que fez com que Kyo o provocasse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Que foi Iori, anda com fogo para dar esse rabo pra mim agora? – debochou. — Deve mesmo ficar uma gracinha de quatro, igual uma bicha gemendo enquanto um macho te fode! – riu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yagami olhou para trás por cima do ombro sem responder à provocação e em seguida saiu daquele lugar imundo e horrendo passando pelo buraco pelo qual havia entrado. Kyo esfregou o rosto lentamente... Provocava Iori, entretanto não podia negar para si mesmo que aquele mesmo ruivo ousado e sexy tinha o irritado profundamente com aquele assédio se assim pode ser dito. Seguiu pelo mesmo caminho que Iori havia passado, porém ali do lado de fora daquela velha loja abandonada não pôde mais vê-lo. Olhou para os lados procurando-o inutilmente. Era incrível. Iori havia desaparecido num piscar de olhos, como se tivesse sido tragado pela terra! Kusanagi afastou-se dali ainda olhando para os lados à procura de seu rival, porém sem encontrá-lo. Sério, gritou na esperança que o ruivo ainda pudesse ouvi-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Iori, seu viado! Ainda temos contas a acertar!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem receber resposta, Kyo suspirou e colocou ambas as mãos nos bolsos seguindo de cabeça baixa ainda sério pela calçada para encontrar o caminho de volta para casa, que estava bem distante. Não percebeu, mas era observado pelo ruivo de uma esquina, encostado em um poste mais distante, fumando. Yagami o seguiu com o olhar, deixando um brilho maldoso formar-se em seus olhos. Soprou a fumaça no ar e falou sozinho, baixo, sem tirar seus olhos do rival.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Pode ter certeza disso Kusanagi...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yagami observou-o até Kyo sumir completamente de sua visão. Afastou-se daquele poste e tomou seu caminho, fumando aquele mesmo cigarro que tinha tirado da boca de Kusanagi antes de começarem mais uma luta. O tragou mais duas vezes e jogou-o no chão, pisando sobre ele para apagá-lo. Com a cabeça baixa, deixando que seus belos cabelos ruivos ocultassem seu rosto, o ruivo tomou seu caminho. As ruas escuras logo trataram de escondê-lo perfeitamente, e, naquele momento Iori Yagami mais parecia uma criatura de noite, maldosa e sorrateira. Mais uma sombra entre tantas na umidade das ruas desertas da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E como uma criatura da noite de fato, Iori desapareceu sem deixar rastros e não foi mais visto naquela cidade por ninguém com os passar dos dias. Já fazia um mês que o ruivo não se deixava encontrar por ninguém, como assim ele gostava de deixar claro. E, com isso, novamente Kyo passou por um período difícil. Kyo estava sem a namorada Yuki Kushinada, já que ambos brigaram tanto até chegar a um acordo: dar um tempo. Era sem dúvida o melhor a ser feito, antes que a coisa ficasse ainda pior. Tanto Kyo quando Yuki precisavam parar para pensar um pouco no rumo que estavam escolhendo para aquele namoro. Ao menos a jovem Yuki pensaria sobre essa questão, já que Kyo estava ainda mais intrigado do que nunca com o assédio do ruivo Yagami. Que Iori era gay e estava com segundas intenções com ele era mais que claro. O problema era como e por que um Yagami se interessaria por um Kusanagi. O ódio entre as famílias não deveria falar mais alto? De certo sim. Entretanto havia dois pontos a serem considerados: Kyo nunca chegou a odiar Iori Yagami e Iori parecia ainda mais confuso em conciliar ódio e desejo do que o próprio Kusanagi que tentava entender tudo o que se passava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Longe de Yuki, Kyo tinha mais liberdade para sair à noite e assim o fazia. Sua vida nesses últimos dias resumia-se em freqüentar os mais diversos bares da cidade e passar o dia inteiro fazendo duas coisas “significantes”: dormir ou pensar. A vida de Kyo nunca esteve tão ruim quanto agora e mais uma vez não conseguia encontrar Iori por mais que o procurasse... Nem que fosse pra sair na porrada com ele de novo, mas já seria alguma coisa! Precisava vê-lo de novo, sentia necessidade disso, de tentar entender aonde ele queria chegar com todo aquele assédio seguido de ódio, aquele “joguinho” que ele andava fazendo ultimamente. Porém, já não tinha mais esperanças de encontrá-lo e sim de Iori acabar esbarrando com ele por aí.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Exatamente como vinha fazendo há alguns dias, apesar de ser meio de semana, Kyo arrumou-se para sair naquela noite. Vestiu o jeans surrado, com um ou outro rasgo no joelho, e a jaqueta de couro por cima. Não estava a fim de arrumar-se muito naquela noite. A intenção era passar em um bar com um som decente e beber até esquecer os problemas que o incomodavam bastante. Pegou a moto e partiu pelas ruas em direção a um bar já conhecido, sem nem ao menos cumprimentar ninguém do prédio onde morava. Kyo tinha uma ou outra vizinha a fim dele, mas andava tão tenso que nem era com ele. Queria ficar sozinho, apenas isso!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não demorou muito para enfim chegar aonde queria. O bar era conhecido pela cidade como o point de fãs de rock dos mais variados estilos. Como era meio de semana, não havia quase ninguém por lá. Podia ser visto pela pouca quantidade de motos estacionadas do lado de fora. Porém, podia ser ouvido dali mesmo o som que vinha lá de dentro. Pelo horário, ao que parecia era o ensaio de alguma banda que tocaria no próximo fim de semana. Kyo sorriu ao ouvir o canto gregoriano seguido do som de alta qualidade da guitarra. Reconhecia claramente, tratava-se de “Sign of the Cross” da clássica banda britânica Iron Maiden. Desceu da moto devagar, prestando atenção à melodia. O vocalista passava bem longe do talento de Bruce Dickinson, porém o guitarrista arrasava! Mandava muito bem e isso podia ser visto no momento em que só o som da guitarra era presente na música. Kyo caminhou em direção a entrada do bar. O lugar era meio escuro e amplo. Como não estava cheio, a noção de dimensão era mais exata. Olhou para os lados vendo uma ou outra mesa vaga, porém sua atenção desviou-se por completo ao olhar para a banda que ensaiava, ajustando alguns detalhes que estavam errados... Mais precisamente, distraiu-se ao mirar seus olhos para o guitarrista: ninguém menos que Iori Yagami. E era o ruivo que coordenava tudo por ali, corrigia o que estava errado com os companheiros, principalmente dando bronca no baterista que se excedia vez ou outra perdendo o tempo da música.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori estava simples, porém lindo. Como era de costume, estava todo vestido de preto com uma calça e uma blusa de manga curta, justa no corpo. Não precisava de muita coisa para ficar atraente, o ruivo já era extremamente sexy por si próprio. Ainda sem ser visto por Yagami, que parecia concentrado, Kyo puxou uma cadeira mais afastada e sentou-se podendo observar melhor seu rival tão empenhado no que fazia, em colocar ordem e dar o melhor de si naquele ensaio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Não é que o ruivo tem mesmo uma banda? – disse para si mesmo e encostou-se na cadeira, de braços cruzados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltou a observar como Iori era dedicado àquilo. Nem parecia o ruivo louco o obsessivo que ele conhecia... Era interessante ver como Yagami tinha mesmo talento para a música. Tocava com perfeição e uma facilidade tremenda... Tão tremenda quanto sua concentração, visto que nem ao menos a presença do seu maior inimigo o interrompia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao passar um garçom que passava perto de si, Kyo chamou-o.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ei cara... Traga-me uma cerveja bem gelada...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Só um instante... – ajeitou a mesa ao lado sob os olhares de Kyo. Kusanagi olhou novamente para o ruivo e resolveu perguntar ao garçom, movido pela curiosidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Essa banda toca sempre aqui?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Sim. Eles têm um som que a galera adora...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mas... – o olhou duvidoso e continuou. — Esse guitarrista aí, eu nunca vi o cara junto com eles...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – o garçom olhou para Yagami antes de comentar algo com Kyo. — Ele não faz parte da banda, está só dando uma forcinha pros caras... – sorriu discretamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ah...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Bom, já trago a cerveja cara! – afastou-se para atender ao pedido de Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kusanagi não deu mais atenção ao garçom. Desviou o olhar para o chão pensativo. Até então apenas tinha admirado o som da banda, admirado como Iori conseguia ter tanto talento, porém aos poucos caía em si. O que estava fazendo ainda ali? Provavelmente o ruivo ao vê-lo iria querer novamente travar uma luta, que sinceramente, Kyo já estava de saco cheio disso... Ou então seria pior: o ruivo poderia voltar com aquele papo estranho, aquele assédio incômodo que Iori insistia em fazer para deixar Kyo ainda mais confuso. Tornou-se sério e nem ao menos olhou na cara do garçom quando este deixou a latinha de cerveja em cima de sua mesa. E estava tão sério que também não tinha percebido que o som havia cessado. O ensaio havia terminado e o ruivo aproximava-se dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respirou bem fundo e abriu a latinha de cerveja, mas quando já a levava até a boca para beber e refrescar-se, Yagami pegou-a de suas mãos e bebeu um gole. Kyo olhou-o com raiva tomando para si novamente a latinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;É sempre tão educado assim cara?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Só com você Kusanagi. – puxou uma cadeira sentando-se de frente a Kyo. — O que veio fazer aqui?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Beber. – mostrou a latinha para o ruivo para reforçar o que dizia e bebeu um gole da cerveja. — Mas até pra isso eu tenho o desprazer de te encontrar Yagami...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – riu, largando-se na cadeira. — Tem certeza disso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – bebeu novamente para em seguida responder, colocando a latinha sobre a mesa. — De que é desagradável encontrá-lo? Tenho sim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não. Tem certeza que de não veio me procurar Kyo? – olhou-o de um jeito malicioso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – riu debochado. — Ah, que viagem cara! Eu? Perder o meu tempo te procurando pra brigar de novo, sendo que já sei o resultado da luta? Não costumo desafiar quem não tem a mínima chance. – sorriu de um modo irritante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não estou falando de luta. – apoiou os braços na mesa, inclinando-se um pouco mais na direção de Kyo. — ...Não dessa vez...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquele instante Kyo parou de sorrir o encarando. Olhava nos olhos de Iori e não sentia o mesmo ódio que sempre sentia quando se encontravam. Dessa vez, os olhos do ruivo passavam malícia, ainda mais do que das duas últimas vezes que se encontraram. Desnorteado com a situação e confuso demais, Kusanagi desviou o olhar e balançou a cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Então eu não sei do que está falando cara. – fez-se de desentendido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Sabe sim... – levou uma de suas mãos por baixo da mesa e, discretamente, acariciou a coxa de Kusanagi. Com um sorriso sexy nos lábios, o ruivo voltou a falar, bem baixinho. — Assim como eu sei que a curiosidade te trouxe até mim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Curiosidade é o caralho! – falou mais alto, chamando a atenção de algumas pessoas em volta. Empurrou a mão do ruivo da coxa dele, que ria com a reação de Kyo, divertindo-se. — Quer parar de rir?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Quer apostar comigo que está curioso Kyo? – ainda ria baixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Eu quero que você suma da minha frente!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Não dou quinze minutos pra você me seguir...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda rindo, Yagami levantou-se da cadeira e deu as costas para Kyo, sendo seguido pelos olhares furiosos do lutador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Seu bêbado filho da puta! – xingou o ruivo sem receber uma resposta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo o acompanhou com o olhar até ver Iori entrar por uma porta que dava acesso as escadas que levavam ao segundo andar do bar... Onde provavelmente haveria alguns quartos, já que os clientes adoravam uma sacanagem. Furioso, Kyo bebia e xingava sozinho, mas vez ou outra olhava naquela direção tomada pelo ruivo há pouco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma coisa que dizem sempre e é de fato correto: a verdade dói e incomoda. Era óbvio que Kyo sentia uma parte de si querendo procurar por Iori, aquela sensação do beijo e das carícias do ruivo tinha sido boa, por mais que ele tentasse negar para si próprio, porém, o orgulho e o medo de arriscar algo novo e proibido ainda tinha poder sobre Kyo. Além do mais, Kusanagi não tinha certeza do que Iori queria dele. Para um homem orgulhoso, a idéia de ser passivo ainda estava distante demais para passar pela sua cabeça. A outra parte de si sentia extrema raiva em ser desafiada daquela maneira. Ia ficar fugindo de Iori? Ia deixar o ruivo ficar de gracinha com a cara dele e ficar brincando nesse joguinho? Não podia permitir isso! Não sabia ao certo o que estava fazendo, ou que lado de si estava obedecendo, mas o que fez foi amassar aquela latinha com força e levantar-se da cadeira. Sério, Kusanagi afastou-se tomando o caminho exato que o ruivo tinha pego... Exatamente como Iori previu. Havia se passado apenas dez minutos desde que tinha saído dali e Kyo estava realmente indo atrás dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passou pela porta e subiu uma escada completamente coberta com um tapete que abafava o som de suas passadas. Kyo passava por ali apressado, com ânsia de encontrar novamente Iori e quebrar a cara dele por tudo que estava passando ultimamente. Naquele momento atribuía até a Iori a culpa do fracasso de seu namoro, já que de certa forma o ruivo vinha tirando sua concentração desde o beijo que tinha lhe roubado, há sete meses atrás. Com as mãos nos bolsos, caminhou pelo corredor olhando para os lados. Havia várias portas ali, mas a única aberta era a do fim do corredor. Não sabia em qual daqueles quartos o ruivo poderia estar, logo, resolveu começar pelo que estava com a porta aberta. Adentrou o quarto olhando sério para cada canto sem encontrar o ruivo. Entrou mais um pouco o chamando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Iori?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao virar-se para sair do quarto a porta fechou-se. Yagami estava parado à espera de Kyo. Sorriu sexy aproximando-se de seu rival que ainda insistia em deixar o seu semblante fechado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Doze minutos. Dentro da minha expectativa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Chega de joguinho Yagami! Eu vim aqui acertar contas com você!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo apertou o punho fechando-o para acertar o corpo de Iori, porém foi completamente desarmado no momento em que o ruivo chegou mais perto, com o rosto bem próximo do rosto de Kyo, e seus lábios em uma proximidade igual. Paralisou e apenas sentiu um leve arrepio com a voz sexy do ruivo tão pertinho de si.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Shh... Não fale nada Kyo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yagami encostou os lábios nos lábios macios de Kyo roubando-lhe novamente um beijo. Kusanagi permanecia imóvel, porém dessa vez não o impediu, não o empurrou ou o xingou. Apenas não fez nada, observando a malícia e o desejo que o ruivo tinha pelo seu corpo. Iori lambia os lábios de Kyo, mordendo-o de leve. Acariciava o corpo de Kyo na altura da cintura, trazendo-o para mais perto de si, até ambos os corpos encostarem-se. Kyo respirou fundo e virou o rosto fugindo daqueles beijos tão gostosos e tentadores que insistia em não corresponder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Pare com isso cara... – falou baixinho, sendo aos poucos traído pelo próprio corpo que começava a dar sinais de excitação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hummm...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori não o respondeu. Deslizou seus lábios úmidos pelo rosto de Kyo até o pescoço, beijando-lhe e desejando aquele pescoço como um vampiro com sede de sangue. Era diferente, gostoso e excitante o jeito como Yagami o beijava e tocava. Kyo fechou os olhos e sentiu o ruivo lhe tirar a jaqueta que usava, deixando-a cair no chão. O que poderia fazer a não ser admitir para si mesmo que realmente aquilo o interessava?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos beijos e carícias de Iori em seu corpo, Kyo foi lentamente conduzido até a cama onde se sentou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Yagami... – abriu seus olhos o encarando desconfiado. — ...Aonde quer chegar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Confie em mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori sorriu malicioso e ajoelhou-se de frente a Kyo que observava cada movimento que o ruivo fazia ao mesmo tempo atento e excitado. Seguia com o olhar as mãos do ruivo em seu corpo, em suas coxas fortes acariciando-as, apertando e subindo o toque ousado daquelas mãos até próximo de seu sexo. De certa forma, naquele instante acontecia o que Kyo vinha temendo todos esses longos meses... Temendo e negando para si mesmo que poderia vir a acontecer; enganando a si mesmo ao tentar esconder os próprios desejos e taras... Kyo já não podia mais continuar resistindo. Estava gostando de ser tocado por Iori!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ruivo levou ambas as mãos a calça de seu rival. Acariciou-o e abriu o zíper lentamente deixando um sorrisinho safado tomar conta de seu rosto. Há meses que Yagami esperava por esse momento. O momento certo para agir e mostrar a Kusanagi o quanto o desejava. Kyo, ainda desconfiado o observava calado até sentir o toque das mãos de Iori por dentro da calça, acariciando-lhe o pênis por cima da cueca, o que inevitavelmente causou-lhe uma sensação agradável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Aahh... Era isso que queria? ...O meu pau?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Novamente Kusanagi ficou sem resposta. Yagami não estava a fim de conversa naquele momento, não queria dar explicações de nada! Puxou a cueca de Kyo para baixo, mas apenas o suficiente para deixar aquele membro gostoso que ele tinha para fora. Estava semi-ereto e mesmo naquele inicio de ereção o ruivo já podia ver como era interessante e delicioso. Iori sorriu e o segurou entre os dedos, começando lentamente uma masturbação gostosa em Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hum... Interessante...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaah... – era impossível não gemer com o pênis sendo estimulado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aquele gemido era prazeroso para o ruivo como nunca tinha sido qualquer outro gemido de homem ou mulher que havia passado por sua cama. Kusanagi era especial... Apertou um pouco o pênis de Kyo entre seus dedos e aproximou seu rosto daquele membro que endurecia vagarosamente. Contemplava o sexo de Kyo, aproveitava aquele momento raro que tinha para acariciá-lo como nunca Kyo havia imaginado. Sem mais esperar, Yagami lambeu o pênis de Kusanagi, fazendo um caminho dos testículos até a glande, deixando-o úmido com saliva. Naquele exato momento o pênis de Kyo tornou-se completamente ereto. A sensação nova e proibida de ser tocado por um homem o excitava e não podia mais conter. Kyo gemeu novamente, fechando os olhos para sentir-se menos culpado por ser um homem que lhe lambia o pênis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaahh... Aaahh...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Humm... Nunca foi chupado por um homem antes Kusanagi? – lambia vagarosamente deliciando-se enquanto o olhava bem safado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Eu não sou um viado cara... – disse baixo sem abrir os olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yagami riu, porém não respondeu nada. Lambeu novamente da mesma forma, fazendo um rastro de saliva no pênis de Kyo. Olhava pervertido para Kusanagi, vendo que era impossível ele continuar contendo o prazer que sentia. Yagami o provocava, esfregando aquele membro duro em seus lábios e rosto em uma tortura deliciosa para Kyo. Com isso, involuntariamente Kyo começou a mover seu quadril para cima, na direção do rosto do ruivo fazendo com que o pênis roçasse ainda mais pelo rosto e lábios dele. Não podia controlar a excitação que tomava conta de seu corpo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaahh... Chupa... Anda logo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obedecendo de imediato e até mesmo sem que Kyo esperasse, o ruivo abriu a boca deixando com que o pênis de Kyo entrasse no momento em que ele movia o quadril para cima. Yagami pressionou seus lábios em torno do membro duro de Kyo e permitiu que este entrasse bem fundo em sua boca. O prazer era tanto que Kusanagi gemeu alto naquele instante. Era inexplicável, mas Iori fazia ele sentir mais prazer no sexo oral do que a namorada ou qualquer outra mulher que já tivesse feito em Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaaaaaahh!! ...Aaaaaahh... Isso... Humm... Chupa mais... Aaaaahh...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao que parecia, Iori tinha certa prática no que fazia. Dava prazer a Kyo com facilidade ao lhe chupar o pênis com vontade. Sua língua acariciava o membro que tinha dentro da boca toda vez que se movia ao encontro do quadril de Kyo, permitindo que o pênis do lutador entrasse novamente em sua boca. Seguidas vezes Kyo sentiu o prazer imenso que os lábios de Yagami em torno de seu membro lhe proporcionava. Era enlouquecedor!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaahhh... Continua cara... Aaaah...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kusanagi em momento algum abria os olhos. Não havia acostumado-se com a idéia de fazer algo “errado”, em estar naquele momento na companhia de um homem... Pior, na companhia de seu maior inimigo, seu rival Iori Yagami. Deitou-se na cama de barriga para cima, rendendo-se de vez e deixando que o ruivo lhe desse prazer, como Iori sabia muito bem. O ruivo vez ou outra observava seu rival, admirando a expressão de prazer que ele demonstrava naquele belo rosto. Kusanagi era lindo, e ficava ainda mais belo com o êxtase sentido em cometer algo tão pervertido... Ao menos segundo a concepção de Kusanagi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori sorria com os olhos, porém Kyo não podia ver. Era gratificante para o ruivo não só estar com um homem tão lindo e gostoso, mas principalmente ter a sensação de que seu rival não conseguia mais resistir a ele; e, a partir daí, poderia conseguir o que bem quisesse. Tudo seria uma paciente questão de tempo. Fechou seus olhos e seus cabelos ruivos cobriram-lhe a face ao abaixar de leve a cabeça, permitindo que o pênis de Kyo o tocasse a garganta. De imediato sentiu a mão de Kyo afagando-lhe os cabelos e puxando lentamente sua cabeça ao encontro do membro, em uma súplica para que Yagami não interrompesse de modo algum aquela maravilhosa sensação de prazer que aumentava a cada instante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaah Iori!!! ...Aaaaaaahhh... Chupa mais forte, cara! ...Aaaaaaahhh... – gemeu alto. Kusanagi já não tinha controle sobre seu corpo, muito menos sobre sua excitação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hummm... – sugou-lhe com mais ímpeto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaahh!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo já não agüentava mais. O prazer tomava conta de todo seu corpo e uma vontade imensa de gozar veio naquele instante. Deixando que o instinto o dominasse, Kusanagi passou a mover seu quadril, conforme Iori o chupava, penetrando-o. Cada vez que Yagami sugava o pênis de Kyo, sentia Kusanagi empurrar o quadril e enfiar mais o pênis em sua boca, em sincronia, até que sensação fosse agradável e prazerosa de tal forma que Kyo começasse a ejacular. E assim o fez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaaaaaahh!!! Aaaaaah... Aaaaahhh rui... vo... Aaaaaahh!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os gemidos eram altos e intensos, assim como os jatos de esperma que saíam de seu pênis. Yagami olhava malicioso e safado pra o rosto de seu rival, ao mesmo tempo em que continuava aquela perversão, engolindo o sêmen que caía em sua boca. Kyo gozava muito, talvez como nunca tinha acontecido antes, e, dessa forma, preenchia completamente a boca do ruivo com seu sêmen. Pelo canto da boca de Iori, escorria o sêmen de Kyo, deixando o ruivo com uma expressão de satisfação e olhar ainda mais malicioso. Era o gosto de Kusanagi que estava sentindo, e era delicioso...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Semelhante ao gosto da vitória; da conquista...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aahh... Tem um gosto delicioso Kusanagi... Humm... – disse ao terminar de chupá-lo, deixando o pênis de Kyo limpo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Você... É louco... Aaahh...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kusanagi sorriu, expressando satisfação, porém ainda sem cair em si. Estava ofegante, recuperando-se do gozo intenso que o ruivo lhe proporcionara. Seus braços estavam para cima de sua cabeça, de modo que parecia que estava rendendo-se, como um fugitivo da lei preso sem escapatória, apenas conformado com sua sorte. Yagami sorriu sexy admirando-o e puxou o lençol da cama passando pelo rosto, limpando-o a fim de livrar-se do sêmen. Levantou-se do chão onde estivera ajoelhado e ajeitou a roupa em seu corpo, dando as costas a Kusanagi sem comentar nada e sem mais explicações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O silêncio pairou no ar por alguns minutos e incomodou Kyo que abriu lentamente seus olhos sonolentos e fitou o ruivo. Sentou-se na cama e à medida que a sensação de prazer passava, Kusanagi caía em si. E agora, o que faria? Sempre esteve confuso com relação aos desejos e vontades que sentia; depois do que acabara de acontecer, chegava a umas conclusões óbvias, entretanto o fato de ser Iori Yagami com ele deixava-o na dúvida de como proceder, e o que esperar. Suspirou e puxou a calça para vestir-se novamente. E como necessidade urgente, quebrou o silêncio que se fez por longos minutos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Então Yagami... O que devo pensar sobre você?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levantou da cama e abaixou-se no chão para pegar a jaqueta que estava caída. Yagami seguiu cada movimento de Kyo, e encostou-se em um móvel daquele quarto, próximo a porta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Pense o que você bem entender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ei, não é assim cara! – bateu um pouco na jaqueta tirando a poeira e a vestiu. Aproximou-se de Yagami parando de frente para o ruivo e voltou a falar. — Eu não sei até onde quer chegar com isso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Preciso mesmo dizer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Kyo o encarou por alguns instantes para só então voltar a falar. — É tudo estranho demais pra mim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Dei tempo suficiente para que pensasse não? – sorriu maldoso e levou a mão ao rosto de Kyo acariciando-o. Iori ao mesmo tempo em que parecia carinhoso, demonstrava algo que Kyo não sabia explicar o que era; deixando-o confuso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Suficiente? ...Sei lá cara, talvez não. – virou o rosto, esquivando-se da carícia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Você pensa demais Kusanagi. – pôs as mãos nos bolsos da calça. — É um idiota...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;O que?! – no mesmo instante Kyo voltou a olha-lo. Pegou-o pela blusa na altura do peito encarando-o com raiva. — Olha como fala comigo ruivo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Quantas noites passou pensando em mim depois daquele beijo, Kusanagi? Eu sei o quanto o deixei confuso e com medo de estar “se tornando” um gay. – deu um sorrisinho maldoso e permanecia impassível diante da raiva de Kyo. — Pra que ficar se enganando? Admita, você é igual a mim. Você me deseja tanto quanto eu o desejo... – olhou-o de cima a baixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Kyo não teve o que dizer. Virou o rosto e soltou o ruivo. — Você me perturba cara, isso sim!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Isso é bom. Mas não fique perdendo seu tempo com culpa. Você é atraente e gostoso, normal que eu quisesse experimentar, nada mais que isso... – sorriu sexy e aproximou os lábios com o ouvido de Kyo, falando baixinho. — E não vou sossegar enquanto não tiver o que eu quero Kusanagi... – lambeu-lhe a orelha e afastou-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kusanagi sentiu um arrepio percorrer seu corpo, ao mesmo tempo que sentia certa raiva por ouvir aquelas palavras. Admitia para si mesmo que Iori parecia interessante, entretanto o jeito como Yagami falava levava a crer que tudo o que ele queria era divertir-se com ele; usá-lo como um passatempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;E ainda é cara de pau de falar suas intenções! – olhou-o sério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ruivo já estava com a mão na maçaneta da porta para abri-la quando ouviu aquelas palavras. Novamente olhou para Kyo, notando o tom com que ele falava. Não conteve uma risada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Vai me dizer que queria outra coisa? Como o meu amor, por exemplo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não seja ridículo... – balançou a cabeça. Cruzou os braços e olhou para o ruivo de cima a baixo avaliando-o. Deixou que um sorriso malicioso aparecesse em seu rosto e continuou. — Nada mal... Mas é mais fácil eu usá-lo como bem entender Yagami, assim como acabei de fazer. O viado aqui é você... – riu debochado. — Chupa como uma mulherzinha, deve dar igual também... Eu quero ver isso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não se precipite Kusanagi! Não tenho culpa se a sua namoradinha não tem competência para te satisfazer na cama, apesar da cara de vadia que tem. Mas uma coisa é certa: eu não vou dar pra você. Mas vou aproveitar bem o seu corpo antes de matá-lo! – abriu a porta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Veremos Yagami... – o olhou debochado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem responder, o ruivo saiu do quarto. Nem olhou mais para trás, pelo contrário, fechou a porta com certa força e deixou Kusanagi sozinho para em seguida tomar o caminho de volta ao salão do bar. Kusanagi esfregou o rosto e jogou-se na cama. Deitado de barriga pra cima, olhava o teto pensativo sobre aquela loucura que tinha permitido. Uma loucura deliciosa, não podia negar... Respirou bem fundo e fechou seus olhos, deixando com que o sono e a preguiça lentamente tomassem conta de seu corpo. Em pouco tempo Yagami voltou à sua condição de antes, tranqüilo como se nada tivesse acontecido. Ao contrário de Kyo, o ruivo não ficava pensando muito sobre o que fazia, analisando o certo e o errado. Era frio mesmo, agia com naturalidade e ninguém poderia imaginar que há tão pouco tempo ele estivera com seu rival que desejava matar mais que tudo na vida, em um momento tão íntimo, o mais íntimo até então. Desceu as escadas para finalmente lá no salão encontrar o baterista da banda que o procurava já há um tempo. Nitidamente o rapaz ficou sem jeito ao perceber a direção de onde o ruivo tinha vindo. Era óbvio que Yagami havia transado, só não sabia dizer com quem: se era com uma mulher ou com um homem. Os poucos que conheciam Iori e o viam pelos bares nas madrugadas por aí sabiam que o ruivo era bissexual e isso incomodava uns e outros, entretanto como tinham medo de Iori, absolutamente nada era comentado nem com ele, nem entre as outras pessoas. Por isso mesmo Kyo realmente tinha ficado surpreso no dia do beijo roubado naquele Death Metal bar. Preconceitos à parte, os caras não podiam reclamar com relação à discrição. Iori não negava suas preferências sexuais, mas também não saía por aí espalhando para quem quisesse ouvir que ele gostava mulheres e homens. Os que sabiam era porque tinham visto Yagami acariciar ou beijar um ou outro homem em bares e ocasiões apropriadas, e nunca pelo ruivo ter chegado e falado “gosto de homens”. Não era do feitio do ruivo deixar que soubessem de sua vida, além do mais, o que ganharia com isso? Ninguém tinha nada a ver com o que ele fazia ou deixava de fazer!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O movimento no bar parecia ter diminuído, afinal, era dia útil e muitos tinham que descansar para trabalhar no dia seguinte. Iori encostou-se ao balcão pedindo uma dose de whisky ao barman enquanto seguia o baterista com o olhar, vendo-o aproximar-se devagar e receoso. O rapaz era jovem, aparentemente de uns vinte e dois anos. Seus cabelos eram de um preto intenso que reluzia, compridos, mais ou menos a um palmo abaixo do ombro e lisos, porém desleixados. Como grande parte dos integrantes de bandas de Heavy Metal, prezava a palidez da pele contrastando com o preto de seus belos cabelos e de sua roupa. Seus olhos eram de um negro profundo e em seu rosto, a barba por fazer dava um leve toque de maturidade. Por estar usando uma blusa levemente justa, podia perceber que o rapaz tinha o corpo definido, apesar de não ser forte. Em resumo: era um rapaz belo, atraente e que chamava a atenção de muitas mulheres... E de Iori.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Cara, eu precisava falar com você... – o rapaz encostou-se ao lado do ruivo no balcão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Fale então. – olhou de lado para o baterista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aí a bebida que pediu. – disse o barman, colocando sobre o balcão o whisky com gelo que Yagami havia pedido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Traga mais uma... – o ruivo pegou o copo bebendo um gole enquanto o barman afastava-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Valeu cara... – agradeceu o rapaz, ainda sem jeito por estar na companhia de um bissexual. Virou-se de costas para o balcão, apoiando os braços ali enquanto olhava o movimento. — Eu estou precisando da sua ajuda ruivo, no ensaio hoje deu pra ver que estou errando bastante... Tipo, até você chegar e dar umas broncas eu não sabia que estava fazendo errado, pra mim estava tudo na boa... Tranqüilo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Novatos... – balançou a cabeça. Bebeu mais um gole e voltou a falar sem olhar para o rapaz. — Mas o que está pensando? Que vou ficar fazendo caridade? – olhou-o de lado com certo desprezo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não, mas porra... Podia me dar umas dicas, o que te custa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Custa tempo e muita paciência, coisas que não estou a fim de gastar. – o ruivo não fazia nem questão de olhar mais para o rapaz, só bebia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – por um tempo o baterista olhou-o, meio sério, porém, já imaginava que aquela seria a resposta que ouviria. Já tinha sido ótimo os rapazes conseguirem a ajuda de Iori no ensaio, realmente já era coisa demais achar que Yagami continuaria os ajudando. Suspirou. — Então sem chances mesmo de me ajudar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Sem chance. – apontou para a bebida que o barman tinha acabado de trazer. — Beba aí...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – virou-se de frente para o balcão e pegou aquele copo bebendo um gole. — ...Soube que você tinha uma banda cara... O que aconteceu? – olhou novamente para o ruivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Tenho coisas mais importantes e urgentes para me dedicar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mas pretende voltar com a banda algum dia?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não sei ainda...- bebeu um pequeno gole do whisky e olhou de lado para o rapaz. — Quem sabe ainda não o chamo para ser meu baterista? – sorriu de um modo levemente malicioso, mesmo assim o rapaz notou, mas não comentou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Pode ser cara, mas pra isso seria bom que me desse umas dicas não? – insistiu na ajuda do ruivo, voltando a beber em seguida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Nesse caso sim, mas como nada ainda é certo, as coisas ficam como estão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yagami lançou mais um olhar malicioso para o rapaz, porém de modo discreto. Ambos beberam e conversaram por longos minutos, sempre com o rapaz puxando assunto. O ruivo não era muito de falar, mais respondia as perguntas do que outra coisa... Era como se os pensamentos estivessem longe, e concentrava-se muito mais na bebida e no corpo do rapaz do que na conversa em si. Serviu-se com mais uma dose de whisky sem mais olhar para o rapaz, com a cabeça levemente baixa. Porém notou que tinha algo estranho no ar. O rapaz havia parado de falar, logo imaginava que Kusanagi finalmente havia deixado aquele quarto. Levantou devagar seu olhar até seus olhos encontrarem seu rival, aproximando-se. Sorriu maldoso. Kyo parecia tranqüilo, caminhando por ali como se nada tivesse acontecido entre os dois, o que de certa forma causou uma estranheza no rapaz que acompanhava Iori.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Esse cara é seu inimigo não? – comentou baixo. — Kyo Kusanagi...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Meu inimigo íntimo. – virou toda a bebida de uma vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O rapaz encarou Yagami surpreso com a resposta tão curta e tão direta. Acompanhou Kyo com o olhar vendo-o passar bem próximo do ruivo sem nem ao menos provocá-lo ou o próprio ruivo fazê-lo, já que isso era o que se esperava de dois inimigos mortais como Yagami e Kusanagi. Entretanto, não podia negar que de fato era suspeito ambos terem conversado com muita liberdade e subido para o segundo andar quase juntos. Estava na cara que Yagami tinha transado quando o rapaz o viu novamente no salão, mesmo sem nem ter visto uma mulher sequer acompanhar o ruivo. Logo, tinha-se uma conclusão do que havia acontecido. Difícil de acreditar a princípio, mas estava claro: Iori e Kyo tinham algo a mais entre si do que rivalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de deixar aquele bar, Kyo pediu mais uma cerveja ao barman e pagou sua conta. Olhou de lado para Yagami mais uma vez antes de ir embora e afastou-se. Abriu a latinha e bebeu em largos goles enquanto caminhava até o lado de fora para pegar a moto que havia deixado no estacionamento do bar e, no caminho, Kusanagi relembrava a loucura que tinha sido ser chupado por um homem... Mais precisamente por Iori Yagami. Foram sete meses de incertezas, dúvidas e preconceitos desde o beijo que o ruivo lhe roubou até aquela noite para que Kusanagi finalmente chegasse à uma conclusão que tanto temia: sentia-se atraído sexualmente por seu rival.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diferente dos meses infernais que antecederam um encontro mais íntimo entre Kusanagi e Yagami, as coisas agora pareciam ter acalmado para Kyo. A verdade era que, de certo modo Kyo estava cansado de tanto pensar e supor o que Iori queria com ele e porquê. Bastavam seus próprios problemas com a namorada, não tinha porque se torturar de culpa por ter deixado um homem aproximar-se dele. O que ia fazer? Ficar se condenando pro resto da vida? Não. Ninguém tinha como saber o que havia se passado. Além do mais, nada de tão grave tinha acontecido; naquela época estava afastado de Yuki, assim como Iori havia estado com ele naquele quarto fazendo sexo oral, poderia ser uma mulher qualquer, e daí? Ninguém tinha nada com isso. E pensando dessa forma Kyo seguiu sua vida, com sua namorada, ou melhor dizendo, tentando reconciliar-se com Yuki. A moça estava longe de imaginar o que se passava com Kyo. Talvez por não parar para compreendê-lo. Estava tão preocupada e concentrada em seu emprego e seus problemas pessoais que não conseguia enxergar uma mínima mudança sequer que houvesse no comportamento de Kusanagi. Também pudera, não era algo fácil tendo em vista que Kyo em momento algum deixava transparecer as dúvidas e incertezas que sentia. Na verdade Kyo Kusanagi, para quem via de fora, continuava sendo o mesmo homem decidido e seguro de si que sempre foi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca teve tantas idas e vindas em tão pouco tempo o relacionamento do casal. O desgaste era nítido, mas também era nítido o esforço que ambos faziam para mantê-lo vivo. Como a poeira havia baixado para Kyo, era mais fácil e tranqüilo procurar Yuki, para então seguir sua vida. Dessa vez, o sumiço de Yagami nos últimos meses não o incomodara mais, não sentia dentro de si uma questão remoendo-lhe o cérebro como antes... Finalmente uma trégua, uma aparente paz o envolvia, deixando-o livre para tomar o seu caminho, voltar à sua vidinha pacata como vinha sendo nesses últimos anos, interrompido apenas pelos últimos acontecimentos. A certeza era que o abandono do torneio KOF tinha sido o fim para Kyo. O torneio não era o mesmo sem Kusanagi, e Kyo não era mais o mesmo sem o título de “King of Fighters” que por inúmeras vezes pertenceu-lhe. Muitos jamais imaginariam que um dia um lutador com tanto prestígio pudesse viver normalmente. A vida mansa não parecia combinar com lutadores como Kyo. Estar sempre nos bares e boates pela noite não era suficiente para modificar isso; não era a mesma coisa, não tinha mais o mesmo contato com outros lutadores como antes. Talvez, o que Kyo precisasse era de mais emoção, adrenalina, confusão. Vez ou outra lembrava saudoso das lutas que travou com Yagami. Nunca quis matá-lo, porém não podia negar para si mesmo que era muito interessante o sangue ferver em suas veias diante de seu maior inimigo e partir para a porrada. O ruivo não era um adversário qualquer, o sangue de Kyo chamava o sangue de Iori, os clãs sentiam necessidade de lutarem entre si e medir forças! Contudo essa sensação, essa necessidade de estar perto de Yagami tomou uma conotação diferente para Kyo. E seu corpo comprovava isso com um considerável volume entre as pernas a cada vez que entre suas lembranças vinha a imagem do ruivo com seus lábios gostosos envolvendo-lhe o pênis...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segunda quinzena de julho do ano de 2003. Naquele belo dia Yuki Kushinada estava de folga, uma depois de muitos dias de trabalho duro e exaustivo na empresa onde trabalhava. A “jovem executiva”, como gostava de dar a entender, tinha decidido passar todo o tempo na companhia do namorado desempregado. A situação continuava a mesma: Kyo não tinha o mínimo interesse em conseguir um emprego, e isso estava cansando Yuki, todavia a moça parecia ter desistido completamente de convencer o namorado a tomar uma atitude mais responsável. Talvez por isso mesmo a relação e a convivência entre os dois tinham melhorado muito, trazendo satisfação e tranqüilidade a Kusanagi. Embora parecesse estranha a súbita mudança na moça, Kyo não estava nem um pouco interessado em preocupar-se com isso, em tentar entender... Tudo o que queria era aproveitar cada instante que tinha daquela paz!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pela tarde, Kyo foi buscar a moça na casa onde morava com os pais. Yuki organizava o quarto e demorou a aparecer na sala, logo Kyo viu-se em uma situação meio chata, ao menos para ele: conversar por longos minutos com os “sogros”. O lutador não tinha muita paciência para aquilo, era extremamente entediante e aborrecia-se facilmente... Por vezes pensou que as horas não passavam mais e o tempo havia estagnado. Foi quando para sua salvação a namorada aproximou-se o puxando pela mão saírem juntos. Foi um alívio para Kusanagi! Pior do que uma namorada pegando no pé é uma sogra querendo saber de tudo e cobrando que ele tomasse jeito na vida, arrumando um bom emprego. Muito irritante para o lutador ouvir por diversas vezes os comentários e as histórias da velha falando sobre um ou outro homem interessado na sua bela filha, dizendo a Kyo através de indiretas, e muitas vezes diretas, que ela não estava nem um pouco satisfeita na filha estar presa a ele enquanto poderia estar muito melhor de vida ao lado de um homem importante e de posse. Falava de mil e um empregos e oportunidades para o “genro”, como se Kyo não estivesse empregado porque não queria mesmo. De certo modo tinha um fundo e verdade; Kyo algumas vezes recusava emprego, mas sempre quando era chamado para exercer alguma atividade que ele não suportava. Isso não podia aceitar! Como uma típica sogra intrometida, porém com a intenção de ajudar, a mãe de Yuki chegou a entregar a Kyo um papel que tinha vários endereços de agências de emprego em que ele poderia deixar currículo, mas todas elas contratavam para grandes companhias, como a MKN onde Yuki trabalhava. Em outras palavras, teria de trabalhar em um escritório, em meio a toda aquela gente fresca de nariz empinado e vestido de terno e gravata. Nunca Kyo tinha se controlado tanto para não ser indelicado com a mãe de sua namorada. Para isso, permaneceu o tempo todo completamente sério e calado... Embora no fundo sua vontade era de mandar a mulher pegar aquele papel e enfiar no cu!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais controlado por estar na companhia de Yuki, Kusanagi caminhou finalmente em direção à varanda da casa. Sentiu um imenso alívio quando a moça fechou a porta atrás dele, livrando-se da velha ao menos aquela noite, o que já era uma maravilha! Esfregou lentamente seu rosto tenso e sério o que fez com que a namorada o procurasse e abraçasse. Beijou-lhe o queixo e sorriu discretamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Vamos Kyo, antes que acabe explodindo aqui...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Porra... Eu juro que mais um pouco e eu não ia me segurar!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mas se segurou e vai continuar se segurando toda vez que vier aqui. Você sabe que minha mãe tem toda razão em ficar preocupada com meu futuro... Não acho certo ela interferir no nosso namoro, mas o que ela fala tem... – Kyo interrompeu-a, irritado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Chega com esse papo Yuki! Vamos antes que eu desista de ficar com você!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Vai desistir de passar o dia comigo é? – disse brava, dando um tapa no braço do lutador. — É assim que sente minha falta seu ingrato?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Puta que pariu... – afastou-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passou pelo portão e olhou em direção onde estava sua moto estacionada para poder sair dali de uma vez com Yuki. Nem ao menos olhou para trás, o estresse e aquela conversa com a “sogra” havia tirado-lhe todo o bom humor e paciência com que tinha acordado. Vendo isso, Yuki balançava a cabeça reprovando. Sua folga mal tinha começado e já teria que perder tempo acalmando o namorado. Para isso, resolveu não tocar mais naquele assunto. Não tinha porque deixá-lo ainda mais irritado. Aproximou-se de Kyo e subiu na moto logo após Kyo fazê-lo, abraçando o rapaz na altura da cintura. Kusanagi olhou para trás e ajeitou a jaqueta que usava. Ainda sério voltou a falar com a moça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;E aí, para onde vamos? Hoje você manda... Mas não acostume mal ouviu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Eu sempre mando Kyo, não se iluda!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – calou-se, odiando o comentário. — Escolhe logo e para de graça!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ih, dá para ser mais gentil ao menos hoje, seu grosso?! – suspirou. — Me leve ao shopping, preciso comprar algumas coisas... Depois vamos para a sua casa e saímos à noite, ok? – beijou o rosto do lutador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Certo... – consentiu Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A seriedade ainda tomava conta de si. Kusanagi não puxou mais assunto algum, nem ao menos respondia ou comentava o que Yuki dizia como ela gostaria. A moça até que tentava quebrar o clima ruim, entretanto de nada adiantava. Péssima idéia aquela de esperar a namorada na sala, na companhia dos pais da moça.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O rapaz partiu com a moto em alta velocidade como sempre fazia, obrigando Yuki a segurar-se como podia para não cair no chão. A imprudência de Kyo era proporcional ao seu mau humor, o que preocupava muito a moça. Yuki aproximou-se mais de Kyo. Agarrou-o mais e falou ao seu ouvido, em um tom alto para que ele pudesse escutar, já que o barulho do motor atrapalhava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mais devagar Kyo! Não precisa correr tanto!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Estou indo devagar! – disse bem sério e nada mais respondeu o caminho todo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não adiantava a moça insistir, logo, o melhor era não se incomodar com a velocidade que Kyo tomava na estrada. Seria muito mais proveitoso não se preocupar com coisa alguma naquele dia de folga depois de tanto tempo de trabalho, desgastando-a mentalmente. Também, era tão pouco tempo que tinha para ficar com Kyo, o ideal era que nesse tempo todo ambos apenas curtissem e se divertissem... Yuki pensava assim agora, estava farta de tanta briga, e isso a motivou a deixar muita coisa quieta, a não dar tanta importância a tudo como antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não demorou a que finalmente chegassem ao shopping, como Yuki queria. Lá a moça pôde fazer suas compras, passar por lojas e mais lojas deixando o lutador completamente impaciente. Para Yuki era tranqüilo e a coisa mais natural do mundo passar várias horas passeando pelo shopping, porém para Kyo aquilo era um tormento. Não via a hora de sair daquele lugar! O lutador não via necessidade alguma de entrar em tantas lojas e experimentar tantas roupas como Yuki fazia. Já tinha perdido a conta de quantas peças de roupa a moça havia separado para experimentar, embora não tivesse levado nada a além de uma saia. Kusanagi mais ficava do lado de fora das lojas do que outra coisa. Normalmente, encostava-se do lado de fora de braços cruzados e uma cara não muito boa esperando por Yuki e observando o movimento de mauricinhos e patricinhas por ali. Como era de se esperar, encontrou um ou outro conhecido e era obrigado a tratar bem, mesmo não estando com a mínima paciência para isso. Nessas horas Kyo se arrependia de ter uma namorada, afinal, se não fosse por ela, não estaria naquele lugar, não estaria nem irritado!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sofrimento de Kusanagi, ambos ainda passaram um bom tempo naquele shopping. Na verdade já eram 19:46h quando Yuki terminou de visitar todas as lojas como queria. Contrariada, a moça saiu carregando em uma bolsa apenas aquela saia que havia comprado em uma das primeiras lojas que tinha visto. Natural que Kyo estivesse se segurando para não começar a xingar a moça de tudo que é nome no meio da rua. E só não o fazia por muita consideração a ela. Caminhou irritado pelo estacionamento em direção a moto sendo seguido por Yuki que, para não brigar, tinha ficado calada apesar de estar bem séria. Tomaram o caminho do apartamento de Kyo, ainda mais apressado que antes, realmente preocupando muito Yuki dessa vez. A moça sentiu-se muito aliviada quando finalmente chegaram, mas nem tão cedo queria voltar a sair na garupa da moto de Kyo! Reclamou bastante enquanto subiam o elevador, porém Kyo não respondia. Se respondesse discutiriam muito e essa não era a intenção. Entraram no apartamento e a primeira coisa que Kyo fez foi começar a despir-se pela casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Yuki, por favor, chega! A única coisa que eu quero é desestressar!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tirou a camisa de qualquer jeito, deixando o peito nu à mostra. A roupa caiu no chão mesmo enquanto Kusanagi caminhava em direção ao banheiro que ficava no quarto. Yuki o seguiu, sem tirar os olhos do namorado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Está bem... Eu não quero mesmo brigar hoje...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Beleza. Já estou irritado demais para ficar ainda pior. Não queira me ver assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não, eu particularmente prefiro te ver de outro jeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moça sorriu maliciosamente observando o namorado abrindo a calça. Encostou-se no batente da porta do banheiro admirando cada músculo do corpo de Kyo, que abaixava aquela calça ficando somente de cueca. Kusanagi olhou de lado para Yuki notando a malícia da moça e sorriu sexy.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Heh, eu sei como você prefere me ver... – estendeu a mão para ela. — Vem cá vem... Vamos tomar um banho gostoso juntos e depois saímos pra curtir a noite!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hum, como poderia resistir a um convite como esse? – o abraçou, colando o corpo ao dele. — Com um namorado tão gostoso assim seria um pecado recusar!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Assim que gosto de ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kusanagi sorriu safado e acariciou o corpo da namorada ao abraça-la. Beijava o pescoço da moça que arrepiava com cada toque malicioso do lutador. Sentia suas roupas serem abertas lentamente e puxadas para baixo. Logo tomou os lábios de Kyo em um beijo lento enquanto era despida por ele. Levou as mãos até a cueca do namorado puxando-a para baixo, aproveitando-se para acariciar aquelas nádegas gostosas e bem durinha que ele tinha. Kyo excitava-se à medida que tirava cada peça da roupa de Yuki, deixando com que seus corpos tocassem um ao outro sem tecido algum para atrapalhar. Abraçaram-se nus, intensificando o beijo que trocavam, as carícias em seus corpos assim como suas línguas faziam entre si, esfregando uma na outra de modo excitante e sexy. Logo o lutador puxou a moça para dentro do box. Abriu o chuveiro permitindo que a água tocasse seus corpos e, ali debaixo acabaram fazendo sexo como a um tempo não faziam... Sentindo a água fria do chuveiro escorrer por seus corpos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E isso renovou o ânimo de Kyo, sem sombra de dúvida! Nada melhor do que transar com a própria namorada para sentir-se melhor, para aliviar o estresse e esquecer os pequenos problemas que o incomodavam demais. Tomaram banho e saíram do banheiro juntos. Yuki cuidava do namorado como nunca naquela noite. O que importava era fazê-lo se sentir melhor, aproveitar ao máximo já que infelizmente no dia seguinte voltaria à mesma rotina de antes. No quarto, ambos deitaram na cama e descansaram por algumas poucas horas, em um sono leve, já que a intenção era sair mais tarde. Yuki não se sentia tão cansada quanto Kyo, logo acordou bem antes, porém permaneceu abraçada a ele, fazendo-lhe carícias pelo peito forte e gostoso que ele tinha. Estava pensativa. Muitas coisas passavam em sua mente naquele momento, coisas que Kyo jamais poderia imaginar e que a deixava preocupada. Voltou a olhar para o lutador, admirando sua beleza e beijou seus lábios de leve, o que fez com que Kusanagi se mexesse. Para que não interrompesse o sono do namorado, a moça lentamente levantou-se da cama. Procurou as roupas pelo quarto e espantou-se ao ver que já era quase onze horas da noite. Se quisessem sair, seria bom que o fizessem logo. No dia seguinte ela precisaria acordar bem cedo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vestiu a calcinha, ajustando-a em seu corpo e em seguida tocou o braço do lutador de leve, acariciando-o para acordá-lo de um modo sutil e delicado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Kyo? Acorde...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Humm... – resmungou Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Vamos, está tarde... – inclinou-se e beijou os lábios do namorado preguiçoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda sonolento, Kyo abriu os olhos bem devagar até ver a namorada ao lado dele o acariciando. Bocejou e sentou-se na cama.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Que horas são? – esfregou o rosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;São 22:39 Kyo! Sabe que não posso demorar muito, tenho que acordar cedo amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mas já? – espantou-se um pouco com o horário, imediatamente olhando na direção do relógio em cima do criado-mudo. — Vamos então! Ainda quero sair antes de te deixar em casa... – levantou da cama para abandonar de vez o sono.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Sem demora Kyo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moça não disse mais nada, voltando a se arrumar para sair. Já havia passado das onze horas da noite quando ambos terminaram de se vestir e caminhavam pela calçada. Kyo estava meio sério, pois Yuki teimava em não ir com ele na moto de jeito algum, obrigando-os a tomar um táxi. O lutador não se conformava com tamanha frescura da namorada, mas antes que isso acabasse fazendo-o desistir de acompanhá-la, resolveu ficar na dele e aceitar... Já planejando alguma vingança, claro. O dia inteiro tinha sido uma verdadeira penitência para Kyo; só teve uma pequena trégua quando transaram no chuveiro. Kyo não era o homem mais paciente do mundo com as “frescuras” de uma mulher, entretanto ultimamente sua tolerância era ainda menor. Talvez, no fundo de sua mente, já começava a acreditar que a companhia de um homem era menos problemática...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pediu ao taxista para os levassem a um bar mais tranqüilo onde pudessem beber e conversar. Tinham escolhido um bar não muito longe da casa de Yuki, assim ficaria melhor para Kyo levá-la mais tarde. Entraram, pediram uma bebida e passaram longos minutos conversando e namorando. Na mesa, mais próxima à entrada do estabelecimento, cada um tinha um copo de cerveja, quase vazio, porém não tinham bebido muito; a garrafa que estava ali para que se servissem estava praticamente cheia ainda. Como Yuki era uma moça bela, chamava a atenção dos homens que passavam por perto do casal. Obviamente isso incomodava muito Kyo, que respondia com um olhar feio para cada marmanjo que ousava olhar para sua namorada, o que fazia Yuki sentir-se protegida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hum, fica uma graça assim com ciúmes sabia?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Eu com ciúmes? – olhou-a de lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Você mesmo, mas relaxa, isso é bom sinal. – sorriu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – observou o movimento ao seu redor ouvindo o que a moça falava. Pegou o copo com a cerveja bebendo o que ainda restava ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Fazia tempo que não te via assim... – ajeitou os cabelos, olhou em volta e suspirou. — Está tudo tão bom... Mas preciso ir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Se você não ficasse dando confiança para esses caras, eles não olhariam! – colocou o copo na mesa com um olhar sério e levantou-se. — Vamos de uma vez, antes que eu meta a porrada em alguém aqui! – esbravejou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não estou dando confiança a ninguém Kyo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Sei... – tirou algumas notas do bolso e chamou o garçom, desviando o olhar da namorada que agora reclamava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Muito engraçado você, agora fica aí falando como se eu fosse dar bola para qualquer um! – levantou-se também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mas se você olha para esses putos, aí que vão olhar mesmo porra!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ah Kyo, me poupe! Está se estressando sem motivo! – afastou-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O garçom aproximava-se atendendo ao chamado de Kusanagi. Antes que chegasse até a mesa, a moça passou pelo namorado para sair daquele bar, mas sentiu o lutador segurá-la no braço, impedindo-a de prosseguir. Olhou para a mão de Kyo que a segurava, sentindo-se ser puxada para mais perto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ei, você sai desse lugar comigo! Não queira me ver saindo na mão com alguém por sua causa no fim do dia!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Está me machucando Kyo! – disse baixo, tentando soltar o braço dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Pois não? – o garçom parou de frente ao casal, fazendo-os disfarçar aquela “briga”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aí cara, acho que isso é suficiente... Pode ficar com o troco. – disse Kyo, abraçando Yuki para mostrar aos outros homens daquele bar que a moça estava acompanhada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo entregou algumas notas ao garçom que conferiu e concordou, balançando a cabeça. Sorriu novamente olhando para o lutador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Está certo; não vão querer mais alguma coisa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não. – respondeu Kyo já dando as costas, cortando o papo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Yuki abraçou-se mais ao namorado. — Vamos logo Kyo... Já está muito tarde... – fechou os olhos e acariciou de leve o peito do lutador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;É, eu sei, não precisa ficar me lembrando!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ih, que saco! Me deixa de uma vez em casa e some, você está muito chato hoje!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não comece a me provocar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moça deu um tapa de leve no peito de Kyo, com uma expressão meio séria no rosto sem mais comentar nada sobre nada. Foi acompanhada e abraçada ao namorado pelo caminho até a saída do bar. Como o tempo tinha esfriado pela noite, o ventinho frio incomodava um pouco, fazendo-a abraçar-se ainda mais em Kyo, protegendo-se do frio. O lutador aninhou-a em seus braços, beijando-lhe o rosto. O clima entre ambos parecia ter melhorado, passaram de um casal em briga a um casal apaixonado em questão de poucos minutos. A moça sorriu com o gesto de carinho do lutador e deitou a cabeça em seu peito forte, sentindo Kusanagi acariciá-la na cintura ao caminharem pela calçada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era próximo de 1h da madrugada. As ruas estavam desertas conforme o casal ia afastando-se do bar, mas era necessário. Por aquela rua não passava nenhum táxi com freqüência; o bar não era dos mais movimentados e procurados da cidade. Então, o único jeito era caminharem em direção a uma praça próxima. O problema é que naquela noite tudo estava mal iluminado e deserto. A lua estava escondida atrás de espessas nuvens; a iluminação pública não era das melhores e, para completar, aquele era um dos bairros mais perigosos da cidade. Sem dúvida aquilo preocupava Yuki! Claro que se sentia segura ao lado de um dos melhores lutadores, se não o melhor que já tinha visto, mas isso não anulava a preocupação da moça. Uma sensação estranha a incomodava, como se ambos não estivessem realmente sozinhos, como se alguém os perseguisse o caminho todo. Olhava para os lados, sentindo a apreensão tomar conta de si rapidamente, sem acalmar-se nem mesmo quando o namorado acariciou seu belo rosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Que foi Yuki? – olhou para os lados e abraçou-a mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Nada... – olhou nos olhos do namorado. — ...Vamos mais depressa Kyo... Está muito tarde...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Certo... Mas relaxe... – beijou os lábios da moça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kusanagi tinha percebido algo estranho, porém não demonstrava medo algum. Apenas estava atento a qualquer coisa que pudesse acontecer com os dois, pronto para proteger a namorada caso fosse necessário, mas medo não existia para o lutador. Passo após passo, a sensação ficava mais evidente para Kyo. Por diversas vezes havia sentido exatamente a mesma coisa, a mesma sensação de perseguição, de alguém que ele conhecia muito bem estava por perto, o vigiando... Entretanto preferia não pensar nisso. Não era hora para ficar imaginando ou supondo coisa alguma. O que deveria fazer era levar a namorada o quanto antes para casa, já que a moça teria que acordar bem cedo e voltar à sua rotina de antes. Em silêncio, seguiram em direção a praça. Por ali também a calmaria tomava conta de tudo, sem nem sequer uma alma viva para acompanhá-los. Kusanagi estranhou, porém manteve-se calado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Que horror... Isso está parecendo mais uma cidade abandonada... – comentou a moça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Logo aparece um cara aí com algum táxi e você vai... – balançou a cabeça, com um sério olhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – a moça o olhou um tempo, abraçando-se mais ao namorado. — Que cara é essa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ainda pergunta? Se não tivesse ficado cheia de frescura para vir de moto comigo não estaríamos aqui mofando esperando algum táxi no meio dessa praça estranha!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Se eu não tivesse ficado cheia de “frescura” talvez nem estivéssemos vivos! Você é um imprudente Kyo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Começou... Porra, o que aquelas patricinhas com quem você trabalha andam enfiando na sua cabeça?! Não era assim quando estudávamos juntos, não reclamava tanto!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Você que não muda nunca Kyo. Eu amadureci, me preocupo com a minha vida e com a sua e ainda por cima levo bronca!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Cara... Não estou mais te reconhecendo; sinceramente. – balançou a cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Pare e pense um pouquinho. Vai ver que não é exagero meu! – olhou para os lados já meio preocupada, pois a hora passava e nada de voltar para casa. — Eu preciso voltar pra casa, preciso descansar!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Vá a pé então! Não quer esperar, não posso fazer nada... – soltou-se dela e encostou-se em uma árvore ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Sua delicadeza me comove Kyo... – séria, a moça cruzou os braços e desviou o olhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Obrigado. – sorriu cínico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não trocaram muitas palavras desde então. Yuki estava descontente com o namorado. Limitava-se a olhar para o horizonte naquela rua escura torcendo para que passasse algum táxi logo, já aflita com a demora. O silêncio de ambos incomodava, mas ajudava Kyo a concentrar seus pensamentos àquela sensação que tanto o perturbava. Ainda a sensação de ter alguém por perto o tempo todo os perseguindo. Olhou em volta cautelosamente, porém, sua atenção foi desviada quando pôde ouvir o som de um carro aproximar deles, seguido pela voz da namorada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Finalmente! – fez sinal para que aquele táxi parasse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo olhou naquela direção ainda sério e desconfiado. Aproximou-se de Yuki abraçando-a e beijando-a como uma despedida, já que logo o carro parava para que a moça pudesse ir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Humm... Vai lá, amanhã nos falamos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Como assim? Você não vem comigo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mas Kyo?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Fica fria... Só vou comprar um cigarro antes, os meus acabaram...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Yuki o olhou calada por longos segundos até voltar a falar. — Está bem... Mas se cuida Kyo! – disse séria e preocupada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproximou-se do táxi para poder entrar ali. O motorista estava apreensivo, mas ficou aliviado ao conversar com Kyo, ouvindo as instruções dele para levar a namorada para casa. Tinha recusado-se a acompanhar a namorada naquele mesmo táxi, sem muita explicação, o que deixava Yuki intrigada, mas estava tarde demais para perder tempo discutindo o melhor a se fazer... A verdade era que Kyo precisava dar um jeito naquela “sensação” que tinha e não conseguia explicar. O lutador deixou pago a corrida, colocando novamente a carteira no bolso de trás da calça jeans e afastou-se do carro para que pudesse partir. Yuki não tirava os olhos de Kyo, pelo vidro traseiro do carro, nitidamente preocupada com ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mau pressentimento que Kyo tinha intensificou-se depois do carro partir; concretizando-se ao sentir em suas costas a ameaça vinda de uma pistola 9mm na não de um assaltante. Antes que pudesse olhar para trás, o homem, um jovem de aproximadamente dezenove anos repreendeu-o de modo firme, porém desesperado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Sem gracinhas, cara! É só ficar quietinho e nada te acontece falou?! – pôs a mão por dentro do bolso da calça onde tinha visto Kyo colocar a carteira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não tem porra nenhuma aí. Está assaltando o cara errado, idiota!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Cala a boca! – exaltou-se o assaltante, tirando a carteira de Kusanagi do bolso para conferir o que tinha lucrado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não sabe com quem está se metendo infeliz. Melhor não me irritar! Some da minha frente antes que eu desconte meu mau humor em você! – Kusanagi olhou feio para trás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Irritado, o marginal empurrou mais aquela arma ao encontro do lutador, ameaçando-o novamente, fazendo com que Kusanagi sentisse que ele não estava brincando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não está em condições de mandar em nada engraçadinho! – disse o rapaz, alterado. De certo parecia não estar acostumado aquele tipo de situação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem em momento algum tirar aquela arma das costas de Kusanagi, o rapaz com a outra mão tentava achar algo de valor na carteira que Kyo carregava consigo. Entretanto, o lutador não estava mentindo. Não havia nada de valor ali dentro, nem uma nota sequer. O lutador desempregado tinha gastado sua grana toda pagando aquele táxi para que Yuki pudesse ir para casa em segurança. Kusanagi riu, debochando do marginal que o ameaçava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Cara, com tanto puto com grana aí você vai assaltar justo um desempregado? Ninguém merece...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Eu não vou sair no prejuízo porra! – apontou a arma para a cabeça de Kyo, que ergueu as mãos, rendendo-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Beleza, mas já sabe que não tenho nada. O que pensa que vai conseguir, otário?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Abusado! Tá a fim de levar um tiro?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Heh, acha que eu tenho medo de você? – novamente olhou para o bandido, sério dessa vez. — Quer apostar quem é mais rápido: você no gatilho ou eu com as minhas chamas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O rapaz naquele momento olhou rapidamente pra a mão direita de Kyo, da qual surgiam chamas. Aquela atitude por poucos segundos amedrontou o assaltante, afinal, não era qualquer pessoa que conseguia algo tão magnífico e poderoso. Era o conhecido e temido Kyo Kusanagi que estava diante dele, o lendário lutador com habilidades para controlar as chamas sagradas de seu clã. Tal capacidade só era conseguida pelo seu eterno rival, o ruivo Iori Yagami. Aproveitando-se da situação, Kusanagi afastou-se do rapaz e as labaredas que saíam de sua mão intensificou-se, provocando um clarão. Seria decisivo, matar ou morrer naquele momento... E morrer não passava pela cabeça de Kyo. Não! Um lutador como ele não morreria de um jeito tão estúpido como aquele. Já havia passado por situações mais complicadas do que um simples assalto. O único problema de fato era a proximidade do rapaz. Teria de ser muito rápido para desferir seu golpe sem que ele disparasse e escapasse de um tiro fatal. Todavia, novamente a mesma sensação de antes tomava conta de Kusanagi. A impressão de que algo ruim aconteceria, mesmo já estando ali de frente aquele marginal. Era como se algo ainda pior pudesse acontecer, e era como se alguém ainda o perseguisse. Inevitavelmente aquilo tirava a concentração de Kyo, por mais que ele tentasse apenas desarmar aquele marginal e dar o fora. Caindo em si e notando que Kusanagi vacilava, o rapaz não pensou duas vezes e disparou, ouvindo-se o barulho de dois tiros. O assaltante talvez nunca tenha corrido tanto em sua vida. Atirou e nem quis mais saber de nada, nem ao menos olhar para trás. Fugiu pelas ruas escuras e desertas daquele bairro. Sabia que agora a situação ficaria muito pior para ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca poucos segundos tinham durado tanto para Kyo. Também, talvez nunca havia parado para pensar como muita coisa pode acontecer em um espaço de tempo tão curto. A maldita sensação que o perseguia desde que saiu do bar com a namorada, tinha sido sua perdição... Ou salvação. Depende do ponto de vista. A concentração perdida em um momento crucial poderia ter lhe custado à vida! Entretanto, como um raio, ou como um anjo da guarda o seguisse todo esse tempo, pôde sentir naquele instante do disparo alguém lhe puxar para um abraço forte, tornando-se ainda mais forte e desesperado depois dos tiros disparados. Não sabia ao certo quem era, ou o que fazia ali. Era tudo tão rápido que mal tinha aberto os olhos novamente; e muito menos pensava em coisa alguma. A intenção era escapar do assaltante, seus movimentos indicavam que faria isso, porém, era impossível sair da linha de fogo numa distância tão curta e perigosa. Sentiu suas mãos molhadas ao mesmo tempo em que seu ombro também se molhava com o sangue daquele que havia lhe salvado a vida. Imediatamente Kyo abriu seus olhos, surpreso e extremamente preocupado, segurando-o com firmeza e cuidado em seus braços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Yagami! Fala comigo, cara!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – o ruivo tossiu, deixando um pouco mais de sangue escorrer pela boca. — ...Seu... Idio... ta... – apoiou-se melhor em Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Agüenta firme Iori, por favor! Eu vou cuidar de você, cara!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kusanagi desesperava-se conforme sua roupa ia manchando com o sangue de seu rival. Não tinha como parar para pensar no que tinha acontecido; os motivos que tinham levado Iori a fazer o que fez, salvando a vida dele. O importante e necessário a se fazer era leva-lo ao hospital imediatamente. O ruivo perdia muito sangue; somente um dos dois tiros havia acertado-o nas costas. O outro o marginal tinha errado, mas aquele único tiro poderia levar Iori Yagami à morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pegando-o no colo com cuidado, Kyo afastou-se daquele local. Aquela praça deveria ser o melhor lugar para conseguir um táxi ou simplesmente alguém que pudesse lhe dar uma carona, mas pelo que tinha visto, o movimento de carros ali era praticamente nulo. Como não podia mexer muito no ruivo, pois a situação dele poderia piorar, Kusanagi o deitou em um banco da praça e pegou o celular em um dos bolsos da jaqueta, ligando para emergência. Era nítida a preocupação de Kyo. A aflição que sentia cada vez aumentava, nem mesmo quando Yuki havia desaparecido no ano de 97 tinha sentido tal coisa. Agora era diferente. O ruivo tinha entrado na frente dos disparos somente para salva-lo e pagar com a própria vida por isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os minutos se passavam e Kyo estava cada vez mais desesperado. Era a terceira vez que ligava para a emergência xingando quem o atendia. Era um absurdo demorarem tanto para virem! Yagami já perdia as forças e a consciência... Talvez quando chegassem fosse tarde demais... Enquanto isso o ruivo continuava sangrando no banco de pedra em que estava deitado. Kyo havia colocado o ruivo deitado de lado, com as costas livres de qualquer contato com o banco. Para que o sangramento parasse ao menos um pouco, Kusanagi tinha tirado sua jaqueta e amarrou em volta do corpo de Yagami, pressionando o ferimento. Do ferimento localizado pouco abaixo da última costela do lado esquerdo, o sangue escorria de modo que em pouco tempo o banco manchou-se consideravelmente com o sangue Yagami. Infelizmente tudo o que Kyo poderia fazer era esperar que chegasse socorro. Tudo parecia demorar uma eternidade naquele instante. Aproximou-se mais de Iori, agachando-se de frente ao ruivo e de alguma forma tentava fazer com que Iori permanecesse consciente. Ver Yagami desmaiado fazia com que Kyo ficasse ainda mais preocupado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Já estão vindo para te levar pro hospital, cara. Só precisa agüentar mais um pouco...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Yagami tossiu novamente, e lentamente balançou a cabeça, confirmando que tinha entendido e que permanecia consciente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Você é louco, Iori... – balançou a cabeça. — Poderia ter morrido! ...Mas eu não vou deixar que isso aconteça!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pegou em uma das mãos de Iori e a segurou, dando força ao ruivo. Iori não respondia. Tinha seus olhos fechados e uma expressão de dor no rosto proveniente daquele tiro. Por um milagre não tinha morrido e aquele tiro não tinha acertado Kyo também. Estava muito perto do assaltante no momento, o tiro facilmente perfuraria o corpo de Yagami e vazaria atingindo Kyo, não fosse por Iori tê-lo empurrado naquele momento, afastando-se mais um pouco em questão de segundos. Olhando para os lados, Kyo não podia ver a aproximação de nenhum carro sequer, ninguém que pudesse ajuda-lo quando mais precisava. Até parecia de propósito, tudo era para dificultar sua vida! Esfregou lentamente o rosto, nitidamente aflito, principalmente ao ver que Iori aos poucos se rendia àquele ferimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não, cara! Acorda porra! – levemente Kusanagi deu um tapa no rosto de Yagami. — Eu não quero ter que te carregar daqui direto pro necrotério, Iori. Entendeu?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Yagami esboçou um sorriso ao ouvir aquilo. — ...Não vou morrer... Não antes... de você...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Melhor assim... Esse é o Yagami que eu conheço! – sorriu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A preocupação permanecia, porém, Kyo sentiu-se realmente aliviado com aquelas palavras. Levou uma de suas mãos aos cabelos do ruivo, afagando-os lentamente. Era um gesto carinhoso que sentia necessidade de fazer naquele momento e assim o fez. De certa forma, sentir aquelas carícias tranqüilizavam Iori, amenizavam a expressão de dor que tinha tomado conta de seu belo rosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O silêncio tomou conta da praça por mais alguns minutos, sendo quebrado apenas pelo som da sirene aproximando-se mais. Kyo olhou na direção de onde vinha o som, aliviado em ver finalmente a ambulância chegar. Novamente acariciou Yagami para avisa-lo e levantou-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Eles chegaram, cara! Vai ficar bom agora!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Yagami nada respondeu. Nem ao menos se mexeu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Iori? Iori, fale comigo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo tentou reanima-lo mais algumas vezes. Um desespero inexplicável tomou conta do lutador naquele instante. Iori era seu rival, mas de modo algum queria vê-lo morto, muito menos depois daquele ato heróico de Yagami, salvando-lhe a vida. Os para-médicos aproximaram-se com uma maca e afastou Kyo do local. O lutador apenas atrapalharia estando ali perto do ruivo ferido naquele momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Por favor, afaste-se! Aqui só vai atrapalhar! – disse um dos para-médicos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mas ele está bem? Ele não me responde! – Kusanagi teimava em não se afastar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Fique calmo e deixe-nos fazer o nosso trabalho! Seu amigo ficará bem! – o enfermeiro, com cuidado e com a ajuda de outro homem, colocava Yagami na maca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contrariado, afastou-se Kyo deixando com que aqueles homens trabalhassem e ajudassem Iori. O ruivo tinha mesmo perdido a consciência depois de tanto sangrar naquele banco. Estava fraco, mas era rapidamente medicado por aqueles homens e levado com todo cuidado até a ambulância. Iori estava pálido pela perda de sangue, o que fazia com que Kyo a cada instante sentisse algo ruim, como se realmente o ruivo não tivesse chances de sair vivo dessa. Esfregou o rosto e acompanhou tudo a uma certa distância, imposta por um enfermeiro, porém a vontade era estar lá e ajudar no que pudesse. Era muito ruim assistir a tudo aquilo e não poder fazer nada além de olhar. Sentia-se um inútil e com uma enorme dívida para com Yagami. Por que aquilo tinha que acontecer? Por que justo Iori Yagami tinha salvado-lhe a vida? Muitas coisas passavam pela sua mente naquele instante, e não tinha ainda parado para pensar no passado sobre como reagiria diante de uma situação como a que vivia agora. Por diversas vezes, Kusanagi e Yagami tinham travado lutas incríveis, um com um ódio imenso um pelo outro, mas agora que via diante dele o ruivo em estado grave pensava se teria mesmo coragem de seguir adiante e mata-lo em uma luta. Agora clãs e destinos não tinham mais importância para Kyo. Naquela madrugada, Kyo Kusanagi tomou consciência de que cada homem é o responsável e o criador de seu próprio destino. Não poderia deixar com que algo que aconteceu há mais de seiscentos anos atrás viesse a interferir na sua vida; no seu presente e no seu futuro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entrou na ambulância junto com o ruivo, sem nem ao menos pedir permissão para isso. O para-médico, no entanto, não tinha gostado da atitude do lutador, mas não havia nada que ele dissesse que pudesse tirar Kyo naquele veículo. Diante de tamanha teimosia e persistência, Kyo conseguiu ficar ao lado de seu rival, vendo-o receber os primeiros socorros a caminho do hospital mais próximo. Não pôde precisar quanto tempo durou o trajeto daquela praça até o hospital mais próximo. A impressão que Kyo tinha é que tudo demorava muito mais tempo que realmente durava. A aflição fazia isso com o lutador; fazia com que a sua noção de tempo ficasse distorcida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que era preciso e o que podia ser feito pelo ruivo foi feito pelo para-médico que o acompanhava na parte de trás da ambulância. Mesmo incomodado com a presença de Kyo ali atrás, procurava não deixar que isso interferisse no atendimento ao paciente. Mais alguns minutos passados e o veículo parou em frente a um grande hospital, que recebia todo tipo de emergência, principalmente feridos como Iori. Kyo foi o primeiro a sair, dando espaço para que pudessem levar Yagami. Olhou a sua volta com a típica sensação ruim de quem odeia hospitais e coisas do gênero. Esfregou lentamente o rosto e deu alguns passos para trás, permitindo que os enfermeiros do hospital aproximassem-se e levasse Iori. Eram homens acostumados com o que havia de pior por aí. Para Kusanagi era algo preocupante, porém para aqueles homens não passava de rotina, de mais um ferido em alguma confusão pelas ruas perigosas da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em poucos minutos Iori já estava sob cuidados médicos devidos, entretanto, sobrou para Kyo a parte burocrática. Parecia ironia do destino um Kusanagi estar no balcão de atendimento fazendo a ficha para seu “amigo” Yagami poder realmente ser atendido no hospital. E como era de praxe, o lutador teve vários problemas para finalmente conseguir resolver tudo o que era necessário para a internação de Yagami. Incrível como algo podia ser tão complicado. Somente após às três horas da manhã é que Kyo pôde finalmente sentar-se em um dos bancos da recepção e descansar. O lutador estava exausto, mas não podia ir embora enquanto tudo não estivesse acertado... E enquanto não tivesse notícias de Iori. A informação que havia recebido era que o ruivo passava por uma cirurgia para remoção da bala e por enquanto nada poderia ser dito com toda certeza. Poderia sair muito bem daquela situação, assim como morrer. Um erro médico seria fatal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentado em um banco razoavelmente confortável, encostou a cabeça à parede e fechou seus olhos. A expressão de preocupação permanecia em seu rosto e junto com ela mesclava o cansaço. Respirou bem fundo e somente abriu seus olhos ao ouvir a voz delicada de uma moça. Era bela como sua doce voz e estava sentada ao lado do lutador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Seu amigo vai ficar bem... – sorriu discretamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Hum? Ah sim... Eu espero... – suspirou desanimado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não pude deixar de prestar atenção e ver sua preocupação com seu amigo. O que houve?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Kusanagi refletia sobre o que a moça dizia, sobre o excesso de preocupação com Yagami e como isso estava aparente. Logo voltou a falar. — Fui assaltado... E ele acabou levando um tiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;A cidade está mesmo um perigo! Evito sair de casa certas horas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O lutador voltou a olhar para a moça novamente. Dessa vez podendo reparar melhor nela. Aparentemente teria por volta de vinte anos de idade. Tinha cabelos castanhos, compridos até a altura da cintura e encaracolados. Seus olhos eram claro, cor de mel, e sua pele era morena; provavelmente a moça costumava freqüentar a praia. Suas feições eram suaves e combinavam muito bem com sua sensualidade. Olhou-a de lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;E o que faz aqui, se me permite perguntar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Estou acompanhando minha irmã... – olhou na direção de um dos corredores e continuou. — Há essa hora está descansando depois do parto, e eu passei por aqui para comer alguma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hum. Se quiser pode me fazer companhia; também estou com fome...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – a moça sorriu simpática. — Obrigada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo levantou-se do banco e ajeitou a roupa esperando que a moça se levantasse. A camisa branca de Kyo tinha algumas manchas do sangue de seu rival e isso chamava a atenção das pessoas que passavam por eles. Já a moça não se importava com esse detalhe. Obviamente era muito interessante a companhia de um homem tão atraente como Kusanagi. O lutador passou alguns minutos a mais na companhia da moça, mas não poderia demorar muito mais. O cansaço falava mais alto do que qualquer outra coisa. Nem mesmo a beleza daquela jovem era o suficiente para faze-lo permanecer no hospital. Não poderia esquecer de suas obrigações, afinal, apesar de nada de valor ter sido levado no assalto, aquele marginal principiante levara sua carteira contendo todos seus documentos... O dia seguinte não seria nada fácil. Passaria pela correria de tirar segunda via ao menos dos documentos mais importantes e passaria também pela situação desagradável de prestar depoimento na delegacia mais próxima daquele hospital. Uma entrada no hospital em um caso de ferimento por bala como tinha sido o caso de Iori não poderia ficar por isso mesmo. Era norma do hospital e obrigação de Kyo esclarecer o que havia se passado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensando no dia difícil que teria logo que o sol nascesse, o lutador deixou o hospital. Não era localizado tão distante assim de sua casa, mas ir a pé realmente seria um problema. Infelizmente demoraria alguns minutos para chegar ao seu apartamento e finalmente descansar e dormir... Se pudesse... De mãos nos bolsos e cabeça baixa, um olhar preocupado o acompanhava desde o momento em que havia sentido Yagami próximo de si, baleado em seu lugar. Caminhava pelas calçadas escuras do bairro. O pouco movimento que tinha era devido àquele grande hospital ali localizado. Atendia a um grande número de pessoas tanto daquela região quanto de outros bairros e cidades vizinhas. Não era dos melhores, mas também não era um dos piores hospitais emergenciais. Entretanto, isso não era o que mais intrigava Kyo. Por mais que quisesse não conseguia esquecer o que tinha se passado algumas horas atrás. A cena ainda era nítida em sua mente; Yagami salvando-lhe a vida. Justo o ruivo, seu rival e maior inimigo declarado, como poderia se supor até um tempo atrás. Ainda envolto em desconfiança, não passava pela sua cabeça outra coisa senão... Senão a real mudança de Iori Yagami. E por que não? Depois do incidente no Death Metal bar, e alguns meses depois o ocorrido após o ruivo ensaiar com uma banda poderiam confirmar isso. A atração que Iori sentia por Kyo era inegável, incontestável perante os olhos de Kusanagi. Mas o que Iori poderia querer verdadeiramente com esse ato heróico? Estaria Iori preocupando-se e importando-se com seu rival Kyo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parou no caminho e olhou para trás, na direção do hospital. Levando sua mão ao rosto, esfregou-o lentamente pensando se não seria ingratidão ele naquele momento estar indo para seu apartamento, descansar, enquanto o ruivo estava internado após uma cirurgia complicada. Iori não tinha parentes próximos ainda vivos; nem tinha ninguém que Kyo pudesse avisar o havia acontecido, logo, era justo o que estava fazendo? Não custava ficar por lá, ao menos por gratidão... E foi o que decidiu. Respirou bem fundo e tomou o caminho de volta ao hospital. Como já sabia em que quarto o ruivo estava internado, não demorou muito na recepção, apenas avisando e recebendo autorização de um médico para ficar ao lado de Iori, fazendo-lhe companhia. Sentiu-se estranho naquele momento, não sabia ao certo o porquê. Tinha a impressão que todos o olhavam desconfiados, embora não passasse de imaginação de Kyo. O que teria de mal em um amigo fazer companhia ao outro ferido?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem nem ao menos olhar para os lados, tomado por aquela sensação imbecil e sem fundamento, Kusanagi seguiu por um longo corredor, onde no final deste encontrava-se o elevador. Mais alguns passos adiante. Ouvia-se choro de criança, gemidos de dor e apelos para um atendimento mais rápido e eficiente. Impossível seguir sem desviar seu olhar e observar o que acontecia ao seu redor. Estava em um dos corredores da emergência; muitas pessoas circulavam e aguardavam atendimento para os mais variados ferimentos, inclusive ferimentos provocados por faca e arma de fogo. Era uma cena que realmente impressionava; Kyo não lembrava de ter presenciado algo tão forte como o que via adiante: um rapaz em cima de uma maca com seu corpo ensangüentado, resultado de mais de cinco tiros pelo corpo. Uma sensação ruim tomou conta de Kyo naquele momento e o fez parar no caminho. Acompanhou com o olhar a correria dos médicos e enfermeiros que empurravam aquele rapaz na maca direto ao elevador. Balançou a cabeça ao ver a porta do elevador fechar-se com a “comitiva” que acompanhava o ferido. Seria muito difícil aquele rapaz sobreviver...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E naquele instante pensou em Yagami. Apressou o passo e logo tomou o elevador, apertando o número quatro. Poucos segundos depois, a porta abriu-se e o lutador olhou a sua volta. O corredor daquele andar estava ligeiramente vazio, apenas uma enfermeira de meia idade saía de um dos quartos carregando uma bandeja com alguns medicamentos, seringa e alguns materiais descartáveis. Em passos lentos para não fazer muito barulho e incomodar os pacientes, Kusanagi caminhou até o quarto de número “417”, onde Yagami estava repousando. Identificou-se como acompanhante para aquela enfermeira ao mostrar um crachá que era exigido portar enquanto permanecesse ali. Logo que a mulher tomou seu caminho, Kyo balançou a cabeça e resmungou para si mesmo em voz baixa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;“Acompanhante” do Iori... Isso pegou mal!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais uns passos e chegou à porta desejada. Abriu-a lentamente e expiou antes de entrar. Iori estava dormindo, ainda sob os efeitos da anestesia. Kyo sentiu-se aliviado. Pelo que seus olhos viam, Yagami não estava tão mal quanto parecia. Respirava por si próprio, e ao que parecia a única coisa que realmente incomodava era o soro que tomava diretamente na veia. Segundo o médico que havia feito a cirurgia e conversado com Kyo alguns minutos atrás, milagrosamente nenhum órgão vital tinha sido atingido. Logo, Yagami teria uma recuperação tranqüila e sem complicações. Adentrou o quarto e fechou a porta lentamente podendo aproximar-se e ver melhor como estava seu rival. Parou de frente a cama, por alguns segundos sem tirar seus olhos de Yagami, e novamente perdeu-se em pensamentos. Porém, dessa vez o sorriso discreto em seus lábios era a prova de que a preocupação e o desespero inicial tornaram-se alívio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Puxou uma cadeira, colocando-a mais próxima da cama e sentou-se. Cruzou os braços e novamente fitou Yagami que dormia ao seu lado. Parecia levemente mais corado, o que afastava um pouco a preocupação de Kyo. Por alguns instantes o lutador observou seu rival, fragilizado em um leito de hospital, sem que pudesse fazer nada a não ser esperar e deixar com que o tempo agisse em prol de sua recuperação. Suspirou e exausto, largou-se na cadeira fechando seus olhos. Nem teve mais tempo de pensar em nada, onde encostou adormeceu, até mesmo de mau jeito. Mas o que importava? Estava muito cansado e aquela altura tudo o que queria era dormir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era por volta de quatro cinco horas da tarde quando o ruivo abriu lentamente os olhos. Não era possível permanecer dormindo com a dor que sentia após o efeito da anestesia ter passado. Teve o imediato impulso de levantar-se daquela cama e arrancar aquela maldita “coisa” enfiada no braço dele. Mas foi impedido com um toque leve em seu peito, sendo empurrado cuidadosamente ao mesmo tempo em que ouvia uma voz conhecida e inconfundível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ei, sossega aí cara!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Yagami olhou para o lado, ainda levemente atordoado. — ...Kyo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Surpreso em me ver? – largou-se na cadeira. Estava nitidamente exausto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda como quem parava para pensar o que tinha acontecido direito, colocando tudo em ordem em sua mente, Yagami voltou a reclinar-se, deixando com que suas costas ficassem apoiadas na cama. Desviou o olhar até novamente fechar os olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Não deveria estar aqui... – disse em um tom baixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – suspirou. — E por que não? Rivalidade à parte, você salvou a minha vida, Iori! O mínimo que posso fazer é estar aqui... Agradece-lo de alguma forma...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não precisa me agradecer por nada. – olhou-o de lado, meio sério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Pare com isso! Se você costuma ser mal agradecido com as pessoas, beleza. Problema é seu, mas eu não sou assim, cara. – desviou o olhar, também sério. — Você não devia ter se metido naquela briga, era coisa minha! Mas já que se feriu por minha causa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Se eu não tivesse feito o que fiz você estaria morto, Kusanagi! – interrompeu Iori. — E da maneira mais ridícula e estúpida que um lutador poderia morrer... – comentou com desprezo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – riu Kyo. — Está louco, ruivo? Um merda como aquele cara jamais poderia me matar! Eu tranqüilamente faria churrasco daquele puto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Fosse assim eu não teria interferido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Kyo observou-o um tempo calado. Voltou a falar, dessa vez um pouco mais sério e mais baixo. — Iori...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hum? – voltou a olhar para o rival.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Cara, eu sei que não está em condições de ficar conversando por muito tempo... Mas na boa... Por que fez isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Iori pensou um tempo antes de responder. — Porque eu jamais permitiria que alguém tirasse a sua vida, Kyo. Só eu posso fazê-lo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Enquanto eu estiver vivo estarei por perto... – continuou olhando nos olhos de Kyo. — Eu sou a sua sombra, Kusanagi. Onde quer que você vá, eu vou, e estarei à espera da melhor oportunidade para mata-lo com minhas próprias mãos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não faz sentido. – Kusanagi passava tranqüilidade em seu olhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Como assim?! Duvida do que eu sou capaz? – sorriu maldoso e misterioso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Yagami... – balançou a cabeça com um sorriso maroto nos lábios. — Queria oportunidade melhor de me matar que nessa madrugada? Você não quer me matar tanto quanto fala... E eu não quero e jamais quis chegar a esse ponto com você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não tire conclusões sobre mim, Kyo. Você não me conhece tão bem quanto crê.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Tiro conclusões sobre o que você prova a mim. Não sobre o que me diz, mas sim sobre suas atitudes, Yagami.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – desviou o olhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...E há um tempo atrás provou o que realmente te interessa em mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ruivo voltou a cruzar seus olhos com os de Kyo. Por alguns segundos o silêncio imperou no quarto após aquele assunto ter sido levantado. Kyo parecia juntar coragem para tomar uma atitude enquanto Yagami permanecia imóvel. Apenas o olhar do ruivo desviou-se para a mão de Kyo que lentamente aproximava-se de seu rosto. Fechou os olhos e pôde sentir uma carícia lenta e suave em seu rosto, como jamais havia sentido. Era a primeira vez que seu rival Kyo Kusanagi o acariciava daquele modo. Sua reação foi permitir que um sorriso discreto e sexy aparecesse em seu rosto. Ao sentir uma aproximação mais ousada de Kusanagi, Iori abriu os olhos vagarosamente. Com um olhar levemente malicioso, Kyo aproximava seu rosto com o do ruivo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproximou ainda mais até seus lábios estarem a uma distancia perigosamente tentadora. Ambos fecharam os olhos e de Kyo partiu a iniciativa do beijo, começando lento, de modo que os dois rivais poderiam apreciar melhor os lábios um do outro... A língua... Cada cantinho de suas bocas. E o melhor: dessa vez sem provocação e sem culpa alguma. Somente o que vinha à mente dos dois era aproveitar. Aprofundaram o beijo, lentamente, e pouco depois Kyo Kusanagi e Iori Yagami trocavam um beijo de língua excitante, profundo, intenso e de tirar o fôlego. Como se naquele momento todo o tesão reprimido fosse colocado para fora. Como se precisassem um do outro para viver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hummmm... Hummmm... Io... ri…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para recuperar um pouco o fôlego perdido, ambos pararam, permanecendo, entretanto com seus rostos bem próximos um do outro. Levemente Kyo sorriu. Lambeu os lábios de Iori, arrancando-lhe um sorriso sexy ao abrir os olhos novamente. Mirava seu olhar na boca gostosa de Kusanagi... Fazia tempo que não tocava aqueles lábios que havia gostado tanto de beijar. Encostou-se melhor na cama e voltou a fechar seus olhos, deixando-se vencer pela fraqueza de seu estado. Apesar da vontade que Kyo tinha de continuar os beijos, aproveitar ao máximo o momento, tinha consciência de que Iori estava ferido. No dia anterior tinha levado um tiro, realmente precisava descansar um pouco... Teriam tempo para trocarem outros beijos, ao menos era o que tinha em mente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Resolveu assumir o que é? – disse o ruivo em voz baixa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Fiz porque me deu vontade. – acariciou de leve o rosto do ruivo e afastou-se. — Mas é melhor você descansar, cara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Não estou cansado...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não? Mas eu sim. – levantou da cama e espreguiçou-se. — Estou um caco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hum. Eu levo o tiro e você que fica um caco? – olhou-o de lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Heh... Acontece que não foi você que teve que enfrentar fila para tirar documentos e ir à delegacia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ainda sim meu caso é mais grave...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Nada! Quer coisa melhor do que ficar aí na cama à toa? – debochou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – suspirou. A dor o incomodava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Viu? Perdeu seu argumento. Precisa descansar e eu dormir um pouco. – esfregou o rosto. — Vou descer, comer alguma coisa e depois volto, cara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Não precisa voltar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não dependo da sua vontade pra isso... – ignorou a recusa de Yagami.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yagami não insistiu. Fechou seus olhos e acomodou-se na cama, deixando bem nítido em seu rosto a dor que sentia. Talvez o esforço que fez com aquela conversa poderia ter feito-lhe mal. Sem fazer muito barulho, Kyo saiu do quarto. Uma enfermeira mais experiente vinha em sua direção, afinal estava no horário do ruivo ser medicado novamente. Não trocaram palavras, Kusanagi deu passagem àquela senhora e tomou o seu caminho em direção ao elevador. Tirou o aparelho celular do bolso da jaqueta ao ouvir o som do mesmo tocando. Esfregou o rosto no exato momento lembrando que nada tinha avisado a ninguém ainda sobre o que havia acontecido. Como o número no visor era de sua namorada Yuki, poderia conversar e explicar de uma vez a situação em que se encontrava. Somente não se sentia à vontade para comentar à respeito de estar no hospital na companhia de seu rival Yagami, entretanto isso era necessário... E foi o que fez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No quarto, era impossível Yagami conseguir descansar com a presença daquela enfermeira injetando medicamentos fortes em sua veia. O ruivo acompanhava o que a mulher fazia, ouvindo certas broncas, sempre de cara amarrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não pode ficar fazendo muito esforço, rapaz. Será necessário que eu lhe aplique uma medicação mais forte? Precisa descansar!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Descansaria se você não estivesse aqui me enchendo! – disse mal humorado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Estou fazendo o meu trabalho. O seu amigo é que deveria tomar consciência e deixa-lo dormir um pouco. – balançou a cabeça. — O médico não queria liberar a companhia dele. Só permitimos familiares e cônjuges; abrimos uma exceção apenas porque ele insistiu muito. – afastou-se e pegou um frasco contendo um outro medicamento em uma bandeja ao lado da cama. — Insistiu até demais... — suspirou a mulher, passando em suas palavras certa desconfiança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Yagami sorriu de um modo maldoso com o que ouviu. — É dever dele estar ao meu lado. Por que estaria comigo somente nos momentos de diversão?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – por um instante a mulher parou o que fazia e olhou para o ruivo, levemente constrangida. — Bem... Então...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ele é meu namorado. – Yagami foi direto ao assunto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Entendo... Isso explica a preocupação. – desviou o olhar, voltando ao que fazia e cortando o assunto constrangedor. – Bom, é melhor que fique quieto e evite falar por muito tempo seguido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Certo. Mas termine isso de uma vez! – fechou os olhos meio sério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O clima, de certa forma constrangedor, naquele quarto impediu que a enfermeira voltasse a trocar palavras com Yagami. O que se podia perceber era que aquela senhora ainda era apegada demais em conceitos morais, impostos pela sociedade, para achar normal um relacionamento homossexual. Com isso, o ruivo aproveitou o silêncio para enfim descansar. Os remédios eram fortes, logo fizeram efeito induzindo Iori a dormir pesado, até mesmo depois de seu rival, ou ex-rival, adentrar o quarto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo, em passos silenciosos, seguiu até um pequeno sofá que havia naquele quarto. Ficava de frente a cama e à noite era a melhor opção como “cama” aos acompanhantes dos pacientes. Não era confortável. Na verdade o tecido, que imitava couro, em contato direto com a pele irritava, principalmente se estivesse fazendo calor. Encostou-se ao sofá deixando com que seu corpo relaxasse após um dia corrido e desagradável, exceto pelo beijo. Não teria ido até a delegacia prestar queixa se o ruivo não tivesse sido atingido, mas agora queria mais é que aquele ladrão idiota se ferrasse! Era um estúpido; certeza que os policiais conseguiriam prende-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bocejou e fechou seus olhos cansados após contemplar o ruivo na cama. Permanecia em silêncio para não incomodar o sono de Iori e com isso ele próprio rendia-se ao cansaço. Apesar de muitas coisas passarem por sua cabeça em um espaço de tempo curto, ao menos agora se sentia em paz para descansar tanto física quanto mentalmente. Nenhuma culpa; nenhuma dúvida a mais sobre o que era e o que gostava. Somente o alívio de ter chegado à conclusão que desde o início temia: era bissexual e sentia-se atraído por Iori.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outubro de 2003; três meses mais tarde. Após acompanhar Iori no hospital nos primeiros dias após o assalto, Kusanagi retornou à sua vida de antes, ao lado de Yuki. Como era previsto, tanto a namorada do lutador quanto a família Kusanagi tinham preocupado-se com o ocorrido, afinal, assalto é sempre assalto. Entretanto, o fato de ter sido Iori Yagami o homem que salvou a vida de Kyo havia causado estranheza a todos... Não é todo dia que se recebe ajuda do próprio inimigo, mas na verdade, Kyo que deveria ser o primeiro a achar esquisito era o que menos dava importância. Estava tranqüilo quanto a isso. Com o passar do tempo, tudo tinha voltado ao normal. Yagami havia sumido como costumava fazer e Kyo e Yuki passavam por um período difícil. As brigas faziam parte do cotidiano dos namorados, contudo, essa situação vinha se arrastando por meses. Por anos... Tanto um quanto o outro estava cansado, era nítido. Mas algo em Yuki deixava Kyo desconfiado. Não sabia explicar o que ao certo. Talvez tenha sido o fato da moça realmente desistir de pegar tanto no pé dele. Deveria ser um alívio para o lutador, mas o alívio andava de braços dados com a desconfiança de que algo ainda pior estava por vir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Droga! – exclamou Kyo. — Por que ela desligou essa porra de celular?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproximava-se das 13:00hs. Com o intuito de fazer uma surpresa à namorada e provavelmente reconciliar-se da última briguinha do casal, Kyo havia tomado a decisão de almoçar com Yuki naquela terça-feira. O lutador, pela manhã, resolveu alguns problemas de última hora que surgiram, mas como o prédio da empresa onde a moça trabalhava ficava no seu caminho, não custava vê-la. Foi pensando assim que o lutador estacionou sua moto em frente ao edifício e seguiu até a recepção, de onde recebeu a notícia de que Yuki já tinha saído para almoçar. Nenhuma das colegas de trabalho da moça apareceu naquele momento para falar com Kyo, informar onde a namorada teria ido almoçar. À princípio não teria problemas para Kyo. Não era a primeira vez que almoçava com Yuki; sabia bem os locais que mais agradavam a moça. Entretanto, o que parecia era que justo naquela tarde a moça tinha resolvido ir a um lugar desconhecido pelo lutador. E para piorar a situação, Kyo não conseguia localizá-la. Ou Yuki tinha desligado o celular, ou a bateria do aparelho teria descarregado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esfregou o rosto lentamente e guardou o celular no bolso da calça. De nada adiantaria continuar insistindo, era inútil. Apressado; seguiu de volta à entrada principal deixando o prédio. Tão logo avistou a moto, aproximou-se e ali subiu para partir. O jeito era ir a um restaurante qualquer, de preferência um que estivesse próximo e não fosse caro, comer algo sozinho mesmo e voltar para casa. Após subir a moto, o lutador olhou mais uma vez em direção ao edifício, suspirou e deu a partida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Depois ela reclama... Tsc...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acelerou e virou a esquina, entrando em uma rua pouco movimentada. Kyo, como era de costume, passava sempre correndo pelas ruas, entre os carros, apressado e imprudente. Provavelmente se Yuki estivesse o acompanhando já teria reclamado desde a última curva que Kyo fizera. Realmente o lutador pouco se importava se estava exagerando ou não, só diminuía a velocidade quando não tinha outro jeito... Como agora. Horário de almoço em uma das ruas mais movimentadas e freqüentadas pelos trabalhadores, logo, não tinha opção a não ser ir mais devagar. Também porque era interesse dele parar em um dos estabelecimentos. Estacionou a moto de frente à calçada do terceiro restaurante que viu. O ambiente parecia um tanto refinado, mas como a fome falava mais alto, não iria ficar escolhendo muito. Dinheiro não tinha de sobra, somente o suficiente para almoçar naquele ambiente e aquilo bastava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com ambas as mãos nos bolsos da calça, Kyo caminhou em direção à entrada do restaurante. Ainda algumas pessoas entravam, sempre conversando e descontraídas. Kusanagi observava e notava o jeito esnobe das secretárias, empresários, diretores e etc. De fato não era qualquer lugar, e, a cada passo que Kyo dava ao adentrar o ambiente podia comprovar isso. Podia se sentir completamente deslocado. Não que o lutador não soubesse se portar diante daquelas pessoas que se julgavam ser superiores, que sentisse vergonha de não ser como eles... Pelo contrário! Kyo sentia-se profundamente incomodado com a presença daqueles homens e mulheres que ele julgava como um bando de gente fresca e sem noção. Em outras palavras: não era Kyo o errado e sim todos os outros à sua volta. O lutador sempre gostava de passar a imagem de rebelde, com ideais de que não era ele que tinha que mudar; seria mais fácil mudar o mundo à sua volta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que a presença de um homem tão lindo chamou a atenção das mulheres. Por onde passava, as moças acompanhavam com o olhar aquele homem forte usando jeans e jaqueta de couro, o típico motoqueiro. Um ou outra sorria sexy, comentavam com as amigas entre si e Kyo, como não era nada bobo, percebia tudo o que acontecia ao seu redor com agrado. Nada mais compensador para um homem que se sentia do que chamar atenção das mais belas mulheres do recinto. Sorriu expressando toda sua sensualidade e malícia, retribuindo os olhares... Porém, uma cena mais adiante tirou completamente o sorriso do rosto de Kyo. Seu olhar tornou-se sério e, procurando manter a calma, caminhou na direção da qual seus olhos não queriam desviar-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não podia ser! Mas era o que seus olhos viam. Em uma das mesas mais afastadas estava Yuki, na companhia de um homem de meia idade. Apesar de mais velho, era um homem belo e pelo terno impecável que usava, percebia-se que tinha dinheiro. O olhar do lutador tornava-se mais sério e a cada instante passava mais raiva ao observar que o casal na mesa estava tão entretido trocando carícias entre si que nem ao menos notavam que Kyo estava presente. O lutador parou de pé a alguns metros de distância apenas para observar melhor, com a esperança de que aquilo não passava de um mal entendido. Mas cada atitude, cada sorriso e cada gesto de carinho só afirmavam com mais convicção o que Kusanagi não queria acreditar. Ainda sem perceber a presença do namorado, Yuki sorriu sexy ao ver o homem abrir uma pequena caixinha, mostrando-lhe o que seria provavelmente uma bela jóia de presente. Para demonstrar a gratidão, a moça aproximou seu rosto do homem e beijou-lhe os lábios, de modo discreto por estarem em público. Foi o bastante para que Kusanagi sentisse seu sangue ferver nas veias de seu corpo, completamente tomado pelo ódio, pela raiva de estar sendo enganado, sabe-se lá por quanto tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase derrubando um garçom que estava em seu caminho, Kyo aproximava-se mais. A confusão já estava armada; a atenção de todos desviou-se para o lutador furioso que cada vez mais chegava mais perto da mesa onde sua namorada tinha, até então, um tranqüilo almoço com seu amante. Yuki tentou disfarçar e por uns minutos fingir que não conhecia Kyo. &amp;nbsp;A vontade da moça era estar bem longe, mas não podia fazer nada, a não ser acalma-lo. Não sabia ao certo do que Kyo era capaz e temia que ele acabasse machucando seu amante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ah, então era por isso que desligou a porra do celular?!! Para ficar se esfregando com o seu amante, sua vadia?! – alterou-se Kyo, sob os olhares de todos os clientes do restaurante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Kyo... – Yuki procurava palavras a serem usadas; tomada pela vergonha com a situação a qual era submetida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Calma, rapaz! Está alterado; é melhor conversarmos do lado de fora. – o homem, mantendo a máxima educação e discrição possível, tentava evitar um escândalo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Fica na sua se não quiser apanhar ainda mais do que já vai! – enfurecido, Kusanagi pegou o homem pela roupa, levantando-o da cadeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Solte-me! Vamos conversar como pessoas civilizadas, por favor?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Kyo, por favor, pare! Estão todos olhando! – Yuki olhava em volta preocupada com o escândalo, com o amante e com Kyo também, já que os seguranças provavelmente já tinham sido chamados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não converso com pessoas baixas como vocês! – empurrou o homem com força, fazendo-o cair em cima da mesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yuki, assustada, levantou-se e para impedir que Kyo continuasse, aproximou-se do namorado e o abraçou, empurrando-o, afastando-o. Algumas pessoas tinham saído do restaurante, outras acompanhavam a confusão assustadas e preocupadas com o rumo que aquilo tomava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Vamos embora daqui, Kyo! Conversamos com calma em outro lugar!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não tenho nada para conversar com uma puta como você, Yuki! Pra mim chega! Quer se esfregar com outro cara só por causa da carteira dele, foda-se!!! – gritou Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Kyo, por favor, não é nada disso... Eu ia te contar, eu não queria te enganar! – a moça começava a chorar, nervosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Deixe-a em paz! Só você tem culpa se não sabe como uma mulher merece ser tratada. – o homem recompunha-se, de pé, ajeitando o terno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Uma mulher que trai o namorado com um idiota como você por causa do dinheiro merece muita porrada, isso sim! Deviam ter pensado duas vezes antes de mexerem comigo!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem dó, Kusanagi deu um tapa com força no rosto da namorada fazendo-a cair no chão chorando. A mão da moça sobre o rosto escondia a marca vermelha, como a marca de um carimbo da mão de Kyo sobre sua pele branca. Ao mesmo tempo preocupado com Yuki e receoso com a reação de Kyo para com ele, o amante ainda deu uns passos para trás, mas não poderia fugir da fúria de Kyo. O lutador não pensou duas vezes em acertar um soco com toda sua força no rosto daquele homem. O sangue do empresário nas mãos de Kyo assustava as pessoas e Yuki, que novamente tentava afasta-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não Kyo!!! – chorava a moça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Saia da minha frente se não quiser apanhar também, vagabunda!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem dar ouvidos, Kusanagi empurrou-a novamente e seguidos socos foram desferidos contra aquele homem que não tinha condições de reagir. Sangrava-lhe o nariz e faltava-lhe o ar. Sem dúvida aquele homem importante não tinha apanhado tanto assim em sua vida e Kyo não media esforços para machuca-lo o máximo que podia. Novamente Yuki levantou-se e tentou separa-los; o amante não tinha chance alguma contra um lutador como Kyo, se permitisse que Kusanagi extravasasse todo seu ódio, provavelmente o lutador o mataria!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Pare!! Pare, por favor! – implorava a moça ao abraçar Kusanagi com todas suas forças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O lutador não queria parar. Livrava-se com facilidade da moça para voltar a bater no amante dela, e assim continuaria não fosse pela intervenção dos seguranças, apartando a briga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Pare imediatamente ou chamaremos a polícia! – disse firme um dos seguranças do restaurante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Me solta porra! – Kusanagi debatia-se ainda um pouco, olhando louco de ódio para o amante de Yuki. — Esse filho da puta vai morrer de tanto levar porrada!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Chega, Kyo! – Yuki aproximou-se do amante, quase caído no chão, ajudando-o como podia. Olhou com ódio para o namorado. — Seu monstro! Suma da minha vida! – chorava. O homem tossia sangue, tamanha a violência dos ataques de Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Não vai... ficar... assim... – tossiu novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dois seguranças juntaram-se ao outro que segurava Kyo para que pudessem tira-lo do restaurante. Contrariado, Kyo seguiu aqueles homens. Na verdade não tinha muito mais o que fazer. Nem queria ver a cara de Yuki novamente e já tinha dado uma bela surra naquele homem. Tão logo chegou a entrada do restaurante, Kyo puxou seus braços soltando-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Larguem-me se não quiserem apanhar também!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não volte mais! Não queremos mais a sua presença nesse lugar entendeu? – disse um dos seguranças, apertando-lhe o braço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Já disse para me soltar, caralho! – puxou o braço com raiva, apertando a mão e dela saindo uma leve faísca. — É a última vez que gasto minhas palavras com um bando de vermes como vocês!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Abusado! – o homem o soltou, porém, deu um tranco em Kyo. — Suma daqui! Não vamos chamar a polícia contanto que nunca mais ponha os pés aqui!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo não respondeu, não comentou nada. Afastou-se dos três seguranças mostrando-lhes o dedo médio com vigor. Subiu na moto, olhando mais uma vez para aqueles três antes de dar a partida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Vão ficar aí olhando o que?!! Ah, vão tomar no cu todos vocês!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar da ofensa, os seguranças permaneceram na entrada até Kyo se afastar com a moto, apenas para garantir que ele não iria voltar a arrumar confusão com os clientes do restaurante. E eles próprios não queriam confusão com o lutador. Na verdade aquele simples gesto, aquela simples faísca brotando do nada de sua mão fez com que um dos seguranças identificassem-no como Kyo Kusanagi, o campeão do torneio King of Fighters... E quem seria idiota para encarar justo aquele homem? Não era para qualquer um...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somente quando Kyo sumiu totalmente da vista dos seguranças é que deixaram a entrada do restaurante livre. Lá dentro, os clientes aglomeraram-se em volta da mesa onde o empresário recebia um rápido atendimento médico. Yuki ao seu lado parecia muito preocupada com a gravidade da surra que seu amante tinha levado, mas o próprio procurava acalma-la. O que era preciso fazer agora era tomar o máximo de cuidado possível. Temia que Kyo fizesse mal a moça e para isso, pelo celular tinha comunicado a polícia o ocorrido. Um homem importante como ele não deixaria o que tinha se passado ficar por isso mesmo... Prezava pela segurança de Yuki em primeiro lugar e faria de tudo para que Kyo fosse pego.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era o fim de um relacionamento de mais de seis anos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda estavam no colegial quando Kyo e Yuki começaram o namoro. Amavam-se, e apesar das brigas que vinham com o decorrer do tempo de convivência, ainda sim permaneciam juntos. Mesmo com os encontros e desencontros, a verdade era que no fundo Kusanagi não imaginava que Yuki seria capaz de traí-lo. Com o passar dos dias Kyo e Yuki puderam conversar melhor, com mais calma, e Kyo soube que aquele homem no restaurante era um dos acionistas majoritários da empresa onde a ex-namorada trabalhava. E o pior... Há mais de um ano tinham um relacionamento... Mais de um ano que o lutador vinha sendo enganado pela namorada. Agora Kyo entendia o porquê de tanta dedicação por parte de Yuki em seu trabalho. Entendia porque a namorada, apesar de jovem e iniciando carreira, tinha um salário muito bom. Era humilhante para Kyo! Passar por tantas brigas, aceitar tantas coisas que discordava apenas para agradar aquela mulher que ele amava e que acreditava ser correspondido para, de uma hora para outra descobrir que ele não passava de mais um na vida dela! Era revoltante! A vontade que Kyo sentia era de dar uma surra em Yuki, faze-la pagar de alguma forma por aquela sacanagem que havia feito... Entretanto o lutador não tinha coragem de espancar uma mulher. Não era de seu feitio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yuki explicou como podia tudo o que tinha se passado. Sentia-se mal, não podia negar. Apesar da traição, não era uma mulher vulgar, de mau caráter. A moça todo esse tempo esteve procurando um meio de esclarecer a situação, contar a Kyo o que estava havendo, contar, mesmo sendo complicado, que tinha se apaixonado por outro homem. Não estava com o empresário por dinheiro... Mas como iria convencer Kyo do contrário? Não só Kyo como a família do lutador também? Todos estavam contra Yuki, apesar de aconselharem Kyo a não descontar na moça, a simplesmente tentar esquecer o passado e seguir sua vida...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi o que Kusanagi fez. Não ficou mal com o término do namoro. O que sentia era puro ódio e raiva! E justamente para não fazer uma besteira, para afastar-se de mais confusão, que Kyo resolveu sumir por uns tempos. Mudou-se para outra cidade, alugou uma casa em um bairro mais tranqüilo e por lá ia levando sua vida. Como não queria ser incomodado, somente os amigos mais íntimos sabiam onde Kyo estava morando agora. A notícia da separação foi longe e muitos lutadores ficaram sabendo do ocorrido. Inclusive Shingo, um dos melhores amigos de Kyo que há muito tempo não o via. O rapaz aproveitou a ocasião e visitou o amigo... Naquele dia Kyo sentiu-se melhor. Andava muito solitário e Shingo, com seu jeito descontraído e simpático, foi a melhor companhia em meses! Conversaram; saíram; divertiram-se juntos pela noite até no dia seguinte o rapaz voltar à sua cidade. Kyo estava sozinha, sem sua namorada, mas ele não. E tinha que prezar e valorizar a bela moça a qual havia se apaixonado, ou acabaria tendo o mesmo destino de seu amigo e ídolo Kyo Kusanagi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era um belo fim de tarde da última semana de novembro daquele ano. Sem ter muito que fazer sozinho em sua casa, e com a somente com garrafas de água em sua geladeira, Kyo não tinha muita opção quando a fome batia, a não ser sair e comer algo no restaurante mais próximo. Assim como todo o bairro, os estabelecimentos da região também eram tranqüilos e os clientes eram tratados como amigos de longa data. Eram freqüentados por famílias, muitas vezes de férias, pois os moradores de fato eram em sua grande parte acima dos quarenta anos. O lutador em certos momentos sentia-se um velho morando naquela região, mas como procurava apenas um refúgio... Na verdade o lugar era perfeito para quem buscava realmente a paz. Nas ruas poucos carros transitavam; havia muitas árvores e a grande maioria das casas tinha belos e invejáveis jardins, inclusive a casa onde Kusanagi estava morando atualmente. O bairro em si era praticamente um condomínio fechado onde quase todos se conheciam e viviam harmonicamente... Às vezes chegava a ser entediante... A vida noturna do lugar não era muito agitada. Não havia muitos bares por perto, e os que eram próximos não chamavam muito a atenção. Também... Poucos jovens moravam naquela região, logo as atrações que tinha eram voltadas para o público mais velho. Uma solução seria sair cedo e ir à algum bar na cidade vizinha. E esse era o programa na mente de Kyo para aquele fim de semana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como o restaurante não ficava muito distante de sua casa, o lutador resolveu ir até lá caminhando. Aproveitava para pensar sobre sua vida nesses últimos meses, sobre tudo o que havia acontecido de bom e de ruim. A paisagem, a arborização das ruas, aquele clima ameno e aquele silêncio ajudavam o lutador a concentrar-se e perder-se em seus pensamentos ao mesmo tempo em que lhe trazia uma leve sensação de paz, de que tudo poderia melhorar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma ou outra pessoa passava por ele observando-o, apesar de Kyo não cumprimentar ninguém. Apenas queria ficar na dele. Olhou para os lados e entrou em uma rua para cortar caminho. Seguiu em frente, mas uma sensação estranha tomou conta de si. Parou e olhou para trás. Olhou para os lados. A impressão que tinha era que alguém o vigiava, o seguia. Passou alguns instantes procurando quem poderia estar por perto naquele momento, embora seus olhos não vissem ninguém. Respirou fundo e voltou ao seu caminho como antes, dessa vez de cabeça baixa, ainda mais pensativo que antes. A sensação que sentira era exatamente a mesma que havia sentido antes do assalto que sofreu alguns meses atrás. Podia reconhecer quem era sem nem ao menos ter visto. Apenas não entendia porque a perseguição... Porque a insistência...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;“...Cara, eu sei que não está em condições de ficar conversando por muito tempo... Mas na boa... Por que fez isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Iori pensou um tempo antes de responder. — Porque eu jamais permitiria que alguém tirasse a sua vida, Kyo. Só eu posso fazê-lo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Enquanto eu estiver vivo estarei por perto... – continuou olhando nos olhos de Kyo. — Eu sou a sua sombra, Kusanagi. Onde quer que você vá, eu vou, e estarei à espera da melhor oportunidade para mata-lo com minhas próprias mãos.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo lembrava de sua conversa com Yagami no hospital. Certas palavras não saíam de sua cabeça. Pensava muito sobre o assunto, principalmente após o término de seu relacionamento com Yuki. As palavras de Iori ainda ecoavam em sua mente vez ou outra... Como agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...”Eu sou a sua sombra, Kusanagi. Onde quer que você vá, eu vou...” – disse Kyo em voz baixa, repetindo as palavras de Yagami.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Balançou a cabeça lentamente. Ao olhar em volta novamente, Kusanagi pôde ver de fato um homem que se parecia muito com seu rival afastando-se de costas para ele. De imediato teve o impulso de chamá-lo, mas achou melhor deixar Iori afastar-se. Respirou fundo e dando as costas voltou ao seu caminho de antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Esse cara é obcecado... – suspirou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passava das 22:30h quando Kyo finalmente tinha conseguido um bom lugar para se sentar no bar. Como tinha planejado, havia saído de casa cedo para chegar cedo, afinal o bairro onde morava era meio afastado. Parecia que voltava à vida! Enfim um lugar com gente da idade dele, com os mesmo gostos que ele! A banda a se apresentar naquela noite seguia a linha do classic rock. Como era cedo, o lugar não estava cheio e Kyo podia se sentir mais à vontade. Estava tudo perfeito até então.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com seu copo com whisky na mão, Kyo bebia e observava o movimento ao redor, da mesa afastada onde estava. Muita gente bonita, sem dúvida alguma; e ao que tudo indicava, aquela seria uma das melhores noites desde a última visita de seu amigo Shingo. Não que Kyo não tivesse passado por situações melhores. Óbvio que sim. Entretanto, depois de tantos problemas, o que viesse era lucro. E era assim que pensava até ver quem naquele exato momento adentrava o bar. Bebeu um gole do whisky enquanto seus olhos iam de cima a baixo reparando no ruivo Yagami que entrava no bar, chamando a atenção de várias pessoas, mesmo que não fosse essa sua intenção. O fato era que Iori Yagami sempre foi um homem de presença. Quando deixava as sombras de sua perseguição insana a Kyo, era impossível não nota-lo. Isso se dava ao fato de ser um homem extremamente belo, sexy e com estilo próprio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kusanagi seguiu cada passo do ruivo com o olhar. Reparava e tinha que admitir para si mesmo que Iori estava lindo naquele dia. Suas roupas eram pretas e justas em seu corpo, o que realçavam e valorizavam seus músculos. Um sobretudo vermelho escuro quebrava um pouco o visual dark do lutador e lhe caía muito bem. Yagami aproximava-se, pelo caminho olhando para algumas mulheres ao seu redor. Sorriu sexy; sabia que estava agradando, porém não desviou seu caminho, ia diretamente até a mesa onde Kyo estava sentado. Pelo que Kusanagi podia perceber pela expressão tranqüila do rosto de Iori era que naquela noite o ruivo não queria brigar, discutir ou lutar. Mesmo com a presença dele ali, Iori parecia vir em paz, exatamente como Kyo queria. Sentou-se direito na cadeira. Olhou em volta apenas para conferir se as pessoas não iriam estranhar e ajeitou a jaqueta jeans que estava usando. Naquela noite resolveu vestir completamente de jeans, o mais largado possível e, de certa forma, até sentia-se um pouco sem jeito em ver Yagami tão bem vestido. Na presença de Yagami, muitas preocupações já tinham lhe passado à mente no passado, mas preocupar-se em não estar vestido a altura dele era a primeira vez que acontecia... E Kyo sentia-se uma verdadeira bicha com isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ora, ora... Só não digo que é uma surpresa vê-lo porque vive me seguindo, Yagami. – disse Kyo bebendo em seguida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;E não tinha um lugar melhor para ir? – puxou uma cadeira sentando-se de frente para Kyo. Chamou um garçom em seguida apontando discretamente para o copo de Kyo. — Traga a garrafa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Só um instante. – o garçom afastou-se para trazer o que fora pedido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Kyo riu. — A garrafa, cara? Putz... Não devia seria enchendo a cara assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não se preocupe. Eu sei beber. – largou-se na cadeira. Olhou o movimento a sua volta, mas percebia que Kusanagi não tirava os olhos dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Heh. Se está dizendo... – bebeu um pouco mais. — Mas e aí? Ainda não teve sua chance de ouro de me matar? – riu Kyo debochado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ainda não. – acompanhou o garçom com o olhar, vendo-o colocar a garrafa na mesa e servir-lhe o whisky.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aqui está! Qualquer coisa podem me chamar. – disse o garçom em seguida afastando-se. Nem Kyo e nem Iori se deram ao trabalho de falar mais nada com o homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Como eu disse... – Iori continuou. — Tem que ser especial... &amp;nbsp;– sorriu sexy e bebeu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hum. Sei... – sem se importar com as pessoas à sua volta, Kusanagi sorriu sexy e debruçou-se um pouco na mesa, falando mais de perto e mais baixo. — Até quando vai ficar com esse joguinho?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Joguinho? – fez-se de desentendido. Sorriu igualmente sexy ao mirar seus olhos nos lábios de Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Tanto eu quanto você sabemos o que você quer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Claro. Sempre deixei bem claro as minhas intenções. – bebeu um pouco mais do whisky sem tirar os olhos de seu rival.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Kyo riu. – Ah sim, claro... – balançou a cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Em algum momento eu resisti à atração que sinto por você, Kusanagi? – disse baixo, em um tom malicioso. — Com certeza não era eu que estava com medo de virar gay. – bebeu novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – por um instante Kyo calou-se. Sorriu malicioso e voltou a falar. — Não, pelo contrário. Mas sempre esteve dividido entre a atração e o ódio. – encheu novamente o copo com a bebida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Assim como você! – pôs o copo na mesa sem mais olhar para Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ah não! – balançou a cabeça. — Eu nunca te odiei! Só não podia ficar quieto com um maluco obcecado em me matar. – suspirou. — Você me confunde!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – ainda calado, Yagami observou-o. Voltou a beber sem tirar os olhos de Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;E não vai dizer nada? – olhou bem nos olhos de Iori esperando uma resposta. — Não vai me dizer se estou enganado ou não, cara? Ou ainda não decidiu o que quer: se quer mesmo continuar sendo meu inimigo ou se quer ficar comigo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ficar com você? – Yagami olhou também nos olhos de Kyo enquanto lentamente brincava com o copo ainda com a bebida. Riu baixo, maldoso. — Tem noção do que está falando?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Kyo respirou fundo, tornando-se sério e virou o restante da bebida. — Eu só quero saber qual é a sua, cara! Não vejo mais motivo algum para continuarmos brigando, para você continuar me perseguindo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ruivo, sem responder, levantou-se da cadeira. Tirou algumas notas da carteira, deixando pago o que havia consumido. Sem entender, Kyo seguiu cada movimento do ruivo com o olhar. Mais sério do que antes, levantou-se o encarando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Será que dá pra me responder ou vai ficar fugindo do assunto, cara? – disse Kyo um pouco mais alto, chamando a atenção de algumas pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Venha comigo. – afastou-se. Sem Kyo ver, o ruivo sorriu maldoso. Era nítido como a separação de Yuki tinha deixado Kyo carente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aonde vai? – permanecia no mesmo lugar, sério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – o ruivo não respondeu. Somente deu as costas caminhando em direção à saída.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Porra... – esfregou o rosto lentamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resolvendo fazer como o ruivo tinha dito, Kyo caminhou em direção à saída do bar após dar um tempinho ali. Já não olhavam mais pra ele, ao que parecia ninguém tinha desconfiado de nada. Kusanagi preocupava-se com sua imagem e naquele instante, caindo em si, agradeceu aos céus que Yagami não tivesse mesmo respondido nada em público. Yagami, para questões como esta, era muito mais frio e racional do que Kusanagi, que sempre agia e falava qualquer coisa no calor do momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passou pela porta do bar e olhou para os lados procurando por Iori. A rua estava mais escura e deserta do que quando tinha chegado. Mesmo assim, um pouco mais afastado, acabou encontrando Yagami encostado em um carro importado vermelho, fumando. Tomou aquele caminho, sem muita pressa. Observava seu rival de longe, até estranhando um pouco ele estar próximo aquele carro; na verdade nunca tinha parado para pensar nas condições financeiras de Yagami. O que imaginava era que o ruivo estava ali parado, encostado a um carro de um cara qualquer para tirar onda. A atenção das poucas pessoas na rua voltava-se exclusivamente para o bar, logo ali teriam mais tranqüilidade para conversar. O ruivo tragou novamente o cigarro soprando a fumaça no ar. Kyo parou de frente ao ruivo, vendo-o fumar. Sorriu cínico e em um rápido movimento tirou o cigarro dos lábios de Iori.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não sabe que fumar faz mal à saúde, Yagami? – riu e tragou o cigarro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Abusado! – o ruivo fechou a cara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Esqueceu que está me devendo um? – mostrou o cigarro e voltou a fumar, encostando-se ao lado do ruivo no carro. — Mas e aí? Vai responder ou não a minha pergunta?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Tem certeza de que preciso mesmo responder, Kyo? – olhou-o de lado. Pôs as mãos nos bolsos. — Ainda não foi suficiente para você tirar uma conclusão por si próprio?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – tragou novamente o cigarro e jogou-o no chão, o pisando. — É suficiente. – sorriu sexy. Virou-se de lado e de frente para Yagami. — ...E eu estou disposto a arriscar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com aquelas palavras, Yagami permitiu que um sorriso malicioso aparecesse em seu rosto. Definitivamente aquele era seu trunfo! Depois de mais de um ano finalmente tinha Kyo em suas mãos. Era tudo o que precisava ouvir. Aproximou-se mais de Kyo e com o mesmo sorriso nos lábios, acariciou-lhe o rosto. Também sabia que isso só tinha sido possível com Yuki fora de seu caminho. Mas era o de menos... O importante para o ruivo era os resultados e não os meios...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;E é mesmo isso que você quer, Kyo? – deslizou os dedos pelo rosto de Kusanagi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Preciso mesmo responder? – sorriu sexy.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhou em volta, com certo receio de que alguém pudesse vê-los. Mas não teve tempo de reagir ou impedir a ação do ruivo. Yagami aproximou seu corpo do corpo de Kyo, segurando-o pela cintura e sem muita conversa, colou seus lábios com os lábios de Kyo, iniciando um beijo gostoso em plena rua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hummmm...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Humm... Io... ri? – completamente sem jeito com a situação tentou empurrar o ruivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori sorriu safado e lambeu os lábios de Kyo. Pouco importava ao ruivo se as pessoas à sua volta prestavam a atenção nos dois ou não. Kyo por sua vez conseguiu soltar-se do ruivo, apenas para que não ficasse mal para a reputação de ambos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Cara, você está maluco? – olhou para os lados e falou mais baixo. — Assim na frente de todo mundo não! Eu hein! – o olhou sério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ninguém viu nada, Kusanagi. – abriu a porta do carro. — Vamos, entre!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Kyo parou a discussão e olhou bem para Iori. — Entrar? Mas... Esse carro aí é seu, cara?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;O que acha? – disse entrando no carro, sem dar mais muita atenção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Acho que você roubou algum filho da puta... – deu a volta até o outro lado do carro e abriu a porta, sentando-se no banco do passageiro. Sorri debochado e continuou. — Não sabia que tinha essa grana toda. O que anda fazendo nas horas vagas, hein ruivo? – riu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ao contrário de você, Kyo, eu não sou um vagabundo que passa o dia coçando o saco. – olhou-o meio sério de lado antes de dar a partida no carro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não sabe nada da minha vida, ruivo. – largou-se no banco e cruzou os braços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Yagami desviou sua atenção ao trânsito e acelerou sem mais olhar para Kyo. Seus olhos tinham um certo mistério que Kyo só pôde ver assim que o ruivo voltou a olha-lo. — ...Sei muito mais do que você pensa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Yagami... – o olhou um tempo, pensativo. — Às vezes você fala umas coisas meio... Ah, esquece... – esfregou o rosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – o ruivo sorriu malicioso, porém sem comentar a observação do rival.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hum... Só uma coisa, cara. – olhou pela janela do carro e depois para o ruivo, com um sorriso levemente sexy. — Aonde pensa que está me levando?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;A um lugar onde possamos conversar em paz. – após fazer uma curva, o ruivo levou uma das mãos a coxa de Kyo, fazendo-lhe uma carícia enquanto a outra mão permanecia no volante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo olhou na direção da mão de Iori ao sentir aquela carícia e sorriu discretamente. Fosse há um tempo atrás estaria xingando seu rival por ter sido tocado daquela forma, quando na verdade recriminava a si mesmo por gostar. Sentiu o ruivo subir mais um pouco a mão sobre sua coxa, pela parte interna a apertando. Por um tempo palavras não foram mais trocadas. Kyo lentamente levou a mão sobre a mão do ruivo e, fazendo-lhe carícias, voltou a dirigir-lhe a palavra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...E temos muito que conversar... – sorriu sexy.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori olhou na direção de Kyo, de um jeito que o comia com os olhos. O olhar do ruivo naquele instante percorreu o contorno do corpo de seu rival de uma forma que fez com que Kusanagi sentisse um leve arrepio. Só o olhar do ruivo mostrava o quão pervertidas eram suas intenções. Porém, como estava no trânsito, não poderia apenas admirar a beleza de Kyo e pensar no que faria com aquele homem tão lindo... Kyo respirou fundo, sentindo que só de estar próximo a Iori, seu corpo começava a responder excitando-se. A incerteza do que aconteceria quando enfim estivessem juntos e sozinhos, juntamente com as lembranças daquela boca deliciosa de Yagami em seu pênis faziam com que a calça do lutador, aos poucos, tornava-se apertada na altura de seu membro. O melhor a se fazer era desviar sua atenção. Ao menos por enquanto... Virou o rosto para o lado de fora, observando a paisagem por onde passavam e percebendo que cada vez mais se distanciavam da urbanização. Olhou de lado para o ruivo, e antes que pudesse perguntar onde diabos estava o levando, teve sua atenção desviada ao notar a excitação do ruivo. Yagami estava nitidamente com o pênis em ereção, preso naquela calça justa que usava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Iori? – ingenuamente Kyo espantou-se com aquilo. Apesar de aceitar, não estava acostumado com a idéia de ver um homem de pau duro por causa dele. Era estranho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Humm... Por que não me ajuda com isso? – com uma das mãos o ruivo abria a calça, com certa dificuldade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ajudar? – olhou novamente na direção do membro de Iori.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;É, ajudar, Kyo! – puxou mais o zíper da calça para baixo. Olhou de lado para Kyo. — Estou dirigindo, não posso fazer muita coisa... – sorriu malicioso. — O que está esperando? – voltou a sua atenção a estrada de terra que tinha pego.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo ainda parecia indeciso. Nunca pegara em um pênis a não ser o próprio. Respirou fundo buscando coragem para seguir em frente e, aproximando-se um pouco mais, levou as duas mãos a calça de Yagami. Desse modo, permitiu que o ruivo levasse as duas mãos ao volante. Sorriu malicioso o ruivo e largou-se no banco do carro, deixando com que Kyo fizesse o que bem entendesse com seu membro excitado. Ainda levemente tenso, Kusanagi abriu mais a calça do ruivo. Mais de perto tinha uma visão melhor de como o pênis de Iori estava duro, sem nem ao menos ter feito nada para estimula-lo... Imaginava o que aquele ruivo safado estaria pensando em fazer com ele para ficar de pau duro tão rápido. Puxou devagar o elástico da cueca que Yagami usava para baixo, aos poucos deixando à mostra o membro volumoso que ele tinha. Naquele instante Kyo sentiu as batidas de seu coração acelerarem. No seu intimo, aquilo ainda era algo proibido, pervertido demais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori sorriu safado e aliviado ao ter o pênis livre daquela calça. Era incômodo demais naquele estado estar ainda vestido. Notou a natural tensão de Kyo diante daquele membro bem duro e rapidamente olhou naquela direção ao sentir o toque da mão de Kusanagi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Humm... Isso Kyo... – gemeu baixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Nossa... – disse baixinho. — ...Está desse jeito só por minha causa, cara? – ainda tímido, acariciou de leve o pênis de Iori entre seus dedos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Claro... Você me deixa assim, Kusanagi... – sorriu malicioso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – voltou a olhar para o pênis de seu rival com uma expressão de dúvida, sem saber o que fazer. Sentiu as carícias do ruivo em seus cabelos, trazendo-o de volta à realidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Faça uns carinhos nele, Kyo... Gostou de você... – sorriu pervertido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Assim? – ainda com expressão de dúvida, Kyo olhou para o ruivo enquanto acariciava-lhe o pênis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Assim... – levou a mão sobre a mão de Kyo apertando sobre o membro duro dele. — Aaaaaahh... Com vontade! ...Você também é homem, sabe o que um homem gosta...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acariciou um pouco mais a mão de Kyo sobre o membro dele e voltou a dirigir. Não estavam muito longe do local onde o ruivo tinha em mente. Kyo, por estar tão desnorteado com aquela situação, não podia ver que cada vez mais Iori afastava-se do centro da cidade. O caminho que seguia era de terra e por ambos os lados da estrada só era visto árvores e mato alto. O caminho era uma subida, levando à parte mais alta daquela cidade, aonde geralmente ninguém iria... Somente quando a intenção era estar longe de tudo e de todos, vendo a cidade de onde ninguém poderia vê-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao ouvir as palavras do ruivo, Kyo novamente mirou seus olhos na direção daquele pênis. Sentia-o cada vez mais duro, mais excitado, mesmo com suas carícias desajeitadas pela falta de costume. Resolvendo seguir o pedido e o conselho do ruivo, lentamente começou a estimula-lo. Deslizou seus dedos por toda a extensão do membro de Yagami ao masturbá-lo, ouvindo os gemidos baixos de seu rival ao volante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaahh... Isso... Pega com vontade no meu pau! Hummm... – sorriu pervertido e diminuiu a velocidade do carro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Agora está como você quer, cara?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaahh... Sem conversa, Kyo... Chupa! Deve ficar lindo fazendo isso... – acariciou os cabelos de Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Chupar?! – no mesmo instante Kyo parou e olhou para Yagami.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Isso. Do mesmo jeito que eu fiz com você... Algum problema?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yagami olhou-o após finalmente parar o carro. Era um lugar totalmente deserto, cercado por árvores por todos os lados. O carro tinha parado de frente à um precipício e dali tinham uma visão panorâmica de toda a cidade. Naquele momento as luzes das casas, apartamentos e estabelecimentos comerciais enfeitavam eram como uma constelação diferente, mais colorida e mais próxima que as estrelas no firmamento. Não havia som algum que lembrasse cidade. O que podia ser ouvido era ao longe os sons dos insetos que ficavam nas árvores e, é claro, a voz de ambos dentro do veículo. Não fosse a apreensão, tensão e surpresa que tomavam conta completamente de Kyo, o lutador teria percebido onde estavam e poderia apreciar aquela bela visão bem à sua frente. Era um lugar simples, porém tranqüilo e belo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, Kusanagi estava mais preocupado com a proposta ouvida do que com o lugar para onde Iori o levara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mas... Ah, cara, eu nunca fiz isso... – balançou a cabeça. Olhou novamente para o pênis de Yagami e o soltou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;E por acaso você acha que eu nasci sabendo? – levou a mão ao pênis e acariciou-se. — Humm... Vamos, Kyo... O que custa? Ou resolveu desistir e deixar seu medo te dominar justo agora?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Medo? – voltou a olhar para Iori.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Medo. Ainda te assusta admitir do que você realmente gosta... Aaah... – gemeu ao se masturbar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo olhou na direção do pênis de Iori novamente, calado. O que Yagami dizia fazia sentido. Diante de algo novo, e, principalmente, algo proibido, era natural que sentisse receio de prosseguir. Fosse outro homem ou mulher qualquer naquela situação, era certo que o ruivo não teria tanta paciência. Há essa altura já estaria forçando a pessoa a dar-lhe prazer exatamente como ele desejava. Mas com Kyo não... Queria a confiança de seu rival... E se tinha esperado tanto, pacientemente, não seria aquela situação que o faria desistir! Sorriu sexy e levou a mão direita ao rosto de Kyo, acariciando-o levemente ao mesmo tempo em que permanecia masturbando-se, com a outra mão. Parou a mão próxima aos testículos, segurando aquele membro bem rígido e com o intuito de provocar, balançou-o para Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Até quando vai resistir, Kusanagi? ...Eu sei que você quer... Aaahh... – deslizou a mão até o pescoço de Kyo, trazendo-o lentamente para perto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – tomando coragem, Kyo voltou a segurar no pênis de Yagami. Acariciou-o de leve arrancando um gemido do ruivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaahh... – sorriu safado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Está certo... Faço o que quer, só não garanto que...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Shh... – interrompeu iori. — Só faça, Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obedecendo ao ruivo, Kusanagi tomou coragem e vagarosamente aproximou seu rosto do membro de seu rival. De perto podia ver ainda melhor cada veia, podia ter uma noção melhor do comprimento e do diâmetro daquele pênis acima da média. Por um instante sentiu receio de onde exatamente Iori pretendia colocar aqueles centímetros todos de pênis. Para que não acabasse desistindo, fechou seus olhos e, timidamente no começo, passou a língua pela glande.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaahh... Isso Kyo... Hummm... – acariciou os cabelos de Kyo. Olhava safado naquela direção. Era ainda mais excitante ver Kyo começando a ceder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Humm... – desceu um pouco mais as lambidas, ainda desajeitado. Olhou na direção do rosto do ruivo vendo como ele sentia prazer e voltou a lamber-lhe o pênis. Abriu a boca e aos poucos, permitiu que o membro de Iori entrasse ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaaaahhh!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fechou os olhos e empurrou de leve o quadril para cima, escorregando o pênis um pouco mais para dentro da boca de Kyo. Justamente por Kyo não ter experiência, não saber como fazer, Iori acabava excitando-se ainda mais. Era ainda mais interessante estar pervertendo alguém, “levando para o mau caminho”. Principalmente ao se tratar de seu rival. Deslizou os dedos pelo rosto de Kyo, acariciando-lhe enquanto aos poucos Kyo acostumava-se com seu pênis dentro da boca. Parava por alguns instantes para respirar, como agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaahh... Olha o que está fazendo comigo, seu puto! – pôs as mãos no rosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Iori riu. — Pare de agir como uma mocinha virgem, Kyo! – lentamente tirou as mãos do rosto de Kyo e o abraçou, começando a beijar-lhe o pescoço. — Hummm... Pare de se culpar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;É tudo tão estranho... – fechou os olhos sentindo os beijos de Iori, tentando relaxar. — Estou acostumado a me esfregar em uma coisa bem molhada e não em nada duro...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto Kyo falava, Iori não cessava os beijos. Empurrou de leve para baixo a jaqueta jeans que o lutador usava até tira-la. Abraçou-o novamente e tamanha sua vontade de estar com Kyo que lhe mordeu o pescoço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hummm...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Porra, cuidado! – abriu os olhos e acompanhou com o olhar o trabalho da mão do ruivo em seu corpo, louco para despi-lo o quanto antes. Sentiu Iori enfiar a mão por baixo da blusa que usava, acariciando-lhe melhor o corpo, até subir aos mamilos. — ...Aaaahh... – gemeu ao sentir sua ereção tornar-se mais vigorosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hummm... Humm... Eu quero você, Kyo... – lambeu-lhe os lábios e acariciou um dos mamilos do lutador. — Por completo... Aaahh...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Iori... – arrepiou-se com as carícias e lambidas que recebia. Levou uma das mãos ao próprio pênis e apertou ali, sentindo-o em completa ereção. — Aaaah... Estamos indo depressa demais...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Nada disso... – agarrou-o mais. — Aaah... Esperei até demais... – levou uma das mãos a calça de Kyo para abri-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Iori... Espera, cara... Eu preciso de ar... – respirou fundo e tentou se afastar do ruivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Pare de frescura! – voltou a abraça-lo e beija-lo. — Hummm...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não é frescura! Está muito apertado aqui! – suspirou novamente tentando afastar o ruivo. Empurrou-o lentamente até conseguir se soltar e abrir a porta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Volte aqui, Kyo! – esfregou o rosto, incomodado por terem parado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só então ao sair do carro é que finalmente Kusanagi se deu conta de onde estavam. Olhou para os lados e tudo o que viu foram árvores e mais árvores ao seu redor e a trilha de terra de onde tinham vindo. Encostou-se ao carro, ajeitando a roupa e deu mais uma olhada em volta, notando a bela vista da cidade que tinha daquele local.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Que lugar é esse, Iori?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro do carro, Yagami tirou o sobretudo que usava apressado jogando-o no banco traseiro. Mexeu no porta luvas e dali pegou duas pequenas embalagens, colocando-as no bolso de trás da calça. Abriu a porta do carro e ajeitando o pênis novamente o colocando para dentro da calça, o ruivo saiu do carro. Kyo o seguiu com o olhar e, dando a volta até parar de frente ao carro, sentou-se no capô. Apoiou os pés no pára-choque e seus braços nas coxas. Dali olhou na direção daquele precipício, de onde tinha uma visão ampla da cidade que de nenhum outro lugar tinha, de certa forma maravilhando-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;É um lugar lindo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;É tranqüilo. Por isso o trouxe até aqui. – aproximou-se de Kyo sendo seguido pelo olhar do lutador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Hum. Caras como você realmente costumam levar as pessoas pro mato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Por acaso não gostou? – sorriu malicioso ao parar de pé de frente a Kyo. Puxou-o pelas coxas para mais perto dele, fazendo-o escorregar pelo capô do carro até o corpo de Kyo encostar-se ao dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Gostei sim... – sorriu discretamente. Olhou na direção da mão de Iori que subia pelas coxas até chegar em suas nádegas, sendo apertadas. — ...Olha essa mão boba aí, cara!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Esse seu jeito medroso me deixa ainda mais excitado. – lambeu os lábios de Kyo. — Hummm... Não devia ter tanto medo do que sente, Kusanagi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hum. Que você era persistente eu sempre soube... Mas paciente eu não sabia. – sorriu safado e levou ambas as mãos às nádegas do ruivo. Apalpou e apertou ali, puxando-o para mais perto. — Mas antes de começar, melhor esclarecermos umas coisinhas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Apenas deixe rolar, Kyo... Aaaahh... – encostou o pênis duro no pênis igualmente excitado de Kyo. — Garanto que não vai se arrepender de nada. – sussurrou ao ouvido do lutador, causando-lhe arrepios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Olha lá, hein cara... – resmungou baixinho, mas cedia às carícias e aos beijos daquele ruivo sexy. Sentiu Yagami puxando-lhe a blusa para cima, lentamente, aproveitando para acariciar-lhe o corpo lindo que tinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Só peço que confie em mim... – beijou os lábios de Kyo após deixa-lo com o peito nu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo balançou a cabeça afirmativamente, porém sem dizer palavra nenhuma. Era nítida sua tensão, logo, Yagami precisava ser o mais cauteloso possível. Uma palavra equivocada colocaria tudo a perder. Permaneceram um tempo no mais profundo silêncio. Kyo, ainda de olhos fechados sentia os beijos e carícias que o ruivo fazia pelo seu corpo. Sentiu os beijos descendo de seu pescoço, vagarosamente percorrendo um caminho até seu mamilo direito. Gemeu baixinho quando Yagami o lambeu ali, ao mesmo tempo em que era acariciado no outro mamilo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Aaahh Iori... – seu corpo arrepiava-se a cada toque do ruivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ruivo sorriu sexy e continuando seu pervertido caminho de beijos, lambeu o abdômen definido de Kyo até chegar e parar na calça jeans que o lutador ainda usava. Estava aberta pela metade, pela tentativa anterior de despir Kyo dentro do carro, logo o ruivo terminou de abrir, com o rosto na altura daquele volume que Kyo tinha entre as pernas. Puxou a calça de Kyo para baixo, juntamente com a cueca, a fim de despi-lo de uma vez. Sorriu safado no momento em que aquele membro rijo praticamente pulou para fora e sentiu as carícias de Kyo em seus cabelos ruivos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Podia me chupar... Como da outra vez... – sorri malicioso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Gostou, não é? – olhou-o igualmente malicioso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Gostei. E queria sentir isso de novo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yagami sorriu safado com a proposta. Enquanto terminava de tirar a calça do lutador por completo, aproximou seus lábios do pênis de Kyo e o abocanhou como pedido, sem cerimônia alguma. Para Iori não tinha nada demais em fazer um agrado em seu parceiro. Aquilo não faria ele se sentir menos homem. Pressionou seus lábios em torno do pênis de Kusanagi e com uma das mãos afastou a calça de seu rival, finalmente o deixando completamente nu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaahhh ruivo! ...Humm... Chupa tão gostoso... Aaaaaahh...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda acariciando o rosto de Yagami, Kyo olhou na direção do ruivo, vendo seu pênis quase inteiro dentro da boca de Iori. Era chupado com uma habilidade, com uma vontade que era praticamente impossível não gemer mais alto. O prazer aumentava e com isso Kyo aceitava melhor aquela situação. Podia ver como Yagami encarava com naturalidade uma relação sexual com outro homem e parava para pensar se não estaria sendo exagero da parte dele ter tanto medo de gostar. Sorriu sexy, observando como tinha o pênis completamente envolvido pela boca do ruivo e levemente empurrou seu quadril ao seu encontro. Novamente gemeu de prazer. Tomado pela sensação gostosa a que era submetido, Kyo levou suas mãos a camisa que Yagami usava, inclinando-se um pouco. Tentava despi-lo enquanto era chupado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Tira isso, Iori... Aaaaahhh... – empurrou um pouco mais a camisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Humm...Hummm... Espere... – parou um pouco o sexo oral e levantou-se, abrindo a camisa. Seu olhar percorria todo o corpo de Kyo, o comendo com os olhos. — Aaah... Você é perfeito, Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Eu sei... – riu Kyo, aproveitando para descontrair um pouco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Que convencido! – disse malicioso enquanto deixava a camisa cair no chão, ficando com o peito nu.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;É a realidade, oras... – pegou de leve nos braços do ruivo e o puxou para perto, até colar seu corpo ao dele em um abraço. Fechou os olhos e sussurrou-lhe ao ouvido. — ...Eu não sei o que você tem, cara... Só sei que está me deixando louco... Aaaah...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Quer mesmo saber? – sorriu pervertido. Abriu mais a calça e a abaixou junto com a cueca, de modo que aquele pênis duro encostasse e esfregasse no de Kyo. — Aaaahh... Eu tenho pau. Grande e bem duro; inteiro pra você... Aaaaah... – agarrou-o e tomou-lhe o pescoço em beijos ao mesmo tempo em que empurrava seu quadril pra frente, fazendo movimentos ao esfregar-se no membro de Kyo como se estivesse o penetrando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaahh Iori, seu pervertido!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kusanagi sentiu um arrepio lhe percorrer todo o corpo de cima a baixo com aquelas palavras do ruivo. Jamais tinha imagino sentir-se excitado com um homem dizendo que tinha um pênis completamente excitado inteiro pra ele, pronto para entrar em cada orifício de seu belo corpo. O medo misturava-se ao êxtase e à curiosidade de experimentar. Se tantos homens sentiam prazer dessa forma, por que ele não poderia sentir o mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levou ambas as mãos a calça do ruivo, puxando-a mais para baixo, aproveitando para acariciar e apalpar as nádegas firmes que Iori tinha. Tanto Iori quanto Kyo gemiam de prazer ao ter seus pênis em contato um com o outro, esfregando-se de modo pervertido um ao outro enquanto trocavam carícias e mais caricias. A excitação dos dois era tanta que doía. A vontade que Iori tinha aquela altura era pegar Kyo de jeito e penetra-lo até todas suas forças esgotarem-se, mas não podia faze-lo; precisava ter calma, afinal, Kyo nunca tinha transado com um homem antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deitou Kyo no capô do carro e como um louco, começou um delicioso e ardente beijo de língua. Seus corpos colados um ao outro faziam com que ambos cada vez mais sentisse um tesão pelo outro incontrolável. Kyo correspondia e permitia que Iori acariciasse cada parte de seu corpo. Sentia as mãos habilidosas do ruivo apertarem suas coxas e, como um louco por sexo, afastarem-na, colocando-se entre elas. Kusanagi abriu os olhos naquele instante, parando os beijos ao sentir a pegada forte de Yagami puxando seu corpo em direção ao dele até fazer a glande do membro duro e latejante tocar o ânus de Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaahh... Minha vontade é enfiar tudo de uma vez! Humm... – lambeu os lábios de Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Iori? – olhou na direção do pênis de Yagami, de pernas abertas, sentindo algo bem duro lhe pressionar o ânus, o que inevitavelmente lhe causou estranheza e receio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – sorriu safado e mordeu de leve o pescoço de Kyo. — Humm... Não vou te machucar. – afastou-se um pouco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – respirou fundo, porém a excitação do momento fazia com que ele não saísse dali naquela hora. — ...Cara... Isso... Isso deve doer não? – olhou para Iori que terminava de tirar a calça e mexia em um dos bolsos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Esqueça a dor, Kyo. Confie em mim! – beijou-lhe rapidamente os lábios e pegou uma das pequenas embalagens que havia posto na calça. Rasgou-a enquanto seu olhar malicioso percorria o corpo de Kusanagi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – acompanhava cada movimento do ruivo com o olhar, procurando deixar de lado a tensão. — Fica interessante com essa cara de tarado... – sorriu sexy. — Principalmente com essa camisinha na mão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ainda não me viu com cara de tarado. – sorriu pervertido e entregou o preservativo a Kyo. Acariciou o próprio pênis, duro como pedra. — Aaaaaahh... Vai, Kyo. Coloca no meu pau...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Vem cá. Chega mais perto... – sorriu safado puxando de leve o ruivo pelo pênis. Ainda de pernas abertas, com Iori entre elas, Kyo sentou-se novamente no capô do carro e posicionou o preservativo para coloca-lo em Iori.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Isso... Veste o meu pau... – olhou safado pra a mão de Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Humm... – aproveitou para acariciar o pênis de Iori enquanto ia desenrolando a camisinha até chegar próximo aos testículos de Iori. — Pronto. – beijou-lhe o pescoço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaah... Agora deita e abra bem as pernas pra mim! – sorriu safado e apertou o pênis entre os dedos. — Só preciso que relaxe... – inclinou-se e lambeu o pênis de Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaahh... – fechou os olhos e gemeu com a lambida. Tomado pela excitação, obedeceu lentamente, acariciando o peito de Yagami enquanto deitava seu corpo sobre o carro. — ...Está bem... Vou confiar em você, Iori... – sorriu discretamente e afastou suas pernas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não vai se arrepender... – malicioso, chupou o pênis de Kyo novamente enquanto com uma das mãos pegava a outra embalagem, abrindo-a. Rasgou-a e ao esprema-la, deixou com que um gel saísse e lambuzasse seus dedos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hummmm... O que isso, Iori? – olhou na direção do ruivo ao sentir o gel ser passado em seu ânus. As carícias que Iori fazia ali enquanto o lambuzava com o gel eram deliciosas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Para que não se sinta tão desconfortável... – deu uma leve chupada no pênis de Kyo. Lambuzou ao máximo o ânus de Kyo com aquele gel. Seus dedos deslizavam facilmente, com isso, escorregou um dos dedos para dentro do ânus de Kyo, fazendo-o gemer com a sensação prazerosa e indolor, graças ao gel lubrificante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Aaaaaaaaahh... – gemeu de um jeito longo e baixo com o prazer diferente que sentia ao ser tocado no ponto certo. Virou o rosto para o lado, levemente corado pelo prazer e por certo constrangimento ao ter sua masculinidade posta em prova.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Está gostoso assim? – disse o ruivo, tocando seu dedo ainda mais fundo no ânus apertado de Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaahh... Faz devagar... Isso dói... Um pouco... – ainda de rosto virado, Kusanagi gemia envergonhado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Humm... Vai doer enquanto você só pensar que está doendo. – voltou a lamber e chupar o pênis de Kyo, fazendo com que seu rival relaxasse um pouco mais. — Hummm... Hummm...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaahh Iori! – abriu mais as pernas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com uma expressão de prazer em seu rosto, Kyo jogou levemente para trás sua cabeça, arqueando seu corpo. As carícias de Yagami dentro de seu ânus, tocando-o de um modo como jamais havia sido tocado ou ao menos imaginado ser tocado por um homem trazia-lhe uma sensação diferente e prazerosa. Na verdade nunca tinha parado para pensar como era bom ser acariciado naquela região... Agora entendia porque tantos homens gostavam e “perdiam o orgulho masculino” por isso. Os lábios do ruivo envolvendo o membro duro de Kyo era um estímulo a mais para o lutador excitar-se mais e relaxar. Entretanto, enquanto para Kyo tudo era questão de tempo para acostumar-se com a idéia e apenas aproveitar o prazer de estar com outro homem, para Iori era uma verdadeira tortura, uma prova de autocontrole que ele nem sabia que tinha. Ainda não tinha passado por uma situação como essa, importando-se tanto e prezando tanto que seu parceiro confiasse nele. Naquele momento Iori não parecia o ruivo louco, insano que sempre era; sempre almejando a morte de seu rival por suas próprias mãos, de um jeito cruel e frio. Parecia um amante carinhoso procurando sentir prazer e fazer com que seu companheiro também sentisse tanto quanto ele... Exatamente por isso Kyo confiou no ruivo; sentiu-se seguro para finalmente entregar-se de vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Humm... Estou pronto, Yagami... – disse Kyo mais baixo entre os gemidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem mais poder esperar, tamanha a excitação, e vendo que realmente Kyo estava preparado, Yagami parou o que fazia. Levou ambas as mãos até as coxas de Kusanagi fazendo com que o lutador erguesse as pernas de modo que pudesse colocar-se melhor entre elas. Em rápidos e poucos movimentos, o ruivo pôs as duas pernas de Kyo sobre seus ombros, deixando-o completamente entregue à sua vontade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaahh... Ótimo, porque não posso mais esperar, Kyo! – posicionou o pênis com certo desespero no ânus de Kusanagi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Cuidado, cara... Vai com calma!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tentando posicionar-se melhor por baixo de Iori, Kyo sentia a apreensão voltar a tomar conta de si com o membro do ruivo fazendo pressão em seu ânus até então intocado. Fechou bem seus olhos e segurando-se no ruivo, deixou-se dominar pela dor no exato momento que era penetrado firmemente. Iori não conseguia mais se controlar como antes. E continuamente empurrou-se para dentro de Kyo, abrindo caminho em seu ânus virgem e bem apertado. Cada centímetro que entrava dava-lhe mais prazer. Sentia o pênis totalmente envolto pelo corpo de Kyo de uma maneira tão imensamente prazerosa que gemeu alto ao tocar-lhe fundo; finalmente tendo o membro inteiro dentro de Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaaaahh, Kyo!!! – fechou os olhos com uma linda expressão de prazer em seu rosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaah! ...Devagar.... – novamente virou o rosto para o outro lado. Em seu rosto a dor era nítida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Humm... Eu nem comecei... Aaahh... – acariciou uma das coxas de Kusanagi. Beijou o pescoço exposto do lutador, dando-lhe leves mordidas. — Já vai se acostumar com meu pau dentro de você... – disse em um tom pervertido, voltando aos beijos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaii... – agarrou-se em Iori, suportando a dor ao tempo em que recebia as carícias do ruivo e esperava seu ânus acostumar-se um pouco mais com o pênis de Yagami.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Quero ouvir você gemendo de prazer pra mim... – sussurrou ao ouvido de Kyo. — Aaahh, Kyo, não sabe como me deixa louco!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem nada ouvir de Kyo, Iori voltou a mover seu quadril. Lentamente o ruivo ia e vinha, penetrando seu rival que ainda tentava relaxar e deixar com que o prazer superasse a dor inicial. Iori aumentou o ritmo das estocadas. Era tentador demais ter Kyo Kusanagi por baixo dele, totalmente entregue como naquele momento e como já tinha imaginado tantas vezes. Possuí-lo era um prazer tão intenso que se controlava muito para que não gozasse de imediato. Também se controlava como nunca para não deixar seu instinto perverso tomar conta de si naquele momento... Só de imaginar que poderia fazer o que quisesse com Kyo, machuca-lo, estupra-lo, fazia com que Iori se excitasse ainda mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo agarrou-se como pôde a Iori ao sentir as estocadas do ruivo intensificarem-se. Não tinha mais volta. Estava completamente dominado pelo ruivo, completamente entregue. Seu próprio membro rijo roçando na barriga do ruivo, estimulando-o, mantendo-o ereto fazia com que Kyo pudesse relaxar, sentir-se mais à vontade. Apertou bem os olhos e puxou-o para ainda mais perto de si quando entre uma estocada e outra sentiu o pênis de Yagami tocar-lhe em um ponto em que a sensação era extremamente prazerosa... A partir daquele instante, o incômodo da dor ficou de lado, dando lugar a um prazer indescritível que jamais havia sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaahh... Aaaaaaaii Iori!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaahh... Isso... Geme bem gostoso pra mim... Aaaaahh... – penetrou-o mais fundo, mais firme ao ver que Kyo acostumava-se com o pênis entrando e saindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hummm... Continua, cara... Aaaaahh... – acariciou as costas de Iori.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Está gostando não é, seu safado?... – estocou o membro de um modo mais forte, fazendo com que seu corpo batesse no corpo de Kyo. — Aaaaaaaahhh!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo não respondeu. A cada instante gostava mais de ser penetrado. Não sabia ao certo se era somente porque Iori tinha realmente um pênis delicioso ou se aquela sensação tão gostosa só era possível por ter o próprio pênis estimulado em atrito com o abdômen do ruivo. A única coisa certa para Kyo era que aquela transa que no começo tinha um certo receio do que poderia acontecer, agora era uma das mais pervertidas e gostosas das que já teve em toda sua vida. E também a primeira transa dolorosa, afinal, além de nunca ter sido passivo antes, o pênis de Iori era acima da média dos homens... Agora podia entender porque tanta resistência de Yuki em fazer sexo anal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quando o prazer tornou-se ainda mais intenso, Kyo sentiu subitamente o ruivo retirar o pênis de dentro de seu ânus e afastar-se o soltando. No mesmo instante abriu os olhos sem entender o motivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Que foi, Iori? – ainda estava meio atordoado de tanta excitação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Vamos continuar de um outro jeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem muita explicação, Yagami pegou-o pela cintura puxando-o sem delicadeza, fazendo o lutador escorregar pelo capô do carro até ter novamente os pés no chão. Kyo foi virado de costas sem ter muito tempo para fazer perguntas. Iori empurrou seu corpo para cima de Kyo colando-se a ele como um animal sedento por sexo. Mal o inclinou e já o agarrou com força pela cintura, voltando a penetra-lo, arrancando um grito de dor de Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaaiiii!!! Calma, seu puto!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaahh... Não reclama... – inclinou-se por cima de Kyo, lambendo-lhe a nuca. — Hummm... Gostoso... Aaaaahhh...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Isso dói!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Suspirou e para aliviar a dor que sentia, Kusanagi inclinou-se mais por cima do capô do carro, deitando o peito. Deitou o rosto também, virando-o um pouco para olhar para trás, vendo a expressão de prazer de Yagami ao dar cada estocada em seu ânus. Aquilo; aquela vontade de Iori de certa forma excitou Kyo. A posição em que estava agora, praticamente de quatro, fazia com que o incômodo de antes fosse amenizado e novamente gemeu de prazer. A excitação e o prazer aumentavam para ambos. Seus corpos já suados esfregavam-se um ao outro ao tempo em que, em incessantes estocadas Iori penetrava Kyo com vigor. O ruivo apoiou as duas mãos no capô do carro e olhou na direção do próprio membro entrando e saindo do ânus de Kyo. Estar fodendo seu rival daquela forma, ao ar livre, em cima do carro era extremamente excitante! E a vontade com que o penetrava era tanta que o carro balançava. Falava coisas pervertidas ao ouvido de Kyo, que mesmo com a dor permanecia excitado. Era tudo muito diferente do que estava acostumado, mas não deixava de ser prazeroso e excitante!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori o penetrou mais algumas vezes, todas estocadas firmes e profundas. Mas retirou novamente o pênis de dentro do ânus de Kyo ao sentir que seu orgasmo estava bem próximo. Louco de prazer, retirou a camisinha, jogando-a fora e no mesmo instante segurou no membro duro e latejante com vontade, começando uma masturbação intensa. Não tirava os olhos das nádegas perfeitas de Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaahhh... Aaaaaaaaahhh... Você é delicioso, viadinho... – disse malicioso. — E agora vai levar um banho de porra! Aaaaaaaaahhh...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaah... – gemeu baixo. — Faça o que quiser, cara... – estava tão fora de si, tomado pelo prazer que nem ao menos protestou pela ofensa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Humm... Assim que gosto de ver! – deu um tapa na bunda de Kyo e esfregando o pênis nas nádegas do lutador, Yagami não resistiu e começou a ejacular. — Aaaaaaaaaaaahh!! Aaaaaaaahh, Kyo!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os jatos de sêmen saíram com força do pênis de Iori, caindo sobre o corpo de Kyo e lambuzando-o nas nádegas e costas. O ruivo gozava bastante e com uma das mãos espalhava aquele líquido pelo corpo de seu rival, expressando todo o prazer que sentia em seu rosto, em um belo sorriso malicioso de pura satisfação. Kyo sentiu-se levemente estranho ao ter o corpo melado com sêmen que não fosse o próprio pela primeira vez. Olhou para trás, por cima dos ombros e naquele rápido instante realmente sentiu-se um verdadeiro “viadinho”. Iori apoiou uma das mãos no capô do carro, sem se importar se estava suja com sêmen ou não. Abaixou um pouco a cabeça de olhos fechados, ofegante enquanto recuperava-se do orgasmo. Kyo, movido pela curiosidade, levou uma das mãos às costas passando ali e sentindo o sêmen de seu rival. Novamente olhou para o ruivo e virou-se de frente a ele segurando o próprio pênis ereto entre os dedos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ainda não acabou, ruivo. – acariciou-se. — Aaaaaaahhh...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Iori olhou na direção do membro de Kyo e sorriu malicioso ao pegá-lo, apertando-o entre os dedos. — Eu cuido disso pra você. Humm... Goza na minha mão, Kusanagi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem que Kyo tivesse tempo de responder, o ruivo intensificou o ritmo da masturbação, dando-lhe prazer e tomou-lhe os lábios em um beijo de língua excitante. Kyo não protestou. E nem tinha como! Além do prazer que a masturbação lhe proporcionava, o beijo do ruivo abafava e continha seus gemidos e qualquer forma de protesto. Yagami colou seu corpo ao de Kyo, roçando o pênis ainda melado de sêmen em sua coxa. Intensificou tanto o beijo quanto a masturbação. Parou somente quando sem mais agüentar, Kyo gemeu alto de prazer, liberando seu sêmen quente diretamente no abdômen do ruivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaaaahhhhhh!!!! Aaaaaaaahhh Io...ri... Aaaaaaaahhhh... – deitou seu corpo novamente no carro enquanto de seu membro saíam jatos e mais jatos de sêmen.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Humm... Se soubesse como fica lindo gozando... – sorriu pervertido. Permaneceu o masturbando até que a última gota de sêmen deixasse o pênis de Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Aaahh... – sorriu e fechou os olhos. Sua respiração estava acelerada e ofegante. — ...Que loucura... Humm...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori não comentou. Vagarosamente deitou-se por cima de Kyo e voltou a beija-lo sendo correspondido imediatamente. Kyo abraçou seu rival, que agora se tornara seu amante, acolhendo-o em seus braços. &amp;nbsp;Ambos fecharam os olhos e naquele momento tudo o que queriam era estar o mais próximo um do outro, sem que nada mais importasse. Ficaram alguns minutos dessa forma, trocando carícias e beijos até Kyo passar as mãos pelas costas de Iori e sorrir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Quem diria que estaríamos aqui juntos assim? – sussurrou entre carícias que fazia pelo corpo do ruivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – acariciou o corpo de Kyo, beijando-lhe o pescoço. — Arrependido?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hum, só se for de não ter me aproximado de você antes, cara. – sorriu sexy. Olhou nos olhos do ruivo e acariciou-lhe levemente o rosto. — ...Mas podia ter ido com calma... Estou todo dolorido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Podia. Só que você estava gostando... Gostou tanto que gozou bem gostoso na minha mão... – lambeu o pescoço de Kyo, todo pervertido. — Hummm... Vai negar que adorou conhecer o meu pau?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ah, que coisa mais gay isso! Eu hein! – suspirou sentindo-se estranho com o comentário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Você é gay, Kyo! – riu. — Se não fosse nem teria entrado no carro comigo, muito menos teria aceitado dar esse rabinho pra mim. – ergueu o corpo, saindo de cima de Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Sem comentários, Iori. Ainda não me acostumei com a idéia totalmente...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Acostumou o suficiente para mim. – passou a mão pelo pênis o limpando e afastou-se mais, pegando as roupas jogadas pelo chão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Kyo observou os movimentos do ruivo com o olhar. Passou a mão por entre as nádegas com uma expressão de nojo. — Ah, droga! Essa coisa que você passou ao menos sai fácil? – olhou para a mão, lambuzada com o gel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Sai, não se preocupe. – disse o ruivo sem dar muita atenção, batendo um pouco a calça para tirar a poeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Estou deprimente. – suspirou. Saindo de cima do capô do carro, Kyo ficou de pé e olhou para o automóvel. Deu um sorrisinho sacana. — Seu carro que o diga! Está cheio de porra! – riu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Passe a língua aí que limpa. – sorriu safado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Juntou as roupas e caminhou de volta ao carro ouvindo Kyo resmungar por estar realmente todo lambuzado de sêmen. Resolvendo seguir Iori, Kyo pegou também suas roupas espalhadas pelo chão, incomodado com a dor leve que sentia e com o gel. A falta de costume fazia com que o lutador se sentisse estranho e nojento com o ânus lubrificado como estava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Se passar a sua bunda vai limpar mais fácil. – sacudiu a calça que tinha pego no chão. — Droga, você que jogou minha calça no chão?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Queria que eu jogasse onde, Kyo? – disse tranqüilamente deixando as roupas no carro enquanto abria o porta luvas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Sei lá, cara. Só sei que ficou toda suja. – aproximou-se do ruivo. Olhou curioso vendo-o pegar alguns lenços de papel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Se não se limpar, garanto que a calça vai ficar ainda mais suja... Com porra. – sorriu pervertido entregando a Kyo alguns lenços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ah, valeu. Ao menos isso... – pegou da mão do ruivo um lenço passando primeiramente pelo abdômen onde tinha um pouco do próprio sêmen.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – o ruivo observou o que Kyo fazia enquanto limpava-se. Sorriu pervertido e pegando um dos lenços, passou por entre as nádegas de Kusanagi. — É aqui que precisa limpar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ei! Que folga é essa? Agora é assim, sai passando a mão na minha bunda do nada? – olhou-o de lado com um sorriso levemente sacana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Prefiro passar o meu pau... Hummm... – apertou a bunda de Kyo e afastou-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não imaginava que Iori Yagami era um tremendo tarado! Putz... &amp;nbsp;– balançou a cabeça e voltou a limpar-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori nada disse. Logo que se livrou do sêmen em seu corpo, pegou a cueca e a calça, vestindo-se. E cada movimento do ruivo era observado por Kusanagi, naquele strip invertido. Permaneceram por alguns instantes sem trocar palavras, ambos vestindo-se e admirando a beleza um do outro. O silêncio ajudava Kyo a perder-se em pensamentos sobre o que acabara de fazer. Porém, com o passar dos minutos após a transa, ao invés de fazer o lutador arrepender-se, somente fazia com que Kyo tivesse certeza de que tinha tomado a decisão certa ao ficar com Iori e admitir seus desejos reprimidos. Enquanto Kyo concluía que tinha feito a melhor escolha e aceitava, Yagami sentia-se plenamente satisfeito. A serenidade de sua expressão mostrava isso, nem de longe parecia o rival que há algum tempo atrás Kyo tinha. Era naquele momento um homem calmo, seguro de si. A impressão que dava era que ele encarava aquilo tudo com muito mais tranqüilidade e naturalidade do que Kyo. Talvez por já se assumir homossexual há um tempo, ou também por talvez já ter isso em mente antes que Kyo pudesse imaginar. Somente com o tempo as coisas poderiam se esclarecer. O ruivo foi e sempre será um mistério para Kyo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao terminar de se vestir, Yagami, com alguns dos lenços de papel que havia sobrado, limpou o capô do carro. Não poderia sair dali com o automóvel sujo com sêmen como estava. Kyo aproximou-se e encostou-se ao lado de carro, já vestido, observando o ruivo. Não conseguiu conter uma piadinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ah, pra que isso, cara? Ficaria legal voltar pra cidade com o carro assim. – riu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Existem outros meios de chamar a atenção. Esse não é um dos mais interessantes... – sorriu malicioso e jogou o lenço fora ao terminar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;É, você deve entender mesmo de como chamar a atenção. – sorriu debochado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não como você está imaginando, Kyo. Mas se quiser, eu demonstro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Demonstrar? – seguiu o ruivo com o olhar vendo-o se aproximar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Iori não respondeu de imediato. Encostou-se ao carro e sentou no capô, dando uma olhadinha na direção do céu estrelado, iluminado pela lua. — ...É. Acho que vai gostar... Mas falamos nisso depois. – cortou o lutador ruivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Quero só ver... – sorriu discretamente. Aproximou-se de Iori, encostando-se no carro ao lado dele e olhou na mesma direção que o ruivo olhava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por alguns instantes o silêncio pairou entre eles. Iori parecia distante naquele momento; a lua crescente fazia o ruivo lembrar-se de seu clã, de seu destino como Yagami, um eterno rival dos Kusanagi. Será que poderiam deixar de lado anos e mais anos de guerra entre si? Por que se sentia tão obcecado no corpo de Kyo quando sua obsessão deveria limitar-se ao simples desejo de mata-lo? Era esse seu objetivo. Cresceu sob esses ensinamentos: odiar e matar Kusanagi a todo custo. Desviou o olhar para baixo e esfregou lentamente o rosto. Tentou não continuar pensando sobre aquele assunto. Não por enquanto... Estava tudo indo tão bem com Kyo agora, não podia colocar tudo a perder!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kyo notou que o ruivo estava estranho. Aproximando-se mais, levou uma de suas mãos a coxa de Iori, acariciando-o lentamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Algum problema, Iori? – perguntou ligeiramente desconfiado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não. – acariciou de leve a mão de Kyo que estava sobre a coxa dele. — Não foi nada...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – suspirou. — Claro que tem algum problema sim. – balançou a cabeça. — Tanto fez para que eu me acostumasse com a idéia e o aceitasse, e agora é você que fica estranho, cara? – olhou para o ruivo um tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Eu já disse que não foi nada, Kyo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Então diga isso olhando nos meus olhos... – falou em um tom mais baixo. Olhou na direção da lua no céu e novamente olhou para o ruivo. — Confirme para mim que realmente não tem nada te incomodado, Yagami. Que a rivalidade entre nós dois morreu nessa noite. – tornou-se sério, já que o assunto exigia seriedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Iori hesitou por um momento. Vagarosamente voltou o seu olhar para Kyo, olhando-o nos olhos para enfim falar, também em um tom mais sério. — A rivalidade entre nós dois já morreu há muito tempo, Kyo. – levou uma das mãos ao rosto de Kusanagi e o acariciou de leve. — Mas só agora, nessa noite, eu me dei conta disso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A reação de Kyo não veio com palavras e sim com gestos. Sorriu discretamente e abraçou o ruivo, beijando-lhe o pescoço. Iori correspondeu ao abraço e fechou os olhos, trazendo seu ex-rival para mais perto de si e fazendo-o deitar a cabeça em seu ombro. Afagou-lhe os cabelos e desceu as carícias até a cintura de Kyo. Ao parar a mão ali, Kusanagi soltou-se e com seus rostos bem próximos um ao outro, logo voltaram a trocarem carícias e beijos, dessa vez, como um casal apaixonado, que há muito tempo não tocavam um ao outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquela noite sem dúvida foi especial tanto para Kyo quanto para Iori. Kusanagi tinha saído de um relacionamento de mais de seis anos com uma mulher que ele amava e acreditava ser correspondido na mesma intensidade. O desgaste da relação fez com que Yuki acabasse o traindo, coisa que até então ele mesmo com várias oportunidades não tinha feito com a moça, mas tinha que admitir para si mesmo que realmente as coisas estavam insustentáveis. Tanta coisa havia ocorrido nesse tempo; passou por tantas dúvidas, medos, descobertas... Estar naquele instante com Iori, mesmo que sendo apenas uma transa e nada mais, já o fazia sentir-se melhor. Era o começo de uma nova fase em sua vida que acreditava ser bem melhor, desvencilhando-se completamente do passado, do ódio, de seus medos e preconceitos... E a partir daí, não duvidaria de mais nada. Quem sabe em um futuro próximo os ex-rivais não se tornariam amantes definitivamente? Era loucura pensar algo assim tão cedo, porém, com tudo sempre dando errado em sua vida, por que não arriscar? Se Yagami tinha esperado tanto tempo, insistindo tanto em seu desejo por Kyo, isso não poderia ser um bom sinal? O que se podia ver era que Iori estava satisfeito com sua conquista. Kyo Kusanagi sempre foi um adversário e um inimigo. Convence-lo em tornar-se seu amante era sem dúvida alguma um feito e tanto! O melhor de tudo para o ruivo era o gostinho de fazer seu rival “transformar-se” de um homem heterossexual convicto e orgulhoso à homossexual passivo... O seu passivo. Era um passo muito importante que tinha dado rumo ao seu objetivo final.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passaram ainda algum tempo juntos naquela noite, conversando e contemplando a bela vista que tinham da cidade. O clima era de paz e tranqüilidade entre os dois membros dos clãs rivais Yagami e Kusanagi. Na verdade nem parecia que um dia já tinham travado lutas fenomenais, que já tinham sentido um pelo outro um ódio imenso. Conversavam como dois amigos, vez ou outra trocando algumas carícias mais íntimas. Definitivamente naquela noite a relação entre eles havia mudado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas horas mais tarde, enfim entraram no carro para voltar à cidade. Por todo o caminho, Kyo dormiu no banco do passageiro, cansado. Justamente naquele dia havia acordado cedo, e a transa com Iori também ajudava a deixa-lo sonolento. Para onde seria levado ou não estava nas mãos do ruivo, que ao dirigir estava com os pensamentos bem longe. Com um semblante sério, Iori parecia pensar no que tinha ocorrido. Olhou de lado para Kyo que dormia todo largado e com a cabeça meio caída para o lado, vendo e constatando como para Kyo a rixa entre as famílias nunca teve tanta importância quanto teve para si próprio. Quantas vezes já tinha o enfrentado, pronto para mata-lo e podia sentir que Kyo não pensava da mesma forma? Lembrava de diversas vezes em que teve de ameaçar gente inocente para atiçar a raiva em Kyo. Para fazer com que Kyo o odiasse tanto quanto ele... Entretanto os anos passaram-se e seu objetivo não tinha sido alcançado. Até mesmo haviam unido forças, lutado juntos e no final das contas Kyo permanecia vivo... &amp;nbsp;E agora estava em seu carro, dormindo como um anjo após tornarem-se amantes por uma noite.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acelerou o carro e desviou seu olhar para a estrada, com um leve sorriso malicioso e misterioso em seus lábios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Durma bem, Kusanagi. – sussurrou para que o lutador não acordasse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E realmente não acordou, exceto quando o ruivo o deixou em frente à casa em que estava morando naquele pacato bairro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dias passaram-se desde então. Mais precisamente uma semana, e a cada dia Kyo acostumava-se melhor com a idéia de estar com Yagami daquela maneira, como praticamente dois amantes e não como dois rivais... Não só Kyo, mas como o próprio Iori. O ruivo parecia mais tranqüilo a respeito de sua decisão; a rivalidade entre ambos realmente era coisa do passado. Já para Kyo, não era mais tão estranho estar ao lado de Iori como no primeiro dia em que tiveram um contato mais íntimo, e tudo aparentemente estava indo muito bem com o mais novo casal. Passava das 21:00hs de quarta-feira. No quarto de Kyo, o telefone celular tocou. O aparelho que estava na mesinha, ao lado da cama insistia em tirar a paz e a concentração de Kyo naquele instante e parecia que somente se atendesse de uma vez é que ficaria livre. Estendeu uma de suas mãos para pegar o celular, porém foi impedido por Iori.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Agora não... – disse o ruivo ofegante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ruivo estava por cima de Kyo. Ambos estavam nus na cama e transavam calorosamente. Kyo tinha suas pernas bem afastadas uma da outra, permitindo que o ruivo, posicionado entre elas, tivesse total acesso ao seu ânus. Yagami o penetrava deliciosamente, seguidas vezes tocando-o bem fundo, o que inevitavelmente arrancava gemidos de prazer do lutador. As roupas dos dois, espalhadas pelo chão, e o lençol revirado mostravam bem como um pareciam necessitar loucamente um do outro. Como se todo o tempo em que passaram afastados, enfrentando-se nos ringues ao invés de se entenderam na cama, precisasse ser compensado de alguma maneira agora... E eram o que faziam. Eram dois amantes fervorosos na cama!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Novamente o celular tocou e Kyo insistiu em atender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaahh... Pode ser importante, cara... Hummm... – lambeu o pescoço de Iori, pedindo silêncio com o olhar e finalmente pegou o aparelho na mesinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iori não o atrapalhou. Ergueu um pouco seu corpo para que Kyo pudesse falar sem problemas e puxou-o pelas coxas até seus corpos estarem unidos justamente onde era necessário, quadril com quadril. Kyo sentiu o membro do ruivo o tocar ainda mais fundo e por pouco não gemeu assim que atendeu ao telefone.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Alô... – olhou para o ruivo como se pedisse uma trégua. Yagami sorriu malicioso e maldoso, porém diminuiu o ritmo das estocadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Kyo, eu preciso muito falar com você... – a voz feminina do outro lado da linha era inconfundível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Yuki... Não temos mais nada a falar. – fechou os olhos segurando-se para não gemer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Temos sim, Kyo. – suspirou. — É difícil pra eu estar ligando depois de tudo... Mas não estaria fazendo isso se você não significasse nada para mim!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Kyo mal prestava atenção à ex-namorada. Iori o penetrava de um jeito que era quase impossível não demonstrar através de gemidos de prazer o quão era bom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Kyo? Está me ouvindo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – suspirou. — ...Se me amasse de verdade não teria feito o que fez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Você acha que eu teria passado seis anos da minha vida ao lado de um homem se eu não o amasse muito?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Você me traiu... – apertou bem os olhos e mordeu os lábios ao sentir Iori penetra-lo mais rápido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Mas eu estou arrependida... Não sabe o quanto... – deu uma pausa esperando algum comentário de Kyo que não houve. Voltou a falar. — Imagino que deve estar me odiando, Kyo. Mas as pessoas erram. Eu admito que errei com você...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Certo... Já entendi... Só que entre nós não existe mais nada... – parou e mordeu novamente os lábios assim que Yagami pegou em seu pênis ereto. Olhou imediatamente para o ruivo que tinha um olhar safado ao começar uma masturbação em Kyo ao mesmo tempo em que o penetrava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não podemos nem ao menos ser amigos, Kyo? – disse mais baixinho. A moça parecia realmente arrependida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Kyo nem tinha como responder. O prazer que sentia era imenso. Olhava para Yagami implorando a piedade do ruivo já que não queria gemer de modo algum ao telefone. — Yu... Yuki... Depois... Conversamos... – maldoso, ao invés do ruivo parar, intensificou as estocadas. Para que ele próprio não gemesse, tomou o pescoço de Kyo em um beijo delicioso, acariciando as coxas do lutador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Kyo? Você está estranho... – desconfiou a moça. — ...Você está bem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – Kyo agarrou-se a Iori e fechou bem os olhos contendo-se como nunca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Kyo?! – insistiu Yuki.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;... – mordeu o ombro de Iori para não gemer de prazer naquele momento. Porém, Iori parecia decidido a fazer Kyo acabar se entregando. Segurou firme nas coxas o lutador, puxando-o para mais perto dele ao mesmo tempo em que o penetrou em um tranco firme, no exato momento arrancando um gemido longo de prazer que não pôde conter. — Aaaaaaaahh... – largou o telefone celular ao lado dele na cama após o gemido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yuki ficou sem palavras ouvindo aquilo. O jeito ofegante do ex-namorado falar e agora o gemido faziam a moça ficar pasma. Não desligou o aparelho; ouvia e prestava atenção para saber com quem Kyo estava, tinha que saber direito essa história! O ciúme tomou conta completamente de Yuki naquele momento. Kyo virou o rosto para o outro lado, de certa forma, constrangido por Yuki ter ouvido seu gemido. Entretanto, para Iori aquilo era divertido e a partir de então, não conteve mais seus gemidos. Seria perfeito que a namoradinha descobrisse o que Kyo andava fazendo agora. Deitando-se mais por cima de Kusanagi, o ruivo passou a penetra-lo mais forte, seguidas vezes, sendo impossível Kyo não gemer. O prazer era completo pelo ruivo esfregar-se no pênis de Kyo cada vez que se movia para frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaahh... Aaaaaaaahhh!!! – gemeu Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaahh!!! ...Isso... Geme pra mim, Kyo... Aaaaaahh... Meu viadinho... Hummm... – deu um tranco mais forte em Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaaaaaaaaiii!!! – esquecendo-se de que não tinha desligado o telefone, Kyo reclamou, e foi ouvido pela ex-namorada sem que ele soubesse. — Aaaaaaii... Devagar, Iori! Assim dói, cara... Aaaaaahh...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Completamente abismada com o que ouvia, Yuki levou uma mão à boca sem reação por alguns instantes... Mas não estava enganada. A voz era do ruivo Yagami, juntamente com seu ex-namorado; e o pior: estavam transando! Naquele momento a moça não sabia o que pensar; não sabia o que predominava dentro de si: o ciúme, a raiva ou o nojo. E quem poderia garantir que Kyo não se deitava com outros homens enquanto ainda eram namorados? Não se viam com tanta freqüência assim, Kusanagi poderia muito bem estar enganando-a todo esse tempo enquanto ela se culpava pela traição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jogou o telefone com raiva na parede sentindo seus olhos encherem-se de lágrimas. Não era mais a namorada de Kyo, mas continuava o amando como antes. Seus sentimentos não mudaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Maldito!!! – gritou com todas suas forças, novamente colocando as mãos no rosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lágrimas insistiram em rolar pelo rosto da moça inconformada ao descobrir a verdade. Yuki não queria saber de lógica, mesmo não tendo mais nada com Kyo, não podia controlar sua raiva e seus sentimentos. A fúria tomou conta de si e somente com o passar do tempo; ao acostumar-se com a idéia de que o ex-namorado era gay é que ela realmente poderia parar pra pensar e ver que estava excedendo-se. A sorte da moça é que naquele instante estava sozinha em casa. Com toda certeza o atual namorado nada gostaria de vê-la alterada por causa de Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas costumam comentar que normalmente só se dá valor a algo ou alguém quando não se tem mais... Yuki podia confirmar isso nos últimos dias. Estava sendo muito difícil para a moça. Desde o término do namoro não era mais a mesma, Kyo fazia falta a ela, era importante para ela embora até então não tinha se dado conta disso. As brigas e mais brigas já não significavam mais nada. Estar ao lado de um homem mais velho e com condições financeiras melhores sem dúvida alguma trazia conforto a ela que não tinha ao lado de Kusanagi. Contudo, não o amava tanto quando amou e ainda amava Kyo... Tarde demais para perceber o erro que havia cometido, principalmente porque Kyo já não era mais o mesmo. O jeito era levar a vida adiante, tentar ser feliz ao lado do homem que no passado achou a melhor opção para si e nunca mais procurar por Kyo. Realmente com o passar do tempo a moça nunca mais o procurou. Não telefonou mais e nem tentou saber para onde Kyo havia se mudado. Correr atrás de homem era humilhante demais; tinha prometido a si mesma que jamais faria isso novamente. Disfarçou a fim do atual namorado jamais saber. E de fato o homem nunca descobriu que em uma recaída Yuki havia telefonado para Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim como Yuki prosseguia sua vida, Kyo fazia o mesmo. O lutador sentia-se muito melhor ao lado de Iori. Parecia que finalmente sua vida tinha se acertado! Na verdade jamais tinha parado para pensar que estaria passando por uma situação como essa; encontrando Iori vez ou outra como amantes, mas tanto para um quanto para o outro estava tudo perfeito. Não tinham um compromisso de fato, não era essa a intenção, ao menos por enquanto. Mas quem sabe? Caso tudo seguisse esse rumo, era provável que no futuro acabassem como namorados, mas por enquanto não. Era cedo demais, e nenhum dos dois parecia levar tão a sério dessa forma, principalmente por parte de Iori. Para o ruivo, o caso dos dois estava simplesmente ligado à atração sexual intensa que sentiam e nada mais. Já Kyo, apesar de cedo, começava a acreditar na possibilidade de estarem unidos não só pelo sexo. Muita coisa que ainda passava na cabeça do lutador não tinha sido explicada em definitivo. Como o fato de Iori ter arriscado a própria vida por ele. Por mais que Iori negasse e voltasse com a velha história de que “só ele poderia matar Kyo”, Kusanagi não podia crer nisso. Imaginava se lá no fundo o que Yagami sentia não era um sentimento forte que superasse o ódio. Não algo carnal como simplesmente atração sexual, mas sim algo mais profundo... Mais intenso e que o ruivo tentava esconder até mesmo de si próprio. A atitude de Iori sem dúvida deixava algo nítido na mente de Kyo: quem odeia não se preocupa em salvar o inimigo. Somente um sentimento forte como o amor poderia fazer um homem salvar a vida do outro, arriscando a própria. O simples “amor ao próximo” explica isso, porém no caso de Iori havia também a atração sexual. Por que não seria amor de fato? E Kyo pensava constantemente nessa questão, embora nunca tivesse comentado nada com o ruivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não saíam juntos. Ninguém sabia do que rolava entre os dois ex-rivais; eram muito discretos e normalmente só se encontravam na casa de Kyo ou no apartamento de Iori. Lá podiam ficar completamente à vontade sem que fossem atrapalhados ou descobertos. Tinham preferência pela casa de Kyo, já que o bairro era muito mais tranqüilo e poucos conheciam os dois. No apartamento de Iori, além de não ter a mesma privacidade pelo próprio tipo de residência, tinha o problema do ruivo morar por lá há um tempo, logo era conhecido pelos moradores. Isso não era bom para a reputação de lutador dos dois. Sem contar que certas vezes, estranhamente, Iori parecia se sentir incomodado ao levar Kyo ao próprio apartamento como se fosse seu namorado. Com isso, era muito mais freqüente a visita de Iori a Kyo do que o contrário, como tinham combinado para aquela noite de sábado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era quase onze horas da noite e Kyo ainda esperava pelo ruivo em sua casa. Impaciente pela demora, o lutador que estava arrumado para sair, esperava assistindo a um filme na tv, vez ou outra trocando de canal. O combinado era o ruivo passar na casa de Kyo por volta das dez da noite e ambos iriam até um bar naquele bairro mesmo. Beberiam um pouco e logo retornaria para a casa de Kyo onde provavelmente teria uma longa noite de sexo e muita orgia. Olhou para o relógio no pulso e esfregou o rosto meio irritado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;22:52! Droga, que horas esse puto vem?! – resmungou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trocou novamente de canal na tv, mas não tinha mais paciência para continuar esperando. Incomodado, levantou-se do sofá e ajeitou a jaqueta no corpo enquanto caminhava em direção a cozinha. Com um olhar meio sério, o lutador pensava no que poderia ter acontecido para que o ruivo não cumprisse o combinado. Talvez estivesse esquecido, afinal, combinaram em um momento não muito apropriado, após uma transa incrível! É... Era possível que Yagami realmente não lembrasse do encontro marcado, mas e aí? Continuaria esperando?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encostando-se a pia de braços cruzados, o lutador olhou para o chão pensando em uma solução. Balançou a cabeça no exato momento em que se lembrou do celular de Iori. Não! Não iria sair ligando, correndo atrás de homem, aquilo era ridículo! E mais ridículo ainda era permanecer em casa, esperando um homem para saírem juntos... Sentia-se um viadinho naquele momento!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Ah não! Quer saber? Foda-se o Iori! – desencostou-se da pia e abriu a geladeira de onde tirou uma garrafa com água.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dali mesmo o lutador bebeu, sem se dar ao trabalho de pegar um copo para isso. Voltou a pôr a garrafa exatamente onde tinha pego e bateu a porta da geladeira, saindo da cozinha com o propósito de aproveitar aquela noite de sábado, mesmo sozinho. Estava arrumado; a única coisa que precisava era pegar a moto e partir, mais nada! ...E foi o que fez. Ainda sério e resmungando sozinho no caminho até a garagem de sua casa, Kyo dirigiu-se até a moto estacionada ali e partiu em direção ao bar mais próximo naquele bar. Não era um dos melhores programas do mundo para uma noite de sábado, pelo contrário! Aquele bairro era horrível, terrivelmente parado, mas... Melhor do que ficar em casa sozinho em plena noite de sábado ser ter absolutamente nada a se fazer. Era o que muitas pessoas pensavam. Apesar do bairro ser realmente pacato, no bar Kyo pôde encontrar um ou outro conhecido. Não que ele fosse puxar assunto com um deles, mas como foi abordado, não iria dar um fora de graça. Além do mais, não estava em condições de ficar dispensando companhia. Passou a noite quase toda bebendo e tentando disfarçar e enganar a si mesmo que tinha ficado bem chateado com a mancada do ruivo, deixando-o esperar inutilmente em sua casa. Realmente programava algo bem mais interessante para aquela noite. O ideal mesmo seria passar ao lado de uma pessoa interessante e considerava Iori dessa forma. Kyo começava a se acostumar com a idéia de ver o ruivo com certa freqüência, apesar de terem começado a sair juntos a tão pouco tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que podia fazer para que a noite não ficasse tão desagradável era procurar não pensar em Iori... E naquela noite, a última coisa em que Iori pensava era em Kyo. Bem longe do destino combinado, em outra cidade, o ruivo aproveitava a noite em um dos seus bares favoritos. Um Death Metal Bar; exatamente o mesmo onde Iori e Kyo trocaram o primeiro beijo, mesmo que roubado. Teria o ruivo esquecido do compromisso? Não. Yagami lembrava-se bem que havia combinado um encontro com Kyo aquela noite; o que acontecia era a total falta de vontade de encontra-lo. Tudo o que Iori queria naquela noite era se divertir como há muito tempo não fazia; em um ambiente que o agradava verdadeiramente e não permanecer ao lado de Kusanagi. Sacanagem ou não, essa sua vontade. E como sempre, a vontade de Yagami estava acima de qualquer sentimento ou pensamento de outras pessoas. Não vivia para agradar a Kyo nem a ninguém, apenas a si próprio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como de costume, o bar estava lotado de seres vestido de preto. Yagami era um deles. O som estava alto e bastante pesado, sempre valorizando a guitarra e a bateria. Diversas motos estacionadas de frente ao estabelecimento mostravam o tipo de público bem como a quantidade de metaleiros presentes naquela noite. Alguns estavam ainda do lado de fora, de onde se podiam ouvir as músicas claramente. Um ou outro casal trocava beijos e carícias encostados à moto. Do lado de dentro, a iluminação quase nula permitia que pelos cantos outros casais se tocassem de maneira mais íntima ao som bem porrada. Iori era um dos homens que estavam pelos cantos do bar acompanhado. Já levemente alcoolizado, o ruivo prensava uma jovem contra a parede, tomando-lhe o pescoço em vários beijos calorosos. Mordeu de leve ali somente parando para acariciar-lhe o rosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Hummm... Linda... Se tivesse a visto há mais tempo... – a olhou de cima a baixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Se eu o tivesse visto há mais tempo, já teria o agarrado, ruivo. – riu maliciosa a moça e passou seus braços em torno do pescoço de Yagami, trazendo-o para perto de si.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;A moça era uma jovem morena pouca coisa mais baixa que Iori. Tinha os cabelos compridos, que iam até metade de suas costas. Eram cacheados e em um tom castanho escuro, muito próximo do preto. Seus olhos acompanhavam a mesma tonalidade e a partir deles passava uma sensualidade e um desejo pelo ruivo que o próprio fazia tempo que não via. Ela praticamente o comia com os olhos. Ergueu um pouco uma das pernas, esfregando-a no corpo de Yagami e permitindo que o ruivo acariciasse suas coxas grossas, expostas pela saia curta que usava. Iori aproximou seu corpo ainda mais daquela moça, colando seu quadril ao dela. Sorriu safado ao encostar o membro na altura do sexo da moça que se arrepiava a cada toque, cada carícia que aquele lutador tão gostoso fazia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Gosto de mulheres safadas como você. – sussurrou ao ouvido da moça e pressionou o membro, já excitado contra o corpo dela. — Está sentindo? É o que mulheres taradas fazem comigo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aaaii, ruivo... Me deixa arrepiada assim! – agarrou-o mais. — Amo os ruivos! Principalmente cafajestes como você... Hummm... Só você eu permito que me use. Que faça o que quiser de mim... – levou ambas as mãos às nádegas de Iori, apalpando e trazendo o ruivo mais pra perto de si.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Vadia... Cachorra... – riu o ruivo maldoso ao sussurrar aquelas palavras ao ouvido da mulher, vendo como ela excitava-se com os “elogios”. — Hummm... Vou adorar fazer de você a minha putinha... Vou meter até apagar esse seu fogo! – subiu a mão pela coxa da moça até acariciar-lhe as nádegas e voltou a beija-la no pescoço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a escuridão, o movimento de pessoas e o som alto, nada do que acontecida entre Iori e aquela moça era notado. Mesmo porque outros casais tinham a mesma atitude ou ainda pior. Os amassos entre ambos intensificaram-se, chegando a um ponto em que Iori estava praticamente fazendo sexo com aquela mulher ali mesmo. Pelo ruivo até faria! Colocaria o pênis bem duro para fora e transaria com ela sem problema algum. No entanto, a moça insistiu muito para que Yagami a levasse para outro lugar; para que pudessem ter privacidade... Sem dúvida ela era louca por Iori Yagami, uma fã. Porém, precisaria de coragem demais para fazer aquele tipo de coisa bem na frente de todos, banalizando totalmente um momento tão importante em sua vida. Yagami depois de muita insistência por parte da moça resolveu atender ao seu pedido e levou-a em direção a saída do bar. Entraram no carro de Iori e seguiram em direção a um motel, onde finalmente puderam aproveitar um ao outro, sozinhos, sem nenhum expectador. Transaram bastante madrugada adentro e somente no dia seguinte é que deixaram o motel. Diferente do que previu a moça, Iori não teve uma atitude típica de um canalha com ela. Pelo contrário. Iori levou-a até a casa onde a moça morava, despedindo-se atenciosa e carinhosamente. Era provável que se encontrariam mais vezes, pelo modo como o ruivo tinha gostado. Raramente Yagami tratava bem uma pessoa, seja mulher ou homem, após uma transa, após ter conseguido o que almejava. Tinha o costume de “usar e jogar fora”. Exceto quando havia algo interessasse o ruivo. Sentimentos? Não. Definitivamente sentimentos não constavam ainda no vocabulário de Iori. Talvez a palavra correta ao invés de “interesse” fosse “conveniência” em alguns casos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Exatos seis dias passaram-se. E Iori não tinha dado nenhum sinal de vida, nenhuma explicação a Kyo pelo furo daquela noite de sábado. Kusanagi, apesar da vontade de pegar o telefone e ligar ao menos para o celular do Iori, não o fez. Não era ele quem devia explicações, o errado era o Iori! Era o ruivo que devia preocupar-se em ao menos ligar para conversar, dar uma desculpa qualquer pela mancada em plena noite de sábado e não o próprio Kyo correr atrás! De modo algum se humilharia desse jeito. E foi pensando assim, chateado com o descaso de Iori, que Kyo seguiu a semana. Era 12 de dezembro daquele ano de 2003 e nem por isso Kyo estava animado. Mais um aniversário; mais uma vez ficando velho e para piorar, dessa vez estava sozinho. Na verdade o lutador estava pensativo justamente por esse motivo: depois de seis anos de namoro, era o primeiro aniversário que passava longe de Yuki.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;...Tão estranho sem ela... – murmurou Kyo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deitado em sua cama de olhos fechados, mesmo após o relógio marcar 10:00h da manhã, o lutador perdia-se em pensamentos. Passou por várias situações piores, mas não se lembrava de ter se sentido tão desanimado como naquela manhã de sexta-feira. Talvez pela data em si, ou talvez por estar longe de Yuki e não tão bem com Iori como deveria. Virou-se na cama e pôs um travesseiro sobre seu rosto, cobrindo-o. Desanimado como estava, a única coisa que realmente interessava o lutador era dormir... Dormir e dormir. Era um meio também de tirar o ruivo de seus pensamentos. Muita sacanagem Iori, além de esquecer o compromisso da semana que havia se passado, ainda por cima nem se dar ao trabalho de pegar o telefone e conversar com Kusanagi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;
